
Em sete minutos, Paulo Baier resolveu o clássico. Coube ao camisa 10 atleticano definir a vitória rubro-negra sobre o Paraná ao marcar três gols no primeiro tempo aos 14, 19 e 21 minutos. Artilheiro do Paranaense, com cinco gols, o meia mostrou mais uma vez a dependência que o Furacão tem do jogador de 36 anos, que saiu aclamado do gramado. Madson e Guerrón fecharam a goleada.
O resultado rubro-negro dá novo ânimo ao time, que chegava ao clássico após uma derrota apresentando um péssimo futebol e a consequente queda do técnico Sérgio Soares.
Com o passeio desse domingo, o Furacão conseguiu manter os cinco pontos do rival Coritiba faltando quatro rodadas para o fim do primeiro turno. Na história do confronto entre Atlético e Paraná, esta é a segunda maior goleada atleticana o recorde é 6 x 1, pelo Paranaense de 2002 e a sexta vitória seguida, mantendo um tabu de quase três anos.
Na última vez que o time da Baixada tinha vencido o clássico, o técnico Lenadro Niehues também era o comandante da equipe. Desta vez a vitória elástica deu estabilidade ao interino enquanto o novo treinador não é anunciado. Quem também estava naquela jogo, no ano passado, era Paulo Baier.
No entanto, desta vez ele foi letal. Primeiro, com uma bela cobrança de falta, bem no seu estilo. Já o segundo gol, ocorreu com direito a drible no goleiro paranista, aproveitando uma jogada que começou em um erro do zagueiro Rafael Vaz. Depois, após converter o pênalti sofrido por Madson, Baier aumentou ainda mais a crise no adversário.
No Tricolor, a goleada significou a permanência por mais uma rodada na lanterna do Estadual, com dois pontos em sete jogos. Diego fez o gol de honra do Paraná, enquanto o jovem Kelvin, depois de uma longa novela, ficou no banco de reservas pela primeira vez este ano. Cavalo não o colocou na partida. E depois do fiasco, novamente a diretoria do clube prometeu reforços
Já os atletas paranistas, como o lateral Henrique, saíram atordoados de campo. "Infelizmente perdemos de novo e não foi de 1 a 0. Até perdi as contas", admitiu o jogador, criticando. "Falta mais empenho da equipe".
Do lado rubro-negro, Claiton teve uma boa reestreia, definiu em uma frase o seu desempenho e, por coincidência, o pensamento da torcida, que estava ressabiada com os últimos resultados. "Foi melhor do que esperado", admitiu o "Predador".



