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Patrimônio

Parceria com empreiteira começa a tirar do papel o novo Couto Pereira

Conselheiros do Coritiba foram informados ontem à noite do início da negociação com empresa paulista

Casa nova: a dúvida da diretoria coxa-branca é se apenas reforma o Couto Pereira ou opta pela construção de um estádio totalmente novo. | Giuliano Gomes/Gazeta do Povo
Casa nova: a dúvida da diretoria coxa-branca é se apenas reforma o Couto Pereira ou opta pela construção de um estádio totalmente novo. (Foto: Giuliano Gomes/Gazeta do Povo)

O Coritiba deu ontem à noite o primeiro passo para construir seu novo estádio. O Conselho Deliberativo do clube foi oficialmente informado do início da negociação com a empresa de engenharia W Torre (a mesma que irá atuar na obra da Arena Palestra, nova casa do Palmeiras). Uma comissão de cinco experientes conselheiros foi formada para discutir o assunto junto a membros do G9, grupo que administra o Alviverde.

Conforme a reportagem apurou, já existe até um protocolo de intenções. Os pontos mais polêmicos a serem tratados são: o prazo que a empresa e um investidor (ainda indefinido) terão para administrar a nova praça de esportes (a proposta inicial é de 30 anos) e o local onde o empreendimento será erguido, se onde hoje está o Couto Pereira ou em outro ponto da cidade.

"Sou a favor de um consenso (sobre o local) para se resolver o que é melhor para o Coritiba", diz Francisco Araújo, um dos integrantes do G9 consultado pela Gazeta do Povo.

Dentro do Conselho há alas que defendem a derrubada do atual estádio para se construir um complexo esportivo totalmente novo, mas na área do Alto da Glória. Essa proposta é defendida também W Torre, que começaria a obra já no ano que vem.

Entretanto, há os que querem apenas uma ampla reforma, temendo que quando o Couto estiver derrubado, não haja garantias para nova construção. Existe ainda, uma terceira via, que deseja o empreendimento em outro espaço.

Os integrantes do grupo que irá participar mais ativamente da discussão são necessariamente conselheiros de muita experiência no Verdão e que de preferência atuem na área de engenharia e construção – até o início da noite de ontem os nomes não estavam definidos. "Mas não há nada sacramentado ou assinado. Por ora é tudo muito incipiente", assegura o presidente do Conselho Deliberativo, o chamado Conselhão, Tico Fontoura, dono de uma construtora e que não fará parte da "comissão permanente" por já estar em um cargo efetivo no clube.

Conversas rotineiras têm ocorrido sobre o tema, com a participação da cúpula coxa-branca. Porém, segundo Fontoura, não há data e nem local definido para um novo debate. "Absolutamente não. Tenho participado das conversas, mas no momento não há nada de novo em relação ao que já foi noticiado", despista.

O presidente Jair Cirino, que está na Inglaterra, e os representantes da W Torre não foram encontrados pela reportagem. Contudo, já não é mais segredo que um dos projetos do centenário do Coritiba (completa 99 anos no domingo) é reconstruir – ou no mínimo remodelar – a sua casa.

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