i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Economia

Pandemia pode fazer futebol brasileiro ter retração de R$ 2 bilhões

    • Estadão Conteúdo
    • 15/06/2020 11:49
    Futebol brasileira enfrenta dura retração econômica
    Futebol brasileira enfrenta dura retração econômica| Foto: Antonio More/Gazeta do Povo

    Entre negociações para reduzir salário, busca por linhas de crédito oferecidas pela CBF e renegociação de dívidas, os clubes brasileiros pouco a pouco já começam a se precaver para um dos maiores impactos financeiros da história.

    Segundo um estudo da consultoria Ernst & Young obtido pelo Estadão, a paralisação do calendário causada pela pandemia do novo coronavírus deve fazer com que os clubes nacionais tenham uma retração de quase R$ 2 bilhões em comparação a 2019 e voltem ao patamar financeiro similar ao encontrado há quatro anos.

    A provável disputa de jogos com os portões fechados até o fim do ano é a maior responsável pelo grave impacto. O trabalho realizado pela empresa tenta medir o impacto financeiro no futebol brasileiro dentro de dois cenários. No mais otimista, a retração seria de R$ 1,34 bilhão enquanto que na pior estimativa, a cifra seria de quase R$ 2 bilhões, mais precisamente R$ 1,92 bilhão.

    Os responsáveis pelo estudo ressaltam que toda uma cadeia de receitas ligadas ao futebol sofrerá duros golpes. O fato de as partidas não terem público, deve impactar não só na bilheteria, como também na diminuição de 40% do quadro dos participantes nos programas de sócio-torcedor. Há também uma previsão da queda de recursos até vindos do pay-per-view, pois há uma estimativa de que a crise econômica leve até a 40% dos assinantes a cancelarem os pacotes.

    "Poucos clubes vão ter condições financeiras de se apresentar de forma digna. Vários vão ter problemas sérios. Na prática a pandemia não mudou nada, mas apenas acelerou processos. Quem já estava mal, piorou mais rápido", disse ao Estadão um dos responsáveis pelo estudo, Alexandre Rangel.

    "As transferências de jogadores vão ter uma desvalorização também. Alguns clubes como o Athletico-PR e o Flamengo fizeram vendas na janela de janeiro e, por isso, se deram bem. Quem apostou que venderia jogadores no meio do ano, ficou em situação difícil", avaliou.

    Desde a parada do calendário, em março, os clubes brasileiros começaram a se movimentar para diminuírem os prejuízos. Das Séries A e B do Brasileiro, somente o Red Bull Bragantino não fez reduções salariais nem demitiu funcionários. Muitos outros clubes precisaram fazer reajustes e contar com o auxílio da criação da linha de crédito de R$ 100 milhões criada pela CBF.

    O panorama se torna preocupante porque não há mesmo previsões do recebimento de grandes receitas neste ano, principalmente as verbas oriundas de premiações. A CBF costuma distribuir aos campeões da Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro mais de R$ 100 milhões. No entanto, como essas competições devem se prolongar até o início de 2021, os clubes terão de fechar a temporada sem esses recursos para bancar despesas pesadas, como o 13º salário.

    "Até vejo que para alguns clubes, talvez seja melhor que o campeonato não retorne, porque pode ser até mais prejudicial ainda ter de jogar para o estádio vazio e sem recursos", afirmou outro responsável pelo estudo, Pedro Daniel. De acordo com um levantamento da própria Ernst & Young, o futebol é responsável no Brasil por 155 mil empregos. Muitos desses postos, aliás, se encontram ameaçados pelos impactos da crise.

    Possíveis soluções

    Enquanto o futebol não tem data para retornar, os dirigentes dos clubes têm discutido possíveis alternativas para a crise e a solução mais palpável no cenário é o de acelerar mudanças que já estavam em discussão. Para especialistas ouvidos pela reportagem, a transformação em clube-empresa, investimento em ações de marketing e a possibilidade de renegociação de dívidas do Profut (Programa de Refinanciamento Fiscal do Futebol Brasileiro) são alguns alentos

    Para o advogado especializado em direito esportivo Vantuil Gonçalves Júnior, do escritório Trengrouse e Gonçalves, em termos jurídicos os clubes vão precisar tomar medidas radicais, até por estarem anteriormente com números muito ruins. Uma das possíveis opções é avaliar uma brecha até para se pedir recuperação judicial, já que alguns projetos ligados à vida financeira do clube ainda estão em andamento na Câmara, como é o caso do clube-empresa e da suspensão das parcelas do Profut.

    "A pandemia acelerou o processo de modernização dos clubes. Será preciso pedir algum tipo de ajuda no Legislativo. A grande crise atual exige alguma medida drástica. Vejo até como uma possível oportunidade para que se consiga fazer um acordo da recuperação judicial com os credores", explicou.

    Um dos autores do estudo da Ernst & Young, Gustavo Hazan, considera que é o momento para os clubes brasileiros acelerarem mudanças. "A adoção do fair-play financeiro, da profissionalização e o projeto do clube-empresa podem ser impulsos importantes para dar mais segurança ao investimento eterno. Algo diferente precisará ser feito", comentou.

    1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 1 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

    • M

      MICHAEL GUSTAV ADOLF MULL

      ± 2 horas

      Toda moeda tem dois lados. A coisa boa da pandemia é que acaba com futebol , Carnaval e Baile Funk. A bola da vez é a política e que a execerem. dos juízes parciais e da ineficiência do Estado.

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso