
Ao serem contratados pelo Atlético, os técnicos Mário Sérgio e Geninho chegaram como os melhores antídotos ao rebaixamento com os quais o clube poderia contar. Porém, até o momento, as doses de "treinadores campeões brasileiros na Baixada" têm sido insuficientes para salvar o Furacão da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
Pior, os aproveitamentos de pontos de Mário Sérgio (20%) e Geninho (27,8%) estão abaixo de Ney Franco (66,7%), Roberto Fernandes (28,9%) e Cleocir Santos (50%), os outros comandantes do Rubro-Negro no Nacional. E, juntos, fazem do clube o pior entre os 20 participantes da disputa no segundo turno.
Situação que merece duas ressalvas. A primeira, que os dois assumiram o time já em condições muito ruins na tabela de classificação ao contrário de Roberto Fernandes, que desembarcou no CT do Caju na terceira rodada. E, no caso de Geninho, ainda há oito partidas para a tentativa de redenção.
"Eles pegaram o Atlético com muitos problemas, ameaçado pelo rebaixamento e com o tempo se encurtando, a pressão psicológica aumentando. Com certeza, tudo isso contribuiu para o desempenho ruim", afirma Dionísio Filho, ex-jogador, colunista da Gazeta do Povo e comentarista da Rádio Banda B.
No entanto, uma análise geral aponta para o que hoje pode ser chamada de a "profecia maldita do Bob". No início de agosto, ao ser demitido, o atual técnico do Náutico sentenciou: "Se em um curto espaço de tempo, o time não puder contar com os lesionados e não se reforçar, vamos ver se o trabalho vai mudar...".
Desde então, a enfermaria atleticana não teve descanso, a diretoria não contratou por acreditar que os jogadores disponíveis no mercado não serviriam e, coincidência ou não, o cenário péssimo continua. Resta a esperança.
"A expectativa é e sempre foi que o Geninho faça o melhor que pode. Esse foi o compromisso dele conosco. E todos eles têm feito o máximo. Além disso, os resultados são uma consequência de diversos fatores", diz João Augusto Fleury, presidente do Furacão.






