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Fórmula Indy

O Homem-Aranha volta a mandar em Indianápolis

37 dias após ser absolvido da acusação que poderia levá-lo à prisão, Hélio Castroneves torna-se o primeiro não americano com três vitórias na prova

Acompanhado de integrantes da Penske, Helinho pendurou-se na grade em Indianápolis, na cena que o notabilizou como Homem-Aranha | Jamie Squire/AFP
Acompanhado de integrantes da Penske, Helinho pendurou-se na grade em Indianápolis, na cena que o notabilizou como Homem-Aranha (Foto: Jamie Squire/AFP)
O piloto brasileiro indica com as mãos a terceira vitória na prova |

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O piloto brasileiro indica com as mãos a terceira vitória na prova

toma o tradicional banho de leite |

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e beija a linha de chegada do centenário autódromo norte-americano |

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e beija a linha de chegada do centenário autódromo norte-americano

Indianápolis - Hélio Castroneves tornou-se ontem o nono piloto, e o primeiro não americano, a conquistar o tricampeonato nas 500 Milhas de Indianápolis.

O brasileiro foi do inferno ao paraíso em exatos 37 dias. Em 17 de abril, Castroneves e sua irmã e empresária, Katiucia, foram absolvidos pela Justiça americana, em Miami, de processos por fraudes fiscais no valor de US$ 2,3 milhões. Cada um deles estava sujeito a penas de até 35 anos de prisão. Ontem, confirmou seu bom trabalho nos treinos e venceu.

"Foi o melhor mês de maio da minha vida’’, comemorou o piloto brasileiro, que completou 34 anos no último dia 10.

"Foi um mês inesquecível. Nunca esquecerei esta corrida e agradeço a todos os que me apoiaram’’, acrescentou ele, que participou de sua terceira prova desde que foi absolvido.

Apelidado de Homem-Aranha, Castroneves voltou a escalar a cerca de proteção, após a vitória, para festejar com os torcedores, gesto que já o havia notabilizado em 2001 e 2002. Além de inscrever seu nome entre os grandes da prova, Castroneves colocou o Brasil como o país estrangeiro com maior número de vitórias.

Contando triunfos com Emerson Fittipaldi (dois) e Gil de Ferran, os brasileiros somam seis títulos nas 500 Milhas de Indianápolis, um a mais do que os britânicos, que nunca tiveram sequer um bicampeão.

A Penske, equipe de Castroneves, aumentou ainda mais sua folga na prova mais tradicional do automobilismo. O time norte-americano somou a 15ª taça em Indianápolis. São dez triunfos a mais do que a Lou Moore, que conquistou cinco vitórias entre 1938 e 1949. Entre as equipes ainda em atividade, o segundo posto é da A.J. Foyt, com quatro taças.

Com a vitória de hoje, Castroneves atingiu a vice-liderança da temporada, com 117 pontos. Ele está a cinco do líder, o escocês Dario Franchitti.

Por conta de problemas na Justiça, Castroneves não participou da corrida de abertura da temporada, em St. Petersburg, no mês passado. Em sua volta, havia obtido uma sétima posição em Long Beach e a segunda colocação no Kansas. Foi a 20ª vez que um piloto largou da pole para vencer em Indianápolis. A primeira posição do grid, aliás, tem sido um trunfo. Quatro vezes nos últimos seis anos quem saiu em primeiro acabou vencendo.

Apesar de largar na frente, Castroneves não conseguiu manter a ponta por muito tempo. Na oitava volta foi ultrapassado por Dario Franchitti, da Ganassi. Em seguida, voltou a perder posições e se alternou entre o quarto e o sexto lugares.

Na 134ª volta, o brasileiro subiu duas posições e atingiu a vice-liderança após pit stop. Oito voltas depois, em relargada depois de nove voltas com bandeira amarela, o brasileiro da Penske assumiu a liderança para não mais abandoná-la.

O pódio foi completado pelo inglês Dan Wheldon e pela norte-americana Danica Patrick, que obteve a melhor posição de uma mulher em Indianápolis.

Os demais brasileiros – Vítor Meira, Raphael Mattos, Tony Kanaan e Mário Moraes – não completaram a corrida.

Mattos e Meira protagonizaram o acidente mais grave da prova, após seus carros se tocarem. O piloto da A.J. Foyt se queixou de dores nas costas e foi encaminhado ao hospital.

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