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TJD nega liminar do Colorado para não homologar título do Metropolitano

Decisão inicial foi tomada através de voto monocrático. Suspensão da homologação da Divisão de Acesso voltará a ser julgada pelo colegiado do TJD

Jogadores do Metropolitano comemoram o título da Divisão de Acesso do Paranaense | Ivan Amorim / Gazeta do Povo
Jogadores do Metropolitano comemoram o título da Divisão de Acesso do Paranaense (Foto: Ivan Amorim / Gazeta do Povo)

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) negou a liminar do setor jurídico do Colorado para não homologar o título da Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, conquistado pelo Metropolitano Maringá. O time do Noroeste alegou que o Tricolor maringaense utilizou assinaturas falsificadas no contrato de pelo menos três jogadores.

A decisão inicial do TJD-PR veio através de voto monocrático. A suspensão da homologação será novamente votada, mas desta vez pelo colegiado do TJD-PR. Até esta segunda-feira (2), o caso não estava em pauta. Apesar da situação, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) confirmou que o título do Metrô já foi homologado.

Além da liminar, agora o Colorado depende de uma decisão da Procuradoria Geral do TJD-PR para tentar vencer a disputa judicial e carimbar uma vaga na Primeira Divisão do estado. "Estaremos sempre confiantes porque houve falsificação nos contratos", garantiu o advogado do Colorado, Nixon Fiori. "Agora, a Procuradoria já recebeu a notícia da infração e poderá abrir uma denúncia ou até um inquérito."

Pelo lado do Metrô, a diretoria segue com o discurso de que desconhece o caso. Para o diretor de futebol do Metropolitano, Paulo César Regini, a única notícia que circula entre os dirigentes é sobre o título. "A única informação que sabemos é que nosso título já está homologado pela Federação", afirmou. O Metrô ainda não acionou um advogado para cuidar do caso.

Denúncia

Na terça-feira (27), o Colorado encaminhou a denúncia ao TJD-PR sobre o teor do contrato de alguns jogadores do Metrô. "Quando um jogador é registrado, além de todas as documentações necessárias, é necessário que um médico ateste esse atleta. Temos um parecer de um perito provando que em três contratos de jogadores as assinaturas do mesmo médico são diferentes", afirmou Fiori, explicando a denúncia.

Contestações

Contestações de clubes e punições do STJD vêm se tornando práticas corriqueiras na segunda divisão do Campeonato Paranaense. No ano passado, o Cincão, de Londrina, chegou a garantir o acesso junto com o Paraná Clube, mas acabou perdendo oito pontos por ter escalado um jogador de forma irregular.

A vaga seria herdada por outro time de Londrina, o Júnior Team, que também foi punido por escalação irregular, perdendo quatro pontos e permitindo o acesso do Nacional de Rolândia, quarto colocado no torneio.

No mesmo campeonato, o Cascavel perdeu seis pontos e acabou sendo rebaixado para a terceira divisão do estadual, no lugar do Grêmio Maringá.

Já em 2011, o Foz do Iguaçu havia se classificado na semifinal, mas perdeu seis pontos por escalação irregular, perdendo a vaga para o Nacional.

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