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Vale-tudo

Maurício Shogun celebra nova fase, mira cinturão e se esquiva de polêmica entre os Silvas

Troca de palavras mais ríspida entre Anderson e Wanderlei deixa lutador em cima do muro. Já para disputa entre Lyoto e Rashad e próximo desafio o curitibano já faz planos

Maurício Shogun recarrega as baterias no interior do Paraná antes de voltar com força total ao UFC | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Maurício Shogun recarrega as baterias no interior do Paraná antes de voltar com força total ao UFC (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

O nocaute no primeiro round da edição 97 do Ultimate Fighting Championship (UFC) sobre o ícone Chuck Liddell recolocou a carreira do curitibano Maurício Shogun nos trilhos. A performance digna dos áureos tempos de Pride fez com que o lutador se recoloca-se como uma das principais forças da categoria dos Meio-Pesados (até 93 kg) do UFC. Enquanto seguia para Maringá, no Noroeste do estado, onde descansaria com a família da sua esposa, Shogun conversou com a Gazeta do Povo.

Sobre o confronto com Liddell, o lutador diz que estava preparado para nocautear. "O Chuck estava tranquilo, eu também, e fui com a tática pronta. Nos respeitamos antes e durante a luta, e consegui impor a minha tática lá. Também levei-o para o chão, trabalhei muito todas as possibilidades para os três rounds", declarou Shogun, feliz com o novo momento no UFC.

Na sua estreia, com o joelho lesionado, o curitibano perdeu para o americano Forrest Griffin. Após uma longa ausência e duas operações, o retorno com vitória sobre Mark Coleman pouco ajudou a Shogun reassumir a sua condição de postulante ao cinturão.

"Contra o Forrest eu estava preparado, mas sem ritmo de luta, noção de espaço, e machucado. Depois fiquei um ano e meio parado, e hoje estou no ritmo, estou totalmente adaptado ao UFC. O meu desempenho não se deveu apenas a parte física, mas eu estava mais preparado em todos os sentidos", comemorou o curitibano.

Próximo rival e palpite para disputa entre Lyoto e Rashad no UFC 98

Maurício Shogun deve voltar aos treinamentos na próxima semana, e até lá pretende acompanhar de camarote as disputas dentro da sua categoria no UFC. A principal luta entre os Meio-Pesados acontece no dia 23 de maio, no UFC 98, entre o campeão Rashad Evans e o desafiante, o brasileiro Lyoto Machida. Ambos estão invictos na carreira dentro do MMA, mas se Shogun tivesse de apostar em alguém, seria em Machida.

"A luta será dura, o Lyoto é um cara que consegue fazer um jogo difícil de ser reproduzido por qualquer sparring, enquanto o Rashad é muito estrategista. Acho que ambos são muito técnicos e competentes, mas vou torcer pelo Lyoto, diria que é 60% contra 40% para ele", opinou Shogun. Entretanto, o curitibano sabe que um dos dois pode atravessar o seu caminho em breve, e mesmo contra o amigo Lyoto ele não descarta brigar pelo cinturão.

"Não vejo falha no jogo do Lyoto, ele é bem atlético e é bom em tudo. Nos conhecemos bem, somos amigos e não gostaria de enfrentá-lo, porém pode acontecer. Eu não escolho adversário, depende do evento mesmo", completou.

Sobre o próximo adversário, Shogun prefere aguardar e deixar com o presidente do UFC, Dana White. Mas ele dá pistas de quem gostaria de encarar. Uma revanche contra Forrest Griffin ou um novo encontro contra o "freguês" Quinton Jackson seriam bem vindas pelo curitibano. Todavia, o momento é de curtir a família, os amigos e aguardar a definição para uma nova luta no segundo semestre.

"Vou esperar o Ultimate tomar uma posição. Independente do adversário eu vou seguir com a equipe e com todo o esquema de preparação que fiz para esta luta contra o Liddell, usarei a mesma metodologia com as mesmas pessoas. Mas obviamente estes dois nomes ai seriam muito interessante para mim", concluiu.

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