Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Tênis

Programa de apoio torna a Copa Davis obrigatória para a elite do tênis brasileiro

Tenistas convocadas para a última Fed Cup também ganham benefício

Agora é oficial. O tenista que assinar contrato para receber ajuda financeira da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) terá que defender o país sempre que convocado para a Copa Davis. A medida faz parte do Programa Tênis Profissional, que entra em seu segundo ano com diretrizes mais claras e maior número de atletas sendo beneficiados.

Em 2010, são 16 tenistas - eram dez no ano passado - recebendo a ajuda financeira, convertida em passagens aéreas para jogadores e seu técnicos (os valores variam de acordo com o ranking de cada um). A lista de beneficiários é composta pelos tenistas que ocupavam até a 350ª colocação do ranking da ATP no dia 18 de janeiro, com um porém: apenas três tenistas com mais de 25 anos têm direito a participar do programa.

Assim, a "folha de pagamento" deste primeiro semestre tem Thomaz Bellucci, Marcos Daniel, Ricardo Mello, Thiago Alves, João Olavo Souza, Ricardo Hocevar, Caio Zampieri, Marcelo Demoliner e Fernando Romboli, além dos duplistas top 100 Bruno Soares, Marcelo Melo e André Sá. Este ano, as mulheres também ganharam o direito de participar, e as quatro convocadas para a Fed Cup serão auxiliadas: Nanda Alves, Roxane Vaisemberg, Ana Clara Duarte e Monique Albuquerque.

Além da Copa Davis, os homens têm outras obrigações: participar de dois eventos da CBT ou de seus patrocinadores ao longo do ano, usar a logomarca de um patrocinador da CBT nas camisas de jogo e de treino (desde que o atleta já não tenha contrato com outra empresa) e participar do Brasil Masters Cup, torneio-exibição reúne os beneficiados pelo programa no final da temporada.

Dificuldade do passado

Em 2009, primeiro ano do programa, a CBT enfrentou um grande problema logo em abril. O número 2 do país, Marcos Daniel, se recusou a disputar a Copa Davis e não viajou para a Colômbia com o time. O gaúcho, que não assinou contrato e não foi beneficiado, não achou justa a obrigatoriedade de usar o logo da estatal patrocinadora da CBT em sua camisa.

A diferença entre o tenista e a entidade foi resolvida no segundo semestre, quando Daniel enfim assinou o contrato com a CBT e, pouco depois, disputou o duelo contra o Equador, em Porto Alegre - os visitantes venceram e voltaram ao Grupo Mundial, primeira divisão da tradicional competição entre países.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.