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Paranaense

No duelo de irmãos, atleticano “quer manter a hierarquia”

Marcos Malucelli, presidente do Rubro-Negro, “enfrenta” pela primeira vez o irmão Sérgio, do Iraty

Os irmãos Marcos e Sérgio (ao centro) encontraram-se com os primos Joel (e) e Juarez (d) | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Os irmãos Marcos e Sérgio (ao centro) encontraram-se com os primos Joel (e) e Juarez (d) (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Um duelo em família. Esse será o confronto entre Atlético e Iraty, hoje, às 18h30, na Arena. Afinal, os dois clubes são presididos pelos irmãos Marcos (do Rubro-Negro) e Sérgio Malucelli (do Azulão). No entanto, engana-se quem pensa que um vai querer dar moleza para o outro. Como em qualquer brincadeira fraterna, nem o atleticano – mais velho, 58 anos – muito menos o iratiense – de 51 – querem perder para o irmão.

"Vamos manter a hierarquia. Como ele é mais novo, vai apanhar", assegura Marcos. "Dentro de campo não tem essa de irmãos. Queremos a vitória", rebate Sérgio.

O encontro das equipes já ocorreu na primeira fase, mas naquela oportunidade (vitória atleticana por 2 a 1, no dia 1º/3) o presidente do time da Baixada estava na Europa. Portanto, o desafio familiar foi adiado. A proximidade e o bom relacionamento entre os dirigentes não chega ao ponto de valer para apostas sobre a partida. A provocação e as gozações vão ficar só na brincadeira mesmo.

"Trabalhamos no mesmo prédio (no centro de Curitiba) e temos uma relação que é a melhor possível. Almoçamos juntos toda semana", revela Sérgio.

"Eu estou no 10º andar e ele no 13º. Nós até jogamos bola regularmente juntos", conta Marcos, meia de armação nas horas vagas que tenta criar as jogadas para o caçula atacante.

Peladas à parte, o futebol não é novidade na vida da dupla. Sérgio já foi dirigente do Atlético no início da Era Mário Celso Petraglia, em 1996. Mais tarde, assumiu a direção da equipe do interior e ao mesmo tempo agencia a carreira de jogadores via empresa SM Sports.

Marcos chegou ao Furacão no fim da década de 90, primeiro apenas como conselheiro e depois como advogado. Em dezembro do ano passado venceu as eleições que lhe deram o comando do clube no triênio 2009/10/11.

"Acho que domingo (hoje) é certo que ninguém vai sair chateado com o resultado", pondera o dirigente do Iraty, que não conta com o mesmo pensamento do primogênito.

"Eu vou ficar chateado sim se não vencermos. Se tivéssemos vencido os dois jogos desta fase (o Atlético bateu o Paranavaí, mas perdeu para o J. Malucelli), poderíamos perder um. Agora não podemos perder mais", afirma o atleticano, que com 5 pontos na classificação do octogonal está vivo na disputa do título, enquanto o Azulão, que ainda não pontuou nesta fase, sonha com chances remotas para conquistar uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro.

O Rubro-Negro pode até encerrar o domingo na liderança do Estadual. Para isso, além de ganhar seu jogo, precisa de um empate no jogo do líder Coritiba contra o vice J. Malucelli (que ocorre também hoje, só que às 15h50, no Couto Pereira).

Mesmo que o resultado do Alto da Glória não ajude, os atleticanos precisam do triunfo para manterem-se vivos na disputa do título. A única novidade na equipe é Zé Antônio na ala-direita, na vaga do contundido Alberto.

Já no Iraty, o zagueiro Édson Borges, que está prestes a ser negociado com o futebol europeu, cumpriu suspensão no revés por 3 a 2 frente ao Jotinha e retorna.

Ao vivo

Atlético x Iraty, às 18h30, no Premiere e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).

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