O tropeço contra o lanterna Duque de Caxias (0 a 0) e a proximidade da zona de rebaixamento instauraram nova crise no Paraná. As fortes declarações dadas pelo capitão Cris após a partida no Rio de Janeiro repercutiram negativamente no grupo. Entre outros aspectos, o zagueiro cobrou mais empenho dos companheiros, insinuando um certo "corpo mole" por parte de alguns.
Para tentar amenizar a polêmica, a diretoria tricolor adotou um expediente pouco democrático: a lei do silêncio. Os jogadores estão proibidos de dar entrevista até o jogo de amanhã, contra o ASA, na Vila. O mesmo expediente vale para o técnico Guilherme Macuglia.
A Gazeta do Povo, porém, conseguiu furar o cerco e conversou ontem com o treinador na chegada do time a Curitiba, no fim da tarde. Macuglia, contudo, preferiu não polemizar. "Ele [Cris] é um líder do grupo e tem a autoridade como capitão para cobrar seus companheiros. E não só ele, os demais também quando notarem que um jogador não está conseguindo dar o melhor", ressaltou ele, que optou por não referendar as críticas do defensor. "Nós todos temos de cobrar neste momento, não apenas o Cris. É momento de união, de trabalho. Temos de estar atentos aos detalhes para que cada atleta possa dar o melhor de si e a gente consiga os resultados o mais rápido possível.".



