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guia do paranaense 2011

Sob a batuta do capitão Nascimento

Volante que marcou época com a camisa do Coritiba abandona a aposentadoria para liderar o Rio Branco na disputa do Estadual

Reginaldo Nascimento -O Aquaman do Leão possui o controle mágico sobre as águas do litoral para fazer bonito na disputa | Marcos de Mello
Reginaldo Nascimento -O Aquaman do Leão possui o controle mágico sobre as águas do litoral para fazer bonito na disputa (Foto: Marcos de Mello)

Nem muito jovens nem velhos demais para jogar futebol. Pelo menos nas palavras do diretor do Rio Branco, o ex-zagueiro do Coritiba Allan All, a experiência na dose certa é a aposta do time de Paranaguá para encarar o Paranaense deste ano. "Não focamos na formação ou na revelação de jogadores. Temos poucos atletas acima dos 30 anos, mas conseguimos, dentro das nossas possibilidades, colocar na equipe jovens com experiência, muitos com passagens por times da capital", conta ele.

Sendo assim, as expectativas do Leão da Estradinha recaem sobre duas peças especiais: o atacante Edmílson, 35 anos, ex-Coritiba e integrante da equipe do Palmeiras que conquistou a Libertadores, em 1999, e o volante Reginaldo Nas­cimento, 36 anos, marcado na história coxa-branca como o atleta que mais defendeu o clube em Bra­sileiros: foram oito edições, além de três títulos estaduais.

"Em campo ele tem desenvolvido o trabalho com a qualidade que a gente já conhecia no Coxa. Espe­ramos que contribua conosco da mesma forma. É óbvio que o rendimento não será o mesmo de quando tinha 25 anos, mas o conhecimento que possui a respeito do campeonato vai nos ajudar muito", declara o diretor, que teve papel decisivo na negociação que tirou Nascimento de uma aposentadoria iminente – disputou pelo Trieste a Suburbana de Curitiba no ano passado. "Jogarei com o maior prazer e a dedicação de sempre", avisa o capitão Nas­cimento de Paranaguá.

A experiência no Rio Branco segue também para fora de campo, com o treinador Saulo de Freitas (ex-atacante tricampeão paranaense e maior artilheiro da história do Paraná). "Como jogador você só depende de si, claro que tem o desem­­­penho do grupo, mas você po­­­de decidir como agir. Já o técnico depende da confiança de todos na sua liderança para tirar da equipe aquilo que deseja", avalia.

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