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Brasileiro

Pela Libertadores, Coxa luta contra bipolaridade

No histórico dos pontos corridos, nunca um time se classificou ao tor­­­­neio continental com de­­­sem­­penho como visitante igual ou me­­­­nor ao atual do Coxa

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Se o Coritiba quiser chegar à Libertadores, terá de reverter uma estatística cruel: desde a implantação do Bra­­­sileiro por pontos corridos, em 2003, nenhum time se classificou ao tor­­­­neio continental com de­­­sem­­penho como visitante igual ou me­­­­nor ao atual do Coxa –9 pontos conquistados e 23% de aproveitamento, apenas o 16.º em uma lista de 20 times.

Em 2007, o Flamengo se garantiu no torneio com 24,5%. Mas, em contrapartida, só perdeu dez pontos no Maracanã, um a mais do que o Alviverde já desperdiçou em casa com seis partidas ainda por fazer.

A matemática é sintoma da bipolaridade que acompanha o Coritiba no Nacional, um gigante que dificilmente dá chance aos adversários em casa, mas que fora de sua fortaleza, o Couto Pereira, se transforma em um visitante acanhado.

Quinto melhor mandante, ao lado do Flu­­mi­­nen­­se – ambos tem 27 pontos, mas os cariocas contabilizam uma vitória a mais –, o Alviverde é também o quinto pior fo­­rasteiro. São dez posições de diferença no ranking en­­tre resultados diante da torcida e no território rival. A discrepância só não é maior que a do Palmeiras. Re­­trospecto que traz insegurança.

"Você joga dentro de ca­­sa, faz o resultado, e quando vai lá fora buscar uma regularidade, acaba perdendo e volta para jogar dentro de casa na pressão de novo", analisa o zagueiro Jéci. Recu­­p­­e­­ra­­do de lesão, ele pode retornar ao time domingo contra o Fi­­­guei­­rense, em Florianó­­polis. No­­va chan­­ce de o time me­­lhorar o aproveitamento como visitante.

Para o meia Tcheco, a campanha como forasteiro será decisiva para a colocação final. Manter o desempenho atual não basta para chegar à vaga na Liberta­­do­­res. "No Grêmio, em 2009, ficamos invictos [em casa] e mesmo assim não conseguimos a classificação devido ao fato de fora termos uma irregularidade muito grande, parecida com a do Co­­­ri­­tiba neste ano", alerta. "A gen­­te se chateia muito", emenda o técnico Marcelo Oli­­veira, claramente incomodado com a repetição do discurso "jogamos bem e não vencemos".

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