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Série B

No retorno, Tcheco diz que quer encerrar a carreira no Coritiba

Aos 34 anos, meia, que estava encostado no Corinthians, se mostra movitado com o projeto de médio a longo prazo apresentado pelo clube

Tcheco não estava sendo utilizado pelo Corinthians, que continuará a bancar a maior parte de seu salário no Coritiba | Mauro Horita/ AGIF/AE
Tcheco não estava sendo utilizado pelo Corinthians, que continuará a bancar a maior parte de seu salário no Coritiba (Foto: Mauro Horita/ AGIF/AE)

Tcheco está feliz. Com 34 anos, voltar para casa após uma passagem difícil pelo Corin­­thians é a realização de um sonho. Nova­mente no Coxa, sete anos depois, o curitibano pretende voltar a brilhar. "A motivação é a melhor possível. Quero ajudar o clube a voltar à Primeira Divisão, principalmente pelo projeto de médio a longo pra­­zo, que me entusiasmou. Vol­tar para perto de casa e para um lugar em que me sinto bem", diz o meia, que será apresentado oficialmente amanhã pela manhã.

É o clube que lhe deu a primeira grande chance. Em 2003, depois de ter começado no Pa­­ra­­ná, passado pelo futebol chinês e mostrado boa forma pelo Malutrom, Tcheco chegou ao Coxa para ajudar o time a conquistar uma vaga na Liberta­­dores, com o quinto lugar no Brasi­­leiro. Acabou deixando o clube du­­­­rante o Nacional, para defender o Al Ittihad, da Arábia Saudita.

De lá, brilhou no Grêmio, de­­fen­­deu o Santos com discrição e vinha encostado no Co­­rinthians, especialmente após a saída do técnico Mano Me­­nezes. Sua última partida foi em 21 de julho – derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO. Neste ano, disputou 24 jogos. Em 20 deles, foi substituído ou começou no banco. Não marcou gols. Atuou três vezes na Liber­­tadores e outras três no Bra­­sileiro.

Perdeu terreno de vez com a chegada de Adílson Batista. "Foi exatamente isso", conta Tche­­co. "Era mais aproveitado pelo Mano, mas aí ele saiu e o novo treinador não estava contando comigo. Ló­­gico, você fica triste, mas aí surgiu a proposta do Coritiba, um clube pelo qual eu queria encerrar a carreira, e uni o útil ao agradável."

Com 34 anos e contrato até o fim da temporada com o Corin­­thians (mesma duração do em­­préstimo ao Alviverde), Tcheco co­­meça a pensar em parar. Es­­co­­lheu sua cidade e o Coxa para tanto. Mas nada imediato. "Se eu estiver em um bom nível, espero que seja no Coritiba", diz.

A negociação foi rápida e discreta. "A gente conduziu o tempo todo internamente, não vazou para ninguém, até porque um jogador como o Tcheco tem sempre muitas propostas", conta o superintendente de futebol do Co­­ritiba, Felipe Ximenes. Quando se diz "rápida", é rápida mesmo: "Te­­ve uma sondagem do Coxa na Co­­pa, mas o Mano queria contar co­­migo. Depois do Adíl­­son, o Cori­tiba entrou em contato no domingo e segunda-feira houve o acerto", descreve o jogador.

Tcheco não jogará em Minas Gerais, sábado, contra o Amé­­rica. Está bem fisicamente, mas hoje irá a São Paulo resolver problemas par­­ticulares e ainda aguarda a re­­gularização no Boletim Infor­ma­­tivo Diário (BID) da CBF. Será mais uma atração na volta ao Cou­to Pereira, dia 18, contra a Por­tu­gue­­sa. "Pela situação de jogar em Join­­ville, foi melhor o resultado que a encomenda. Temos tudo para se­­guir nessa trajetória. Peço para o torcedor nos ajudar, a gente precisa deles, mais do que nunca", disse o ídolo repatriado, convocando o torcedor. Nem precisava.

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Interatividade

0 Coritiba acertou em repatriar Tcheco? Ele era a peça que faltava para o clube voltar à Série A?

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