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Série B

Nova turbulência faz Paraná aderir à mordaça

Jogadores e técnico do Tricolor estão proibidos de dar entrevista até o jogo de sexta, contra o ASA, na Vila

O tropeço contra o lanterna Du­­que de Caxias (0 a 0) e a proximidade da zona de rebaixamento instauraram nova crise no Paraná. As fortes declarações dadas pelo capitão Cris após a partida no Rio de Ja­­­­­neiro repercutiram negativamente no grupo. Entre outros as­­­pectos, o zagueiro cobrou mais em­­penho dos companheiros, insinuando um certo "corpo mole" por parte de alguns.

Para tentar amenizar a polêmica, a diretoria tricolor adotou um expediente pouco democrático: a lei do silêncio. Os jogadores estão proibidos de dar entrevista até o jogo de amanhã, contra o ASA, na Vila. O mesmo expediente vale pa­­­ra o técnico Gui­­lher­­me Ma­­cu­­glia.

A Gazeta do Povo, porém, conseguiu furar o cerco e conversou ontem com o treinador na chegada do time a Curitiba, no fim da tarde. Macuglia, contudo, preferiu não polemizar. "Ele [Cris] é um líder do grupo e tem a autoridade como capitão para cobrar seus companheiros. E não só ele, os demais tam­­­­bém quando notarem que um jogador não está conseguindo dar o melhor", res­­­­­saltou ele, que optou por não re­­­­­­­­­­­­ferendar as críticas do de­­­­fensor. "Nós todos temos de co­­­brar neste momento, não apenas o Cris. É momento de união, de trabalho. Temos de estar a­­­­ten­­­­tos aos detalhes para que cada atleta possa dar o melhor de si e a gente consiga os resultados o mais rápido possível.".

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