
Pontos positivosReação no fim do 1.º turno
O Atlético não começou bem na Série B do Campeonato Brasileiro. Irregular e longe de Curitiba (mandando a maioria dos jogos no Gigante do Itiberê, em Paranaguá), o time chegou a amargar a zona do rebaixamento. A recuperação veio na reta final do primeiro turno, com uma série de quatro vitórias consecutivas inclusive com as vitórias sobre o então líder Criciúma e no clássico contra o Paraná. Sem se importar com os placares magros (foram muitas vitórias por 1 a 0, por exemplo), o Atlético busca, no segundo turno, assegurar a vaga no G4 (está a dois pontos do São Caetano, atual quarto colocado) e voltar à elite do futebol brasileiro. Para isso, conta com a inspiração da série de quatro jogos invicto sob o comando de Ricardo Drubscky, além de poder voltar a mandar jogos em Curitiba, no Ecoestádio Janguito Malucelli, a partir do jogo contra o Boa na 22ª rodada. Paulo Baier fica
"O maestro", como é chamado pelo torcedor, quase saiu do time. Aos 38 anos, Paulo Baier - não vem atuando 90 minutos recebeu uma proposta da Portuguesa quando se recuperava de lesão. A proposta do time paulista era trocar o capitão atleticano pelo também meia Henrique. Baier disse não a oferta e continua no time para "ajudar o Atlético a subir para a série A", segundo palavras do capitão e atual artilheiro do time na Série B do Brasileiro, com cinco gols. Novos contratos
Neste primeiro turno o Atlético apresentou dois grandes contratos. O primeiro foi o anúncio da Caixa Econômica Federal como principal patrocinador do clube e o dinheiro cerca de R$ 2 milhões será investido totalmente no futebol, segundo o presidente do clube, Mario Celso Petraglia. O outro grande contrato foi com a empresa alimentícia Nutrilatina, que será responsável por oferecer suplementação nutricional e apoio técnico para aperfeiçoar o desempenho dos jogadores. Confiança do time em Drubscky
Ele já havia treinado o clube em dois jogos na Série B (contra Goiás e Ceará), foi para o time sub 23 e surgiu como um "tapa buraco" quando o ex-técnico Jorginho foi demitido. E Ricardo Drubsck deixou bem claro que não pretende sair do comando do time tão cedo. Se depender dos jogadores, o interino pode seguir tranquilo como técnico. Tido como querido, profissional e "gente boa", o treinador atleticano vem conseguindo a recuperação do time na Série B, conta com o apoio dos atletas e tem como fator pró a sequência de quatro vitórias nas últimas rodadas do primeiro turno.
Defesa sólida
Um dos destaques do time nesta competição vem sendo a defesa do Atlético, a segunda melhor da Série B, com 16 gols sofridos desempenho superado apenas pelo São Caetano, que levou 15 gols. Consistente, o time atleticano tem sofridos poucos gols na reta final do primeiro turno o que ajuda a explicar a arrancada na Segundona, saltando da 11ª para a 6ª posição na tabela de classificação. Além das boas defesas do goleiro Weverton, Manoel segue como xerife da zaga atleticana. Pontos negativosTroca de técnicos
Até aqui, foram 3 técnicos e 4 mudanças de comandante ao longo da Série B. O uruguaio Juan Ramón Carrasco começou a Segundona como treinador do Atlético mas, devido aos maus resultados (3 derrotas e 3 vitórias na Série B, além das eliminações na Copa do Brasil e o vice no Paranaense), foi demitido. Em seu lugar entrou Drubscky como técnico interino, que comandou apenas dois jogos e logo foi substituído pelo técnico Jorginho, técnico que subiu a Portuguesa para a Série A no ano passado. O ex-técnico comandou o Atlético em nove partidas e foi demitido ainda no vestiário após a derrota por 1 a 0 para o São Caetano. Drubscky voltou a comandar a equipe. Doping de Rodolfo
O goleiro Rodolfo, que atuou como titular no começo do ano, foi pego no exame anti doping por uso de cocaína na partida contra o Ceará, no dia 23 de junho. Em uma coletiva de imprensa no começo de agosto, o goleiro admitiu que era um dependente químico e se internou em uma clínica de reabilitação. O Atlético afirmou que está dando toda a estrutura necessária ao goleiro. Muitas contratações, pouco aproveitamento
O Atlético foi ao mercado para reforçar o time para a Série B. Onze contratações foram feitas, sete indicadas pelo ex-técnico Jorginho. Com isso, o time acabou ficando com o elenco inchado e descaracterizado, não tendo um time base para a competição. Sem saber quem atuará na equipe, o torcedor atleticano vê com desconfianças as escalações do time. Dos titulares que atuaram na partida contra o Paraná, no último sábado, oito chegaram no decorrer da Série B o goleiro Weverton, os laterais Maranhão e Pedro Botelho, o volante João Paulo, os meias Felipe, Elias e Henrique e o atacante Marcão. Poucos torcedores em Paranaguá
Quando a Arena da Baixada foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo e precisou passar por reformas, o torcedor atleticano teve que descer a Serra para acompanhar o time. Mas não foram muitos os que foram para Paranaguá. O Atlético tem uma das menores médias de público da Série B: no jogo contra o Asa de Arapiraca, apenas 922 pagantes acompanharam a partida, em uma terça-feira a noite. Novelas Morro Garcia e Guerrón
Dois atacantes estrangeiros foram alvo de muita especulação nos últimos meses atleticano. O uruguaio Santiago "Morro" Garcia e o equatoriano Jofre Guerrón colocaram recentemente um ponto final em suas trajetórias no rubro-negro. Morro foi apresentado em 2011 como a contratação mais cara da história do Atlético. Sofrendo lesões, Morro pouco atuou na equipe. No ano passado veio a notícia de que o uruguaio foi pego no doping por uso de cocaína quando defendia o Nacional. O Atlético decidiu devolver o atacante para o seu ex-clube e passou por um imbróglio judicial (envolvendo salários e direitos de imagem) e, no começo deste mês, conseguiu rescindir o contrato do jogador, sem precisar pagar multa. Já Guerrón, que chegou ao clube em julho de 2010, viveu altos e baixos no clube e este ano errou o pênalti que deu o vice-campeonato Paranaense ao clube, além de treinar em separado do elenco principal em diversos momentos. Em 30 de junho, o Atlético anunciou a negociação do atleta com o Beijing Guoan, da China, e em sua saída o clube divulgou uma nota acusando o atleta de falta de comprometimento.




