Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paranaense

Silêncio e choro marcam rebaixamento tricolor

Diretoria, técnico e jogadores se esquivam. Torcida deixa a Vila transtornada. Clube vai para o segundo escalão do futebol local

Confira a ficha técnica do jogo |
Confira a ficha técnica do jogo (Foto: )
 |

1 de 1

De cabeça baixa e literalmente pelas portas dos fundos. Foi melancólica a despedida do Paraná da Primeira Divisão do futebol paranaense, ontem à tarde, na Vila Capanema. O empate por 2 a 2 com o Arapongas – combinado à goleada de 5 a 0 do Paranavaí contra o Rio Branco, no Noroeste do estado; e o empate do Iraty, em casa, contra o Operário (1 a 1) – decretou a queda dos tricolores com uma rodada de antecedência.

O silêncio da diretoria, jogadores e comissão técnica imperou após a histórica derrocada. Uma das poucas declarações do presidente Aquilino Romani foi em entrevista à Rádio Banda B, em que afirmou que caso alguém tenha capacidade e siga o estatuto do clube, não haverá problema [para assumir o seu cargo]. "Já sofri demais por esse clube", declarou.

Romani assistiu ao empate do Tricolor do camarote e deixou o estádio 15 minutos depois do apito final por uma saída estratégica, escoltado por seis seguranças. Foi seguido por seu assessor, Márcio Villela, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, Benedito Gomes Barboza. A reportagem da Gazeta do Povo tentou falar com os dirigentes, mas foi impedida pela segurança. "Minha vontade é mais de chorar do que de falar", limitou-se a dizer Barboza.

Ao fim do jogo, os jogadores seguiram rapidamente ao vestiário, alguns com a cabeça coberta pelos uniformes, sob as vaias e gritos de "Vergonha!" e pedidos de renúncia da atual diretoria. O único a falar foi o capitão Luiz Henri­que Camargo. "Ninguém aceita [a situação]. Assumo meus erros, mas sei que só eles não foram os responsáveis por isso [o rebaixamento]".

Integrantes da torcida Fúria Independente ameaçaram com atos de violência, ao tentarem derrubar o alambrado que separa o setor Curva Norte das cadeiras, onde ficam as cabines de imprensa e camarotes da diretoria. Foram logo contidos pela Polícia Militar. Já no site do clube havia singela menção à notícia do empate com o Ara­­pon­gas, sem menção ao rebaixamento do clube no Estadual.

O destino paranista foi selado aos 38 do 2º tempo, com o gol de George, que empatou o jogo, numa falha do goleiro Thiago Rodrigues, que já havia livrado o time antes defendendo um pênalti. Na etapa inicial, a equipe de Ricardo Pinto desceu para o vestiário vencendo por 2 a 1.

Dois minutos após o time do interior fechar o placar, pouco mais de 3,5 mil torcedores começaram a abandonar o Durival Britto. Os que ficaram na arquibancada deixaram a imagem de choro e decepção – a pior cena nos 21 anos de história do clube.

O jogo

O Arapongas saiu na frente, com gol de Wellington. Em seguida, em pênalti duvidoso, o Paraná empatou com Léo. Na sequência, o goleiro paranista Thiago Rodrigues defendeu pênalti. Embalado, os donos da casa viraram com Léo. No segundo tempo, quando o técnico Ricardo Pinto já administrava a vitória, Thiago falhou e George decretou a vitória do Arapongas – e queda do Paraná. Choro na Vila.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.