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Alpinismo

Autobiografia conta as aventuras de Niclevicz pelas montanhas do mundo

O Brasil no Topo do Mundo traz 1.300 fotos dos 26 anos de carreira do paranaense, principal alpinista do Brasil

Principal montanhista brasileiro escreveu livro com base em diários de bordo ao longo de mais de 26 anos de carreira | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Principal montanhista brasileiro escreveu livro com base em diários de bordo ao longo de mais de 26 anos de carreira (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

Montanhas, muito gelo, trilhas e paisagens impressionantes dos lugares mais remotos do planeta estão entre as 1.300 fotos que o alpinista Waldemar Niclevicz reuniu em mais de 26 anos de carreira e mostra em sua autobiografia. O Brasil no Topo do Mundo, conta com o prefácio de Pelé e tem lançamento nesta quinta-feira. "O título foi pensado como referência a dois outros atletas brasileiros que sempre foram fonte de inspiração na minha trajetória e também levaram o Brasil para o topo do esporte mundial: Pelé e Senna", diz, sem modéstia, o atleta, aos 48 anos.

Com fotos que mostram os detalhes e bastidores de suas viagens aos picos mais altos do mundo, o livro relata o amor do atleta pelas montanhas e pela fotografia. "Sempre tive uma busca antropológica nas minhas expedições. E neste livro mostro não só minhas fotos mais bonitas, mas as que mostram a geografia, a cultura e, principalmente, as pessoas que encontrei em todos estes anos de escaladas e que de alguma forma contribuíram para minha realização profissional e pessoal", conta Niclevicz, que já passou por lugares como os Andes, Alasca, Groelândia, Himalaia e Tasmânia.

Escritos com base nos seus diários de bordo, os 28 capítulos são apresentados em ordem cronológica, com o seu nascimento em 1966 em Foz do Iguaçu, passando por seus maiores desafios e conquistas, com especial destaque para os capítulos dedicados ao Everest, pico que o colocou no livro dos recordes e que escalou quatro vezes, e o K2, onde esteve por três vezes.

Seu último projeto, realizado no início do ano no Equador, também está no livro, no capítulo em que o alpinista fala sobre a continuidade da sua jornada. "Não tenho a menor pretensão de parar de escalar, o último capítulo do livro foi da minha viagem no início de 2014 e fala justamente da minha vontade de continuar levando o Brasil para o topo. Ainda tenho alguns projetos que não consegui concluir, mas que irei levar aos poucos, e espero ainda escrever outros livros, contando meus 40 ou quem sabe ainda meus 50 anos de escaladas".

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