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Eleições 2026

Convenções começam com vices de Flávio, Zema e governadores ainda indefinidos

Convenções partidárias
Convenções partidárias de 2026 começaram em 20 de julho e vão até 5 de agosto. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT/Gazeta do PovoPovo)

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As convenções partidárias para as eleições 2026 chegam a este primeiro fim de semana com muitas candidaturas a serem decididas, incluindo algumas incógnitas, como a escolha dos vices de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) na disputa para presidente da República, e as definições das chapas para governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O período das convenções começou na segunda-feira (20) e segue até 5 de agosto. Dessas reuniões saem as candidaturas que precisam ser registradas até as 19h do dia 15 de agosto, conforme regra da Justiça Eleitoral. As convenções também decidem se os partidos disputarão o pleito de forma isolada ou se haverá coligação com outras legendas.

Neste sábado (25), às 9h, o PL deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro para presidente. Da convenção, porém, não sairá o vice dele. O que se sabe é que essa figura será do União Brasil ou do Progressistas (PP), cuja federação União Progressista decidiu pela neutralidade, reduzindo as opções do PL, que busca agora se aproximar do Republicanos.

Uma chapa pura não é descartada, especialmente depois do gesto de reaproximação de Flávio para Michelle Bolsonaro (PL), respondido positivamente, que pode acalmar a legenda.

Também é neste fim de semana que o PSD oficializa a chapa com Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab. Era esperada a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas a tendência é de que ele não compareça.

Isso apesar de um convite para a convenção distribuído pelo PSD com a foto de Tarcísio ao lado de Caiado — ele vem declarando, mesmo que de forma tímida, apoio a Flávio. A ausência do governador foi minimizada por Kassab.

Se Caiado tem vice, Romeu Zema ainda busca um para chamar de seu. A convenção do Novo é na próxima segunda-feira (27), mas ele mesmo já admitiu que a definição da chapa completa se estenderá até 5 de agosto.

Por outro lado, o Missão foi o primeiro a oficializar a chapa presidencial, na última segunda-feira (20). Renan Santos na cabeça de chapa e Aroldo Medina, de vice, estarão nas urnas em outubro pelo partido estreante.

As convenções para definir as chapas presidenciais seguem até 2 de agosto, quando o PT oficializará Lula e Geraldo Alckmin (PSB) para a disputa. Antes disso, UP, PSTU, PCB e PCO têm data marcada para as convenções.

Datas das convenções partidárias para as chapas presidenciais

  • 25 de julho – Flávio Bolsonaro (PL), às 9h, Pacaembu, São Paulo.
  • 26 de julho – Ronaldo Caiado (PSD), às 9h, sede do PSD, São Paulo.
  • 26 de julho – Samara Martins (UP), às 9h, Sociedade Zumbi dos Palmares, São Paulo.
  • 27 de julho – Romeu Zema (Novo), em Brasília (horário e local a definir).
  • 31 de julho – Hertz Dias (PSTU), às 19h, Sindicato dos Metroviários de São Paulo.
  • 1º de agosto – Edmilson Costa (PCB), às 9h (local a definir).
  • 1º de agosto – Renan Santos (Missão), às 12h, Komplexo Templo, São Paulo.
  • 1º de agosto - Rui Costa Pimenta (PCO), em São Paulo (local e horário a definir).
  • 2 de agosto – Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Expo Center Norte, em São Paulo (horário a definir).

Tarcísio terá ampla aliança em São Paulo e PL busca vice no Rio de Janeiro

No maior colégio eleitoral do Brasil, as convenções partidárias devem formalizar apoios às candidaturas de Tarcísio de Freitas, incluindo o vice Felício Ramuth, que trocou o PSD pelo MDB. O atual governador de São Paulo já sabe que terá uma ampla aliança ao seu lado, com vários partidos e federações em vias de formalizar os apoios.

A federação PSDB-Cidadania, por exemplo, anunciou na quinta-feira (23) que estará junto de Tarcísio. A federação União-PP também fechou com o governador paulista, bem como PL, Novo, PRD, Solidariedade, Podemos, Avante, MDB e PSD.

Fernando Haddad (PT) também será oficializado como candidato a governador de São Paulo no sábado, em Campinas, em uma chapa que terá Márcio França (PSB) como candidato a vice. O arco de aliança ainda conta com Rede, PSOL, PDT e PCdoB, o que viabilizou Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na disputa ao Senado.

No Rio de Janeiro, a chapa liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), Douglas Ruas (PL), ainda está sem vice definido. Rogério Lisboa (PP) era o favorito, mas ele desistiu de disputar.

O PL agora busca uma alternativa e ela não deverá sair da federação PP-União Brasil, que tende a ficar neutra na disputa. A indefinição também interfere na costura do palanque de Flávio Bolsonaro no principal reduto da família.

De outro lado, a convenção estadual do PSD já oficializou a candidatura de Eduardo Paes para governador do Rio. E a posição de candidata a vice ficará com Jane Reis, do MDB. O Republicanos também oficializou o seu candidato, o ex-governador Anthony Garotinho, que terá o ex-comandante do Bope Coronel Venâncio Moura (DC) como candidato a vice.

Indefinições de todos os lados em Minas Gerais 

O que não falta em Minas Gerais é indefinição, muito em virtude de ser um dos principais estados para a eleição presidencial. O atual governador Mateus Simões (PSD) não sabe quem será o vice, mas sabe que será do Novo. A convenção do partido, porém, foi realizada sem uma definição, que ficará a cargo de Romeu Zema.

O PL aposta em Cleitinho (Republicanos) como plataforma para fazer Flávio Bolsonaro decolar em Minas. Mas o senador faz jogo duro e diz que só decide se entrará na disputa estadual no último dia das convenções, em 5 de agosto. Enquanto isso, o partido de Flávio trabalha com um plano B, de lançar Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.

A situação também não é das melhores para o PT, que já traçou vários planos, que começaram com Rodrigo Pacheco (PSB), mas acabaram no ex-ministro e deputado federal Patrus Ananias (PT). É uma espécie de plano D que será oficializado sem um vice, já que as articulações com PDT, PSB e MDB não decolaram, o que força o PT a correr contra o tempo para garantir um palanque minimamente robusto para Lula.

Ratinho Junior confirmará indicado no Paraná 

Neste sábado, o PSD também oficializará a candidatura de Sandro Alex ao governo do Paraná. Ele foi o escolhido pelo governador Ratinho Junior (PSD) para tentar sucedê-lo e frear Sergio Moro (PL). Ele já conseguiu o apoio da federação União Progressista, da federação PSDB-Cidadania e do Republicanos, que terá Alexandre Curi como candidato a senador.

A posição de vice, porém, está em aberto. Ela pode ficar com alguém do próprio PSD, como Cristina Graeml, ou de outro partido. Ratinho Junior ainda tenta demover Rafael Greca (MDB) da ideia de se candidatar — a convenção do MDB será no início de agosto.

Sergio Moro oficializará a candidatura em 1º de agosto com Edson Vasconcelos (PL) de vice. A chapa se estende à disputa para o Senado, como Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). O time de Moro ainda tenta convencer o Podemos a fazer parte da chapa. Moro será o principal palanque de Flávio Bolsonaro no Paraná.

Do lado esquerdo do espectro político, Requião Filho (PDT) já conta com uma aliança que tem PT, PV, PCdoB, Rede e PSOL. E ainda tenta convencer o PSB. Todas essas legendas realizam suas convenções no Paraná neste sábado. Resta saber, porém, quem será o candidato a vice. Pode até sair do PT, que terá Gleisi Hoffmann como candidata ao Senado.

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