
Carente de grandes eventos esportivos, Curitiba está na rota da seleção brasileira masculina de vôlei em 2010. O time de Bernardinho virá em setembro à capital paranaense para dois amistosos contra a Polônia, como parte da preparação para o Campeonato Mundial, que acontece entre os dias 24 do mesmo mês e 10 de outubro, na Itália. Embora as partidas estejam reservadas ao público curitibano, elas ainda dependem do Ginásio do Tarumã.
"Na sexta-feira vem uma pessoa da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) para vistoriar o ginásio, ver como ele está e se oferece todas as condições. O que sabemos é que a cobertura está boa, o piso a própria confederação traz e temos de ver o resto, como os vestiários e demais dependências. Se o governo do estado colaborar, não vejo dificuldades. O Banco do Brasil e nós estamos confiantes nestes jogos aqui", disse Neuri Barbieri, presidente da Federação Paranaense de Vôlei (FPV), à Gazeta do Povo.
A tendência é que a vistoria ainda aponte dificuldades do único ginásio que Curitiba possui para uma partida deste porte. Segundo o presidente da Paraná Esporte, Marco Aurélio Saldanha Rocha, a parte interna e externa do ginásio já estão prontas, faltando apenas a conclusão da reforma elétrica e hidráulica do Tarumã.
"As duas obras estão em processo de licitação, devem começar logo e acreditamos que poderemos reinaugurar o espaço até abril. Não sabia dessa vinda da seleção de vôlei, mas é um evento excelente, vai de encontro com a nossa ideia de utilização do ginásio e nós não mediremos esforços para apoiar e dar todas as condições", garantiu.
Há seis anos, quando o time feminino do Rexona (hoje Unilever) deixou Curitiba, o Tarumã perdeu o seu brilho e caiu no esquecimento, tanto que acabou interditado várias vezes desde então e está em reformas há mais de um ano, consumindo cerca de R$ 2,2 milhões desde então. Por outro lado, um dos grandes eventos em 45 anos de história do espaço foi o Campeonato Mundial de Vôlei Masculino, em 1990. Mais do que uma oportunidade de ver os principais jogadores brasileiros, será uma chance do curitibano ver filhos da mesma terra com a amarelinha.
"Veja o Giba, eu não me lembro se algum dia ele já jogou com a seleção aqui. Acho que não, só participou daquela partida festiva no Círculo Militar e mais nada. Então o nosso estado tem o melhor jogador do mundo e essa carência de vê-lo aqui perto. Temos outros exemplos (como o líbero Serginho e o meio-de-rede Thiago Barth), mas há uma deficiência estadual de ginásios e times de alto rendimento. Pode ajudar o pessoal a acordar aqui e amenizar essa carência a quem gosta de vôlei", completou Neuri Barbieri.
A vinda dos dois jogos amistosos entre Brasil e Polônia é uma iniciativa da CBV, da FBV e do Banco do Brasil, patrocinador que, aliás, optou por Curitiba. Entre outros fatores, a tradicional colonização polonesa na cidade facilitou a escolha. Atualmente, o Ginásio do Tarumã tem capacidade máxima de 7 mil pessoas. Se o espaço não reunir condições a tempo, os organizadores não possuem um plano B.
"Londrina não está bom, Maringá está em reforma e não temos outro espaço em condições aqui em Curitiba", concluiu Barbieri.



