
O nervosismo que pairava por toda a Baixada na tarde deste domingo (2) foi substituído por um sentimento de alívio após o apito final. Na base da raça e da entrega, sem nenhuma preocupação com técnica ou tática, o Atlético venceu o Internacional por 2 a 0, com dois gols do atacante Nieto.
O Rubro-Negro não sabia o que era vencer há três partidas no Brasileiro e há cinco dentro de casa, ou 45 dias. Mas, apesar do triunfo, ainda permanece na zona do rebaixamento está na 17.ª posição com 27 pontos, a apenas dois do Cruzeiro, que perdeu também neste domingo para o Grêmio por 2 a 0 o time mineiro é o primeiro fora da região da degola.
A rodada foi boa para o Furacão, que viu também América-MG, Atlético-MG e Ceará empatarem, além da derrota do Avaí. E o próximo é justamente contra o time catarinense, concorrente direto, em Florianópolis.
O nome do jogo foi o argentino Nieto que, em duas ocasiões, tirou o grito de gol das arquibancadas. E, curiosamente, foram os primeiros tentos do atacante no Nacional, que pulou para 10 na temporada. É o vice-artilheiro atleticano Paulo Baier tem 14 gols.
Os gols do argentino saíram após levantamentos na área, sua especialidade, fazendo valer os 1,90 m de altura.
"Meu forte é a bola aérea e foi importante fazer esses dois gols. Errei outros dois, mas vou seguir trabalhando para anotar mais", comentou o jogador, que finalizou cinco vezes ao gol e perdeu um feito no segundo tempo, quando esteve cara a cara com o goleiro Muriel. Nada mais Nieto.
Constantemente criticado pela torcida, o gringo não sabia o que era ser titular desde a sétima rodada no Nacional, quando o Atlético perdeu para o Fluminense, no dia 30 de junho. Uma cirurgia no tornozelo direito acabou por deixá-lo de fora do time por mais de dois meses.
A oportunidade de retornar havia sido desenhada pelo técnico Antônio Lopes durante a semana. Notícia recebida com alegria por Nieto, mesmo sabendo da pressão que enfrentaria na Arena. "Eu sabia que era uma responsabilidade muito grande, mas gosto desses momentos em que os homens precisam aparecer e dar a cara", disse.
A meta do jogador é seguir no time titular e marcar mais vezes. Para ele, ontem foi o início da arrancada. "Jogamos bem, com alegria e acredito que esse é o ponto da virada", concluiu o argentino.
Na base do sacrifício
A situação delicada que o Atlético atravessa no Brasileiro implica que os jogadores se sacrifiquem para tentar tirar o time da zona do rebaixamento. Foi o caso do meia Marcinho, que mesmo não estando 100% fisicamente, entrou no intervalo na base da vontade.
Responsável pelo cruzamento que resultou no primeiro gol de Nieto, o armador disse que o sacrifício valeu a pena. "Eu não senti a dor, mas quando dava uma arrancada, o músculo segurava um pouco. Só que o momento é tão importante para o Atlético que eu precisava estar aqui. Eu e o [Antônio] Lopes arriscamos. E isso foi bom", comentou o jogador.
Marcinho também pediu que o time se entregue e não tenha medo de errar. "Com a bola temos que arriscar um pouco mais, agredir um pouco mais. Os grandes vencedores arriscam. E essa vitória dá mais confiança e tranquilidade para as outras partidas", fechou ele.








