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Série B

Rafinha afasta rótulos e espera vaga

Rafinha tem média de um gol a cada 25 minutos como reserva | Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo
Rafinha tem média de um gol a cada 25 minutos como reserva (Foto: Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo)

Sem esse papo de amuleto ou talismã. Ele também não quer ser cha­­mado de "arma secreta". Em­­bo­­ra tenha dado ao Paraná muita sorte (leia-se gols), nas três vezes em que entrou em campo com a camisa tricolor, o meia Rafinha de­­seja ficar conhecido por algo bem mais simples: titular da equipe.

"Eu preciso ter uma sequência, sair jogando. Para provar que não é apenas do decorrer do jogo que eu posso ajudar a equipe. Espero o mais rápido possível ter essa oportunidade e, quando tiver, vou procurar dar conta do recado", afirma.

Condição que está próxima de ser alcançada, graças ao faro de gol aditivado do jogador – mais o fato de ter sido indicado pelo técnico Sérgio Soares. Para o jogo com o Fortaleza, no próximo sábado, Ra­­finha pode "roubar" a vaga de Wan­­do. Decisão que o treinador, como de costume, não adiantará. "Vou esperar, se não acontecer, sigo na torcida", diz Rafinha.

Mas que parece quase óbvia se analisado o desempenho do meia. Afinal, não foram apenas três gols em três jogos. E sim, três bolas na rede entrando sempre no segundo tempo (no lugar de Wando), em apenas 77 minutos – média de uma a cada 25,6 minutos.

Para se ter uma ideia do feito, Wando, desde o início do ano na Vila Capanema, comemorou so­­mente uma vez até hoje. Alex Afonso, titular por boa parte da Série B, fez quatro. E Adriano, o no­­vo dono da 9, em três partidas não comprovou a fama de artilheiro.

Somente na estreia Rafinha passou em branco, na vitória sobre o Bragantino (4 a 1). Em 26 minutos, não fez gol, mas deu passe fundamental para Davi marcar o terceiro da goleada.

Virou "amuleto" graças aos dois compromissos seguintes. Contra o Campinense, ingressou na disputa aos 19 minutos. Aos 43, marcou o tento que poderia ser o da vitória, se o adversário não empatasse logo em seguida.

Frente ao Vila Nova-GO, im­­pressionou. Aos 28 minutos subiu a placa: sai Wando, número 7, en­­tra Rafinha, 16. Um minuto de­­pois, em seu primeiro toque, pôs a redonda nas redes. E no finalzinho, aos 47, marcou um golaço. "Realmente, foi o mais bonito".

Nada de "talismã", tudo bem. Mas como explicar então? "Entrar no fim pode ser positivo. Substituí o Wando, um jogador que se movimenta bastante, cansa os zagueiros, isso facilita", declara Rafinha.

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