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Vôlei

Volta com ressalvas

Amistosos entre Brasil e Polônia marcarão o retorno do Tarumã ao cenário esportivo. Mas o tradicional ginásio carece de melhorias

Ginásio Almir Nelson de Almeida, no Tarumã, tradicional espaço esportivo da capital | Pedro Serápio / Gazeta do Povo
Ginásio Almir Nelson de Almeida, no Tarumã, tradicional espaço esportivo da capital (Foto: Pedro Serápio / Gazeta do Povo)
Mesmo depois de ter passado por uma cirurgia no tornozelo esquerdo, pois rompeu o tendão de Aquiles no dia 17 de agosto, o técnico Bernardinho mantém a rotina de trabalhos à frente da seleção brasileira. O treinador está utilizando robocop (bota imobilizadora) e é obrigado a usar uma cadeira de rodas para se locomover.

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Mesmo depois de ter passado por uma cirurgia no tornozelo esquerdo, pois rompeu o tendão de Aquiles no dia 17 de agosto, o técnico Bernardinho mantém a rotina de trabalhos à frente da seleção brasileira. O treinador está utilizando robocop (bota imobilizadora) e é obrigado a usar uma cadeira de rodas para se locomover.

O ginásio do Tarumã, em Curitiba, pretende reviver seus grandes momentos com os três amistosos da seleção brasileira masculina de vôlei (de amanhã a domingo) contra a Polônia.

A presença da equipe nacional, eneacampeã (nove vezes) da Liga Mundial e em fase final de preparação para o Campeonato Mundial da Itália, é o chamariz que faltava para ressuscitar o Almir Nelson de Almeida, praticamente adormecido desde que a equipe feminina do Rexona deixou a cidade, em 2004.

De lá para cá, nenhum evento de grande porte foi realizado no local. Para piorar, entre 2006 e 2009, a praça esportiva esteve interditada por falta de segurança na sua estrutura. No ano passado iniciou-se um projeto de reformas que ainda está em andamento.

Inicialmente, o antigo telhado de madeira, original desde a inauguração, em 1965, foi remodelado. Para receber o time de Ber­nardinho, saídas de emergência foram criadas, os vestiários reformados e o piso da quadra arrumado.

O investimento total do governo estadual será de R$ 1,2 milhão e os trabalhos só devem terminar no ano que vem. No entanto, sabe-se que ainda é necessário bem mais.

"O ginásio está muito melhor do que antes. Foi feita muita coisa", elogia Mariana Marchesini, gerente de eventos da Confede­ra­ção Brasileira de Vôlei (CBV). É a terceira vez no ano que a comissão de vistorias da Confe­­deração visita Curitiba.

Por outro lado, se fosse uma competição oficial, o Tarumã estaria alijado. A baixa capacidade liberada pelo Corpo de Bombeiros (5 mil pessoas) e as condições dos vestiários e acomodações gerais não são aceitos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB). "Não teria a menor condição", confirma Marina.

Sem uma praça de esportes adequada, não é por acaso que a seleção de vôlei está há 13 anos longe da cidade. A última vez foi quando enfrentou o Japão pela Liga Mundial, em 1997. Época em que o astro paranaense Giba – atual capitão da equipe – era apenas uma revelação que ganhava as primeiras oportunidades do técnico Radamés Lattari.

"Naquele tempo o Brasil jogava direto aqui", comenta Arnaldo Ribeiro de Lima. Gerente administrativo do Almir Nelson de Almeida desde 1987, ele viveu momentos de glórias do vôlei no local. "Estava aqui no Sul-Americano de 1989, no Mundial da Juventude [no mesmo ano] e no Mundial [adulto] de 1990", recorda.

No Sul-Americano de 89, o Brasil, dirigido por Bebeto de Freitas, venceu a Argentina na final, em uma virada histórica, por 3 sets a 2. No ano seguinte, tradicionais seleções como Estados Unidos (então bicampeões olímpicos), França e União Soviética formaram com a Venezuela uma das chaves do Mundial no ginásio.

"Foi no Sul-Americano que começou uma revolução. Da geração de prata (1984), só o Carlão ficou e um time renovado conquistou o título", lembra Neuri Barbosa, presidente da Federação Paranaense de Vôlei, sobre o time de Maurício, Giovane e Tande, que conquistaria a medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, em 1992.

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