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Brasileiro

Pragmático, Oliveira se repete nas substituições

Treinador coxa-branca contabiliza 44 alterações em 15 jogos, mas apenas 27% significaram mudança tática

 | Antonio More/ Gazeta do Povo
(Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

A regra três do futebol – aquela que prevê substituições de até três jogadores no decorrer de uma partida – está na cartilha de Marcelo Oliveira como indispensável. Mas, ao mesmo tempo em que esbanja assiduidade nas alterações, o treinador do Co­­­ritiba tem se tornado previsível e pouco ousado quando mexe no time.

Das 44 trocas realizadas até a 15.ª rodada do Campeonato Brasileiro, 34% já se repetiram pelo menos duas vezes. O atacante Marcos Aurélio e o meia Tcheco são as opções primordiais para deixar o time, enquanto Anderson Aquino aparece como o 12.º jogador. Só no empate por 0 a 0 com o Bahia, Oliveira não fez as três trocas.

Ao todo, o comandante alviverde testou 13 atletas diferentes durante os jogos. A alteração mais comum é a saída do meio-campista Tcheco para a entrada de Gil – que ocorreu quatro vezes. Depois, vem a troca de um lateral-esquerdo por outro: sai Eltinho e entra Triguinho – três vezes.

O atacante Marcos Aurélio, entretanto, é quem deixou o time em mais partidas. Foram seis vezes caminhando de cabeça baixa até a linha lateral do gramado– situação que rendeu primeiro reclamações e depois pedidos de desculpas públicas ao técnico. Tcheco, 35 anos, o mais experiente do elenco, vem na sequência, com cinco substituições. Já Anderson Aquino (7) e Geraldo (6) são os jogadores que mais entraram.

"As substituições são todas no sentido de melhorar, só que elas só são analisadas depois [das partidas]", explica Marcelo Oliveira, rechaçando o rótulo de pouco ousado.

"Nós tivemos um escanteio aos 43 minutos do segundo tempo [contra o Flamengo]. Se não tivéssemos intenção de ganhar, seguraríamos mais três minutos e acabaria o jogo. O Coritiba pen­­­­sou o tempo todo em ganhar", emenda o mineiro de 56 anos e estilo conservador.

Na grande maioria das vezes em que decide trocar algum jogador, ele opta por fazer o simples. Só 27% das mudanças do treinador afetam a parte tática da equipe, já que normalmente a troca é de um jogador por outro da mesma posição ou por alguém que fará função semelhante. Das 44 alterações, 31 aconteceram após os 15 primeiros minutos do segundo tempo. Ou seja, o time escalado desde o início tem o tempo a seu favor.

"Acho que quando o treinador faz algo é por convicção, não para o pior do time. Não podemos ter uma caça às bruxas numa equipe que tem qualidade e pode crescer ainda no campeonato. Já estamos quase no meio, mas acho que agora essa cobrança tem de ser nos jogadores", banca o veterano Tcheco. Das cinco vezes que saiu, duas foram por cansaço, revelou o meio-campista.

"Nós temos um técnico, temos confiança na qualidade dele e no que já mostrou. O homem, o trabalhador, tem de ser respeitado. E ele é um profissional de alta qualidade", aponta Ernesto Pedroso, membro do conselho administrativo coxa-branca, fazendo questão de demonstrar a confiança total da diretoria no treinador.

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