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Paranaense

Torcida conhece nova realidade, sem organizada e sem estádio

Com a proibição às uniformizadas, coube ao torcedor comum empurrar o Coritiba na vitória por 2 a 0 sobre o Serrano, sábado. Clube tenta voltar ao Couto Pereira ao menos para o Estadual

O Povão Coxa-Branca teve autorização para entrar no estádio com faixas, bandeiras e instrumentos musicais, dando mais vida à festa da torcida alviverde na Vila Capanema | Fotos: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
O Povão Coxa-Branca teve autorização para entrar no estádio com faixas, bandeiras e instrumentos musicais, dando mais vida à festa da torcida alviverde na Vila Capanema (Foto: Fotos: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)
Confira a ficha técnica do jogo |

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Confira a ficha técnica do jogo

"Vamos, vamos meu Verdão. Vamos, não para de lutar. Vamos em busca da vitória, em busca da vitória, pra sempre vou te amar". O grito de guerra da torcida do Coritiba ecoou forte sábado, na Vila Capanema. Na vitória por 2 a 0 sobre o Serrano, os poucos (2.252 pagantes), mas animados fãs deram uma amostra do que o clube precisa para se reerguer.

Com a proibição das torcidas organizadas após a barbárie da última rodada do Brasileiro (por isso o Couto Pereira está interditado), coube ao torcedor comum inflar o peito e soltar a voz. Nitidamente, a ausência da bateria e da festa dos organizados dentro do estádio atrapalham nesse sentido. Mesmo assim, quem estava na Vila tinha o espírito de apoio incondicional.

"O público está pequeno exatamente porque a organizada não pôde entrar. Não é por uma minoria ter feito o que fez que todos têm de ser punidos", opinou o funcionário público Anderson Tanck, de 32 anos. "Mesmo assim a gente vem por gostar de acompanhar o clube em qualquer situação", emendou, ao lado de toda a família no estádio paranista.

Sem poder fixar bandeiras e faixas em nenhuma grade e parapeito ou usar qualquer adereço que lembrasse as organizadas – o clube distribuiu um comunicado oficial aos torcedores especificando as regras –, somente os integrantes do Povão coxa-branca lembravam uma facção comum. O grupo, de aproximadamente 20 pessoas, só usa adereços oficiais do clube, não canta músicas com palavrões, tem apenas bandeiras de ídolos alviverdes e não para de gritar o jogo todo.

"O veto às organizadas é correto na minha opinião. São concorrentes do clube usando a marca do Coritiba. Pode ver, só tem meia dúzia cantando músicas da Impé­rio", comentou o comerciante Gregor Orlowski, de 40 anos.

Volta para casa

Com ou sem organizada, o que os coxas-brancas querem é voltar logo ao Alto da Glória. No Paranaense, a chance é grande. Com todos os laudos para liberação da praça de esportes em mãos, a direção aguarda um aval do STJD e do Ministério Público para enfrentar o Cianorte em casa na quarta rodada (dia 27). Já para jogar a Série B no Couto, a batalha será bem mais difícil no julgamento do recurso contra a pena de 30 mandos de campo imposta ao Coritiba – a situação só será definida em fevereiro.

"É constrangedor vir a um estádio que não é o seu. Estou meio perdido aqui. Sem saber para onde ir", lamentou o estudante Daniel Silva, de 18 anos, expondo um pouco do que a nação coritibana deve enfrentar em 2010.

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