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Brasileiro

“Salvadores” fracassam no Atlético

Mário Sérgio e Geninho juntos fazem do Rubro-Negro o pior time do segundo turno, com apenas oito pontos conquistados em 11 rodadas

Uma das últimas esperanças para salvar o Atlético da degola, Geninho tem um desempenho inferior até ao de Roberto Fernandes. | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Uma das últimas esperanças para salvar o Atlético da degola, Geninho tem um desempenho inferior até ao de Roberto Fernandes. (Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo)
O aproveitamento de cada técnico |

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O aproveitamento de cada técnico

Ao serem contratados pelo Atlético, os técnicos Mário Sérgio e Geninho chegaram como os melhores antídotos ao rebaixamento com os quais o clube poderia contar. Porém, até o momento, as doses de "treinadores campeões brasileiros na Baixada" têm sido insuficientes para salvar o Furacão da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Pior, os aproveitamentos de pontos de Mário Sérgio (20%) e Geninho (27,8%) estão abaixo de Ney Franco (66,7%), Roberto Fernandes (28,9%) e Cleocir Santos (50%), os outros comandantes do Rubro-Negro no Nacional. E, juntos, fazem do clube o pior entre os 20 participantes da disputa no segundo turno.

Situação que merece duas ressalvas. A primeira, que os dois assumiram o time já em condições muito ruins na tabela de classificação – ao contrário de Roberto Fernandes, que desembarcou no CT do Caju na terceira rodada. E, no caso de Geninho, ainda há oito partidas para a tentativa de redenção.

"Eles pegaram o Atlético com muitos problemas, ameaçado pelo rebaixamento e com o tempo se encurtando, a pressão psicológica aumentando. Com certeza, tudo isso contribuiu para o desempenho ruim", afirma Dionísio Filho, ex-jogador, colunista da Gazeta do Povo e comentarista da Rádio Banda B.

No entanto, uma análise geral aponta para o que hoje pode ser chamada de a "profecia maldita do Bob". No início de agosto, ao ser demitido, o atual técnico do Náutico sentenciou: "Se em um curto espaço de tempo, o time não puder contar com os lesionados e não se reforçar, vamos ver se o trabalho vai mudar...".

Desde então, a enfermaria atleticana não teve descanso, a diretoria não contratou por acreditar que os jogadores disponíveis no mercado não serviriam e, coincidência ou não, o cenário péssimo continua. Resta a esperança.

"A expectativa é e sempre foi que o Geninho faça o melhor que pode. Esse foi o compromisso dele conosco. E todos eles têm feito o máximo. Além disso, os resultados são uma consequência de diversos fatores", diz João Augusto Fleury, presidente do Furacão.

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