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Centenário

Na virada para o aniversário, histórias de amor pelo Coritiba

Cada uma das cerca de 7 mil pessoas que assistiu à queima de fogos tinha na ponta da língua a lembrança de como passou a torcer pelo Alviverde

Exatamente à meia-noite começou o show pirotécnico de cinco minutos para saudar o Centenário: as sociais do Couto Pereira ficaram lotadas | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Exatamente à meia-noite começou o show pirotécnico de cinco minutos para saudar o Centenário: as sociais do Couto Pereira ficaram lotadas (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)

Ontem, hoje, eternamente. As três palavras que o Coritiba es­­colheu como slogan para celebrar seu centenário exemplificam o sentimento de muita gente que foi conferir de perto os festejos pelos primeiros mi­­nutos do dia 12 de outubro. A vigília recebeu cerca de 7 mil torcedores de todas as idades para celebrar os 100 anos do Co­­xa na virada de domingo para segunda, no Couto Pereira.

Se enquanto aguardavam o minuto exato de ver o Alviverde virar centenário muita cerveja e agitação eram as preferências dos mais jovens, aos poucos famílias inteiras foram chegando. Máquina fotográfica na mão e a vontade única de comemorar.

"Tenho de passar para os meus filhos a mesma coisa que o meu pai me passou. O sentimento de ser coxa-branca é muito bom", disse o metalúrgico Rodrigo Santos, de 25 anos, ao lado da esposa Gislaine e dos filhos Leonardo, 8 anos, e Ma­­ria Eduarda, de 1. "Ela (a me­­­­nina) está vindo ao Couto pela segunda vez. Já ele vem direto desde os 3 anos", contou o pai, orgulhoso.

Com o espaço Belfort Duarte (galeria de imagens e troféus abaixo das cadeiras) aberto, en­­quanto esperavam o mo­­mento da virada vários torcedores posaram para fotos no local. História resgatada e hora de relembrar os primeiros passos como coxa-branca.

"Nasci em 75 e em 77 já estava por aqui. Meu pai me levava para dormir no carro nos intervalos dos jogos e voltava no se­­gundo tempo. Vi pouco da dé­­cada gloriosa do clube (anos 70), mas ouvindo dos mais velhos sei que foi um período de muitas conquistas", afirmou o professor Eduardo Simm, de 34 anos, eufórico com a festa, ao lado da esposa Rosilane.

Mesmo com o gigante do Alto da Glória ainda em construção – na década de 60 –, já houve quem impressionou-se com a força da camisa alviverde e virou a casaca. Caso do analista de sistemas Edílton José Franceschi, de 57 anos.

"Não lembro o ano quando meu pai me trouxe pela primeira vez no estádio. Ele torcia para o Ferroviário e era um jogo contra o Coritiba que venceu. Na saída ele me disse: ‘Pena que não deu para o nosso time’. Eu respondi: ‘Não deu para o seu. Torci o tempo todo para o time de verde’", recordou, aos risos.

Nas sociais do Couto completamente lotadas, gritos de guerra, bandeiras e emoção. Meia-noite em ponto e a festa coroada com cinco minutos de fogos de artifício. Certeza que a noite será inesquecível. Afi­­nal, o Coritiba mexe com muita gente desde ontem, hoje e eternamente o fará.

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