
Segue a rotina: o Atlético foi derrotado (pela 14.ª vez em 30 jogos). Desperdiçou também uma grande chance para atenuar o drama no Brasileiro (segue em 18.º na tabela). E reforçou o discurso de apelo à torcida.
A única novidade no tropeço por 2 a 0, ontem, para o Botafogo, no Engenhão, foi o fato de o jogo acabar e, na sequência, ter sumido do imaginário atleticano.
A preferência foi falar do duelo do próximo domingo diante do Ceará, na Arena. O rival é o 15.º na classificação adversário direto na luta pela sobrevivência.
"Peço que vocês da imprensa nos deem um voto de confiança para pedirmos que o nosso torcedor vá para o campo", fez questão de dizer o meia Paulo Baier.
Com um discurso muito mais brando do que no último jogo, quando chamou o time de juvenil, o veterano resumiu que a esperança do Atlético escapar da Série B passa para o duelo ante os cearenses.
"Temos de vencer o Ceará para dar um suspiro e seguir vivos" afirmou o camisa 10. Atualmente a equipe nordestina tem quatro pontos a mais que o Furacão.
O que o capitão não lembrou, mas que foi notado pelo técnico Antônio Lopes, foi a oportunidade desperdiçada pelo Rubro-Negro ontem. Tudo decorrente do resultado dos outros times que também lutam contra o rebaixamento.
América-MG, Cruzeiro, Avaí, Ceará e Atlético-MG perderam as suas partidas. Se tivesse vencido, o Furacão estaria empatado com a Raposa, o primeiro fora da ZR, só perdendo no número de vitórias. E ficaria a um ponto justamente do próximo adversário, podendo atravessá-lo na sequência.
"Temos de trabalhar em cima do otimismo. Até falei para os jogadores no vestiário, depois do jogo, que a luta para sair da zona de rebaixamento continua. É a única solução", disse o Delegado.
Mas para conseguir escapar da degola a equipe atleticana precisava fazer gols, o que não ocorreu no Rio de Janeiro. Na melhor chance, quase no final do primeiro tempo, Santiago García chutou de frente para o goleiro Jefferson, que defendeu com o pé.
O atleta uruguaio foi utilizado pelo técnico Antônio Lopes mesmo após a divulgação do doping acusado na sua terra natal de uso de cocaína. Para a diretoria do Furacão, não há problemas enquanto a CBF não for avisada sobre a suspensão de dois anos do atacante.
Fora desta polêmica, Lopes só lamentou o gol perdido por "El Morro". "Não soubemos aproveitar as oportunidades. Aí vem um pênalti para colocar o time abaixo", lamentou o técnico, resumindo como foi o confronto no Engenhão, que manteve o Atlético na 18.ª colocação, a três pontos da Raposa.
Antônio Carlos (com gol aos 17/1.º) e Loco Abreu (35/2.º) construíram a vitória do Botafogo.










