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Copa do Brasil

Renascimento vascaíno desafia o Coritiba

Há oito anos sem títulos, clube carioca carrega o peso da redenção após momento obscuro na história

O goleiro Fernando Prass, do Vasco, durante o treino de ontem à tarde em São Januário: “Claro que o ideal seria ganhar com uma boa vantagem. Mas, se tiver uma postura boa nada, impede que a gente consiga um bom resultado fora de casa” | Maurício Val/  Fotocom.net
O goleiro Fernando Prass, do Vasco, durante o treino de ontem à tarde em São Januário: “Claro que o ideal seria ganhar com uma boa vantagem. Mas, se tiver uma postura boa nada, impede que a gente consiga um bom resultado fora de casa” (Foto: Maurício Val/ Fotocom.net)

Rio de janeiro - Em 2009, o Vasco comemorava aliviado o título da Série B. Os torcedores celebraram com sinceridade, mas ali estava representado o momento mais obscuro da história centenária do clube. Dois anos depois, os vascaínos planejam festejar a ‘volta por cima’. O título da Copa do Brasil, em disputa a partir de hoje contra o Coritiba, em São Januário, seria o atestado desse ressurgimento.

Ficar no quase novamente seria devastador para o time da Colina.

À exceção do veterano meia Felipe, nem o técnico Ricardo Gomes nem os jogadores atuais participaram dos tempos de declínio cruz-maltino, mas estão todos muito cientes da responsabilidade sobre seus ombros: aliviar uma torcida apaixonada, anteriormente habituada a grandes feitos.

"A história do Vasco fala mais alto que esse jejum. A responsabilidade é a mesma [do que se viesse de conquistas]. Se tivéssemos ganhado três títulos, teríamos que ganhar o quarto. É assim em um clube de tradição", discursou Ricardo Gomes, aparentando tranquilidade.

Mas era apenas aparência. "É claro que estou nervoso. Mas estou conseguindo disfarçar bem, não é?", brincou o comandante, que manteve segredo a respeito da forma da sua equipe atuar hoje.

O técnico, que não contará com o atacante Eder Luís e o lateral es­­quer­­do Ramón, substituídos respectivamente por Bernardo e Mar­­cio Careca, deixou a entender que poderá fazer uma terceira mo­­dificação no time, utilizando Fag­­ner na lateral direita ao invés do im­­­­provisado Alan. "O titular da po­­sição é o Fágner. Conversei com ele e quem sabe possamos utilizá-lo", comentou com ar de suspense. Ble­­fe ou não, fato é que Fágner treinou seguidos cruzamentos na última movimentação do time antes da final.

"Amanhã [hoje] vocês vão saber se ele joga ou não", disse Gomes.

Outra dúvida deixada pelo técnico foi sobre o posicionamento do meia Bernardo e do camisa dez, Diego Souza. "A forma de jogar do Vasco muda com o Bernardo, mas qual vai ser esta forma só quando a bola rolar", afirmou.

Sobre a pressão que os vascaínos devem fazer durante a partida, o treinador declarou que o caldeirão só vai ferver se o time tiver atitude em campo.

"O jogo será equilibrado. Se fizermos um bom jogo, a torcida vai jogar junto e o bom resultado que se espera poderá sair. Mas de­­vemos lembrar que se trata de uma decisão de 180 minutos e não somente 90", completou, usando o famoso clichê.

"Claro que o ideal seria ganhar com uma boa, vantagem. Mas, se tiver uma postura boa nada, impede que a gente consiga um bom resultado fora de casa", reforçou o goleiro Fernando Prass.

Ingressos

Se os 20.500 lugares deixados à disposição dos cruzmaltinos foram todos adquiridos em poucas horas, o torcedor coxa que foi ao estádio do Vasco ontem encontrou os últimos ingressos à venda na bilheteria do portão 11. Isso porque, para evitar que os vascaínos comprassem as entradas reservadas para os visitantes, somente foram vendidos ingressos para quem apresentasse algum documento de identificação do estado do Paraná. Porém, aos arredores das estreitas ruas de São Januário, havia cambistas oferecendo entradas para os setores de arquibancada por até R$ 150.

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Comparação

Clubes enfrentam situações distintas fora dos gramados. Na bola, momento vascaíno desafia tsunami verde.

Política

O Vasco terá uma eleição concorrida em breve. No dia 28 de junho, a disputa deve contar com seis candidatos: Roberto Dinamite, Pedro Valente, José Henrique Coelho, Nelson Medrado Dias, Leo Gonçalves e Jayme Lisboa. Já o Coritiba, com pleito apenas em dezembro, caminha para uma sucessão tranquila, com Vilson Ribeiro de Andrade no comando.

Finanças

Assim como os outros clubes cariocas, o Vasco enfrenta um grande rombo nas suas contas. Apesar de sua receita total em 2010 ter sido de R$ 83,5 milhões, quase três vezes o montante acumulado pelo Alviverde – R$ 30,6 mi –, a dívida chegou a R$ 373, 2 mi. Mas o Coxa também não conseguiu fechar a última temporada no azul e a dívida bateu R$ 63,8 milhões. Os dados são da auditoria BDO RCS.

Futebol

Os números alviverdes são bem mais ex­­pressivos do que os con­­quistados pelo Vasco este ano. Foram 28 vitórias, com apenas três derrotas e três empates, em um total de 34 jogos oficias. Marcou 83 gols e sofreu 24. O Vasco disputou 28 partidas e obteve 14 vitórias, cinco derrotas e nove empates. A equipe marcou 59 gols e sofreu 26.

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