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Série B

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Mágoa da diretoria com falta de apoio, salários atrasados e, principalmente, maus resultados fazem o clima pesar no Tricolor

Dia de clima pesado no Paraná depois de mais uma derrota na Série B: sonho da volta à elite ficou muito distante. A briga, no momento, é para não cair à Terceirona | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Dia de clima pesado no Paraná depois de mais uma derrota na Série B: sonho da volta à elite ficou muito distante. A briga, no momento, é para não cair à Terceirona (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

Após a derrota por 2 a 0 para o Sport Recife, terça-feira, o diretor de futebol do Paraná, Guto de Me­­lo, escancarou as dificuldades administrativas do clube, que se refletem em maus resultados da equipe. Com o 11.° revés na Série B – são duas derrotas a mais do que vitórias na competição –, o Tricolor soma 32 dos 75 pontos disputados, aproveitamento de apenas 43%.

Desde o começo da administração do presidente Aquilino Ro­­­­mani, em janeiro, o Tricolor passa por problemas financeiros. As três receitas do clube (verba da tevê e renda de público e sócios) não cobrem os R$ 350 mil mensais da folha de pagamento. Com isso, o clube tem um buraco de R$ 200 mil por mês nas contas.

Antes da Copa, o elenco chegou a ficar com três meses de sa­­lários atrasados. Atualmente, fal­­ta ao grupo receber metade do salário de julho e o de agosto integral. No próximo dia 5 vence a folha de pagamento de setembro, sem previsão de pagamento.

Ontem, Melo voltou a enfatizar a falta de apoio de torcedores ilustres. Segundo o diretor de fu­­tebol – que, com o afastamento de Aramis Tissot para tratamento médico, também acumula a vice-presidência de futebol –, um grupo de empresários pa­­ranistas prometeu ajuda financeira, mas até agora nada teria sido feito.

"Essas pessoas disseram que iam pôr milhões no clube, mas to­­do mundo correu, só ficou um", diz Melo, que após a derrota para o Sport chegou a taxar de "covardes" esses torcedores.

O único que estaria colaborando conforme o supostamente pro­­metido é o empresário e conselheiro Renato Trombini. Ele confirma estar ajudando na aquisição de alguns jogadores desde que a atual presidência assumiu o cargo em janeiro. Trombini considera haver um certo abandono em relação ao clube por parte de conselheiros e sócios. "O time precisa de mais gente colaborando. Há muitos se omitindo, centenas de empresas de propriedade de paranistas que poderiam colaborar. E o torcedor também tem de ajudar mais, se associando", cobra o conselheiro.

Elenco

Apesar da crise, Melo enaltece o esforço do elenco. "Não temos nada a reclamar dos jogadores, que têm sido guerreiros. Mas o jogador tem o lado pessoal. Nin­­­­guém, em qualquer profissão, rende se não recebe", ad­­mite.

Os atletas concordam. O za­­gueiro Alessandro Lopes ressalta que não há corpo mole na equipe. Mesmo assim, a situação fi­­nanceira interfere. "Atrapalha no lado psicológico. A gente fica preocupado quando vai receber. E é difícil um time com salário atrasado ir bem em um campeonato", diz.

Para o atacante Lima, que es­­treou semana passada, apesar da dificuldade os jogadores têm de se concentrar nas partidas. "Não podemos pensar nisso. Até porque, se conseguirmos bons resultados, tudo tende a melhorar", avalia.

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