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Paranaense

TJD nega 1ª tentativa de Fco. Beltrão e Operário herdarem vaga da Adap Galo

Medida cautelar que tentava antecipar julgamento foi negada pelo Tribunal de Justiça Desportiva. Ação completa será protocolada na próxima semana

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná negou o pedido de medida cautelar protocolado em nome do Francisco Beltrão e do Operário Ferroviário, clubes que almejam uma vaga na Série Ouro do Campeonato Paranaense. Como o Adap Galo desistiu da competição, as duas equipes – 3ª e 4ª colocadas na Divisão de Acesso – tentam herdar a vaga em aberto.

No arbitral da competição, realizado semana passada, ficou decidido que o Estadual de 2009 será disputado com apenas 15 times (ao invés dos 16 previstos). Todos os clubes participantes concordaram com a medida.

O despacho do TJD, assinado pelo presidente Ivan Lelis Bonilha, nega o pedido dos clubes e mantém a decisão da Federação Paranaense de Futebol, alegando que o regulamento das competições não foi desrespeitado. Bonilha cita artigos do Regulamento Geral do campeonato que falam sobre a obrigatoriedade de se conceder vagas na divisão subseqüente ao campeão e ao vice, sem previsão de benefício a outras equipes.

O advogado Domingos Moro, representante dos dois clubes em questão, recebeu a notícia com naturalidade. "A medida era uma ação preparatória, de uma outra ação principal (declaratória) que será protocolada na próxima segunda-feira. O presidente do tribunal analisou monocraticamente a questão e entendeu que não houve descumprimento da ação. Vamos reapresentar nossos argumentos", comentou, por telefone, à Gazeta do Povo Online.

O desejo dos clubes é ver a ação apreciada pelo pleno do TJD no máximo no começo de dezembro, para que haja tempo hábil de se recorrer de uma já esperada negativa dos auditores paranaenses – "Já que vão negar, que façam logo para eu poder recorrer", disse Moro – no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. "O tribunal entra em recesso dia 20 de dezembro e quero preparar nosso recurso o mais breve possível".

Incomodado com a decisão do presidente do TJD, Moro deixa uma pergunta no ar, considerando que Bonilha defendeu a FPF, dizendo que a entidade não é obrigada a substituir nenhum time e que isso não interfere no campeonato. "E se dez equipes desistissem do campeonato? Não substituiriam ninguém e jogariam o torneio com apenas seis times?".

A Gazeta do Povo Online tentou contato com o presidente do TJD, mas não obteve êxito.

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