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Série B

Soares assume em meio a fogo cruzado

Com a missão de repetir no Paraná o acesso de 2008 com o Santo André, técnico terá de contornar as rusgas entre L.A. Sports e Base

Sérgio Soares, 42 anos, estava no São Caetano até 1º de junho deste ano | Adriano Vizoni/Futura Press
Sérgio Soares, 42 anos, estava no São Caetano até 1º de junho deste ano (Foto: Adriano Vizoni/Futura Press)

O menor de seus problemas o Paraná resolveu. No sábado, Zetti pôs o cargo à disposição. Um dia depois o Tricolor optou pela troca e ontem, no início da tarde, o novo comandante da equipe para a disputa da Série B estava contratado: Sérgio Soares, ex-São Caetano. Mas e o maior? Quando o Paraná irá resolver, de uma vez por todas, as diferenças entre os seus parceiros, L.A. Sports e Base? Contaminando os bastidores da Vila Capanema há algum tempo, a disputa foi o principal motivo para a alteração no comando técnico.

Dentre os motivos que levaram Zetti a entregar o boné, dois deles estão intimamente ligados ao conflito. Após admitir ter chegado ao limite no trabalho com os jogadores, o ex-goleiro revelou não suportar mais "palpites" e, principalmente, não ter o apoio da diretoria no fogo cruzado (leia entrevista ao lado).

Os empresários reagem de forma diferente quando confrontados com o racha. Marlo Litwinski, proprietário da Base e vice das categorias inferiores do Tricolor, prefere abafar o caso, contra-atacando a afirmação de Zetti. "Ele está tentando criar uma cortina de fumaça", diz. "O Paraná sempre precisou de parceiros por causa da delicada situação financeira. Por isso não tenho restrições. Todos são muito bem-vindos, inclusive a L.A.", emenda.

Já Luiz Alberto de Oliveira, sócio da L.A., admite que vem sendo pressionado. Por isso pensa na possibilidade de encerrar a parceria, hoje restrita ao empréstimo dos meias Davi e Dinelson. "Tentei ajudar, trazer jogadores, mas estou sendo massacrado. Vou pensar melhor se não é o caso de deixar os caras tocarem a barca", afirma ele, prometendo para hoje um posicionamento oficial – a empresa administra também o futebol do Avaí.

Procurados pela reportagem, Aurival Correia, presidente paranista, e Márcio Villela, vice de futebol, não atenderam às ligações. Sobrou para Paulo Welter, diretor de futebol, dizer que não é o "mais indicado" para discutir o assunto.

Um alento é a mudança de atitude na contratação de Soares, decidida somente pelo Paraná. Algo que não aconteceu nas duas últimas vezes em que o Tricolor precisou encontrar um novo comandante. Com Wágner Velloso, valeu a indicação da Base. Com Zetti, a sugestão da L.A.

"Foi consenso dentro da diretoria. O presidente e o Márcio já trabalhavam com o nome do Sérgio. Ele foi contratado levando em consideração o currículo. Só o fato de ter subido com o Santo André já seria suficiente, mas buscamos mais informações", comenta Welter.

Outro ponto positivo é o pagamento dos direitos de imagem dos atletas, que estava atrasado – a diretoria avisou que quitaria o débito ontem. Depois do treino na Chácara do Geraldo, comandando pelo auxiliar-técnico Ageu, os jogadores foram até o Durival Britto para o acerto de contas.

Resta, então, saber, qual ambiente Sérgio Soares encontrará no clube. O treinador será apresentado hoje à tarde, na Vila Capanema. Com ele, chegam o assistente Denys Facincani e o preparador físico Stélio Metzker.

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