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guia do paranaense 2011

O que vale é ganhar do Atlético

A frase é do presidente do Coritiba, Jair Cirino, que fala em ser campeão paranaense para confirmar a boa fase do time, de volta à Série A nacional – e assim aumentar a distância em títulos para o arquirrival

Marcos Aurélio -O Lanterna Verde do Coxa consegue deixar tudo verde e correr em velocidade interplanetária. É um dos heróis com mais superpoderes | Marcos de Mello
Marcos Aurélio -O Lanterna Verde do Coxa consegue deixar tudo verde e correr em velocidade interplanetária. É um dos heróis com mais superpoderes (Foto: Marcos de Mello)
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Ao contrário do ano passado, quando o Campeonato Paranaense serviu de alavanca para a recuperação plena na temporada mais difícil de sua história, o Estadual de 2011 tem outro – e tão importante – papel na trajetória do Cori­­tiba.

De técnico novo, mas com o mesmo projeto de profissionalização do clube, o momento é de manter a hegemonia regional para tentar alçar voos mais altos. Tudo isso, é claro, somado ao que realmente importa para o torcedor: continuar com a recente escrita de não perder para o maior rival.

"Nos últimos três anos ganhamos duas vezes o Estadual. A razão que nos move no Para­­naense é sempre ganhar do Atlético. Não tenha dúvida que esse também é o projeto deste ano", avisa o presidente coxa-branca Jair Cirino, explicitando seu lado mais torcedor – e bem menos dirigente, papel que ocupa de fato desde a chegada de Vilson Ribeiro de Andrade na administração coxa.

A marca invicta referida acima é expressiva. Desde o dia 4 de maio de 2008, quando foi derrotado fora de casa por seu mais tradicional adversário, o Coxa não vivencia um revés no maior clássico do futebol paranaense. Foram três triunfos e cinco empates nesse período.

Esse retrospecto, já não bastasse o peso de substituir o campeão de popularidade Ney Franco, traz mais pressão para o novo comandante, Mar­­celo Oliveira. O treinador mineiro de 55 anos, cujo currículo mostra apenas uma conquista na carreira em equipes profissionais (2ª Divisão mineira com o Ipatinga, em 2009), pode também dar um salto na própria carreira. Oliveira destaca, entretanto, a relevância do título para o clube e os jogadores.

"O Paranaense é muito importante. É a oportunidade do bi­­­­campeonato, que não acontece há quase sete anos [2003/2004], a confirmação de que esse time é bom e vencedor. Nos fortalece, também, para entrar no Bra­­­sileiro ainda melhores", lista o técnico.

O zagueiro Jéci, responsável por erguer a taça nas últimas duas vitórias (2008 e 2010), sabe exatamente o valor dessa conquista. O capitão, que também coleciona duas medalhas douradas da Série B, tem contrato encerrando no início de maio, mas garante que as tratativas para a permanência estão adiantadas e refuta a ideia de que o Estadual de 2011 seria seu ato final como líder do elenco alviverde.

"O clube manifestou intenção de renovar e eu quero ficar. Quando isso acontece, as coisas ficam mais fáceis", disse o jogador, que espera repetir a festa do ano passado no Couto Pereira. "Aquilo nos alavancou para entrar com confiança no restante da temporada. Agora não pode ser diferente. O pensamento é de ser campeão. Seria ainda mais gostoso [continuar sem perder do Atlético]", encerra, repetindo o desejo incontido do torcedor Jair Cirino.

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