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Aniversário

Paraná comemora 19 anos e inaugura o Ninho da Gralha

Centro de Treinamento será de uso exclusivo das categorias de base do clube. Tricolor sonha em recuperar fama de descobridor de talentos

Inauguração do Ninho da Gralha marca uma nova era no Paraná Clube, que completou 19 anos nesta sexta | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Inauguração do Ninho da Gralha marca uma nova era no Paraná Clube, que completou 19 anos nesta sexta (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)
O CT ainda está em fase de conclusão, mas alguns campos já estão prontos |

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O CT ainda está em fase de conclusão, mas alguns campos já estão prontos

Funcionários correm contra o tempo para concluir o Ninho da Gralha até o fim de janeiro |

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Funcionários correm contra o tempo para concluir o Ninho da Gralha até o fim de janeiro

A finalização do CT também passa pelo acabamento dos alojamentos |

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A finalização do CT também passa pelo acabamento dos alojamentos

Como parte das festividades dos 19 anos de existência, comemorados nesta sexta-feira (19), o Paraná Clube inaugurou o Centro de Formação de Atleta Ninho da Gralha, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba. Os 241 mil metros quadrados da nova sede paranista ficarão à disposição exclusivamente das categorias de base do clube.

Com a mudança, a Vila Olímpica do Boqueirão, antiga base das categorias inferiores, será o centro de treinamento do time profissional. Na prátrica, as alterações só vão ocorrer no mês de fevereiro de 2009. Até lá, o elenco principal deve permanecer instalado na Vila Capanema.

Eficiência e funcionalidade

Com a promessa de se tornar modelo de eficiência e funcionalidade, o Centro de Formação de Atletas Ninho da Gralha inicia uma nova rota na administração das categorias inferiores do clube. A essência do projeto, com a construção de uma estrutura preparada para formação do atleta, foi baseada em visitas e avaliações detalhadas de Centro de Treinamentos de outros times do país e do exterior. Até mesmo o CT do Caju, do rival Atlético, foi avaliado pela coordenação da base paranista.

"Desde julho de 2008, quando iniciamos o nosso trabalho, tiramos os pontos positivos de todos os locais visitados. O que havia de ruim neles, de acordo com a nossa avaliação, descartamos na hora de construir o nosso", explica o vice da base Marlo Litwinski.

Após o pente-fino, o Paraná optou por uma obra sem luxo, mas capaz proporcionar toda estrutura necessária para a formação do atleta. "Não teremos piso de mármore, teremos tudo que um jogador precisa na sua formação, que é alojamento, departamento médico e alimentação", disse, alfinetando o CT do Caju, do Atlético, considerado um dos mais luxuosos do país. Outro diferencial do Ninho da Gralha, apontado por Litwinski, é a exclusividade do local para a categoria de base.

O elenco profissional, como não acontece em outros clubes, não será sediado no CT. O time principal será transferido para a Vila Olímpica. "Queremos evitar a contaminação de jovens promessas. Não queremos que jogador seja iludido por carrões e correntes de ouro dos boleiros, isso estraga futuras promessas".

Portas fechadas para olheiros e empresários

O investimento do Ninho da Gralha, orçado inicialmente na casa dos R$ 4 milhões, será custeado pela Base, empresa que terá o direito em metade de todas as transações envolvendo jogadores revelados pelo Paraná Clube nos próximos 12 anos, não dará brechas para que empresários e olheiros tenham espaço no CT paranista. "Teremos as portas fechadas para esses agentes. Vamos revelar jogadores para o Paraná Clube, atletas que possam jogar por muito tempo aqui", avisa o coordenador.

"Temos também o compromisso de respeitar o termo do Ministério Público do Trabalho." Em novembro, o MPT-PR apresentou aos clubes da capital paranaense o Termo de Ajustamento de Conduta, documento que irá cobrar o cumprimento do texto da Lei Pelé, referente às categorias de base, e do Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca). Um dos quesitos do termo, é que o atleta da base tenha freqüência garantida na escola. "Queremos formar o cidadão, pois nem todos serão craques no futuro. E mesmo os craques precisam de uma educação sólida", lembra Litwinski.

Sonho Antigo

A antiga sede campestre do Água Verde – um dos clubes da árvore genealógica do Paraná –, inaugurada na década de 60, deve ser o núcleo para a formação de craques para negócios futuros e revelar atletas para o elenco profissional. Por se tratar de um espaço em desuso, a antiga sede campestre de Quatro Barras tinha sempre o nome lembrado como solução para sanar dívidas do clube. Em 2004, no início da gestão de José Carlos de Miranda, a sede esteve para ser penhorada. Mas, a diretoria conseguiu manter o patrimônio.

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E você, torcedor paranista, acredita que o Tricolor pode "criar" novos talentos e segurá-los para jogar no time profissional do clube? Comente!

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