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Vôlei

Brasil enfrenta a Sérvia e o risco da eliminação precoce

Atual campeã olímpica, seleção brasileira de vôlei não depende apenas de si para avançar na Olimpíada de Londres

Atual campeã olímpica, a seleção brasileira de vôlei chega neste domingo à última rodada da fase inicial do torneio feminino assombrada pela eliminação precoce no grupo B. Tudo porque não depende apenas de si para avançar na Olimpíada de Londres.

São duas as preocupações brasileiras para conquistar a passagem. Primeiro, torcer por uma derrota da Turquia diante dos Estados Unidos, às 16 horas (de Brasília). E logo em seguida, às 18 horas, no mesmo local, bater a Sérvia.

"É uma situação horrível, nos entristece muito. Em termos de Olimpíada, inédito para a gente. Mas é a nossa realidade, temos de enfrentá-la da melhor maneira possível e pensar em vencer nosso jogo", comenta o técnico José Roberto Guimarães.

As americanas já estão nas eliminatórias e há quem tema uma "acomodação" da parte delas visando prejudicar o Brasil, um rival tradicional. "Acho difícil acontecer isso. Eles [Estados Unidos] não estão preocupados conosco, mas com o time deles", refuta Guimarães.

Mas a combinação de re­­­­­­­­sultados não se resume a um simples triunfo e o revés das turcas. É um emaranhado que lembra o futebol. O Brasil necessita vencer por diferença de 3 sets a 1 ou 3 sets a 0.

E outro jogo, entre Coreia do Sul e China, pode ajudar. Se alguém fizer 3 sets a 0 ou 3 sets a 1 poderá empatar em pontos com as brasileiras, caso estas vençam de acordo com o que precisam. A decisão seria então no set average (divisão dos sets vencidos pelos perdidos).

Complicações de uma equipe que ainda não convenceu dentro de quadra – perdeu para Estados Unidos e Coreia do Sul e ganhou de Turquia e China. E um dos motivos para o baixo rendimento aponta para a pressão por defender o título olímpico.

Cobrança

Os erros por nervosismo ou insegurança têm sido evidentes nas partidas. E as próprias jogadoras têm se cobrado em excesso. No sucesso sobre a China, na sexta-feira, Thaísa deixou a quadra extremamente contrariada ao errar um saque importante. A ponto de o treinador ter de intervir e consolar a atleta. "Fiquei muito chateada mesmo, como vocês viram", confirma a meio-de-rede. "Estamos dando muito peso para cada erro. Vôlei é um esporte coletivo", pondera Guimarães.

Quanto à responsabilidade de atuais donas da medalha de ouro, a também meio-de-rede Fabiana declara: "O time campeão olímpico sempre carrega o peso. Nós sabemos dessa situação. Mas temos uma equipe renovada, com seis jogadoras que não estavam em Pequim. Temos de lidar com isso com calma."

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