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Natação

Brasil testa força da nova seleção feminina no Maria Lenk

Aposentadoria de veteranas acelera transição e apostas das piscinas ganham novo status

Marchioro destaca as boas condições oferecidas pela seleção | Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Marchioro destaca as boas condições oferecidas pela seleção (Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

Estarão todos lá. Cesar Cielo, Tiago Pereira, Bruno Fratus, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e todos as demais estrelas da natação brasileira competem, a partir de hoje, no Troféu Maria Lenk, uma das principais competições nacionais, em São Paulo. Os mais tietados pelo público serão os astros da seleção masculina. E quem vai apresentar suas credenciais são as atletas da seleção feminina. A nova seleção feminina.

Com a aposentadoria recente de Joanna Maranhão, 26 anos, Fabíola Molina, 38, e Flávia Delaroli, 30, uma nova geração de nadadoras vira protagonista nas piscinas. Se até então eram chamadas de "apostas", agora sabem que chegou a vez delas.

Nada, porém, que gere pressão extra sobre seus desempenhos, garante o técnico da seleção brasileira feminina, Fernando Vanzella. "Temos atletas como Daynara de Paula, Ethiene Medeiros [melhor resultado de uma brasileira em mundiais, com quarto lugar nos 50 m costas em Barcelona-2013], Alessandra Marchioro e Graciele Hermann tendo resultados expressivos. O problema é que no Brasil, no feminino, a transição demora mais para acontecer do que no masculino. Estamos vendo onde podemos trabalhar para acelerar isso", diz o treinador.

Para tanto, em 2014, o foco é ter, pela primeira vez, uma temporada completa em que o calendário das seleções masculina e feminina não será o mesmo. O Maria Lenk vale o índice para formar a equipe que disputa do Pan-Pacific 2014 (21 a 25 de agosto, em Gold Coast, Austrália). Mas caso não saiam da Piscina do Ibirapuera os tempos necessários para formar o time de 12 nadadoras, outros índices serão aceitos para formar um time que segue para a temporada de competições preparatórias na Europa. "A intenção é fazê-las evoluir treinando e competindo em alto nível para que, no Troféu José Finkel [em setembro], consigam índice para o Mundial de Piscina Curta, em Doha [em outubro]".

A partir desse planejamento, a intenção é ter, no ano que vem, o máximo de atletas figurando entre as 20 melhores do mundo no Mundial de piscina longa em julho de 2015, na Rússia. "Temos observado que são essas nadadoras [as que estão no top 20 do mundo um ano antes da Olimpíada] que estarão numa final olímpica", diz.

A curitibana Alessandra Marchioro, 20 anos, nadadora da seleção das provas de 50 m e 100 m livre, destaca as melhores condições que tem hoje em relação à de suas precursoras. "A seleção feminina sempre esteve muito à sombra da masculina. Estamos mais unidas e acredito que, isso nos ajuda a nadar mais forte. As mais velhas seguem dando palpite e essa geração vem nadando muito bem em provas em que antes o Brasil não tinha nadadoras se destacando", diz.

Além de separar as duas equipes no final de 2012, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) investiu em profissionais exclusivos para as atletas, como a ginecologista do esporte Tathiana Parmigiano, que já atuou com as seleções de basquete e judô. As estratégias adotadas, inclusive, se assemelham bastante às adotadas pela elite dos tatames nacionais.

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