O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca as informações que Lula e Flávio colocaram nas mãos de Mendonça.
As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram uma petição conjunta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22) em que dizem ter chegado a um acordo para protocolar até as 23h59 desta quinta-feira (22) todas as autorizações necessárias para a abertura dos sigilos de pessoas e empresas relacionadas aos candidatos.
As campanhas mencionam expressamente o objeto da ação judicial como um "desafio" e confirmam o sucesso das tratativas. O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça.
"Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro candidatos à Presidência da República, já qualificados nos autos, vêm, conjuntamente, informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objeto destes autos e autorizam a abertura total dos respectivos sigilos", diz o documento.
Mendonça tem nas mãos uma petição inicial com a proposta de Lula, uma contraproposta de Flávio com cinco condições divididas em 19 subitens e a petição conjunta do acordo.
PT diz ter recebido garantia de Nunes Marques de que regra de canais não mudará
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou ter recebido a garantia do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que não haverá mudanças bruscas nas regras eleitorais na reta final da disputa presidencial, como a possibilidade de bloqueio dos canais políticos no WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno, marcado para domingo (25).
A proposta foi discutida pelos ministros da Corte eleitoral e prevê a possibilidade de restringir canais com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp. Caso seja adotada, a medida poderá afetar o “Exército do Lula”, canal ligado à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com mais de 7 milhões de participantes, e a “Tropa do Flávio”, associada ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que reúne cerca de 2 milhões.
“Ele garantiu a mim que nós não teríamos mudanças bruscas em regras na reta final da campanha”, disse Edinho a jornalistas no Palácio do Planalto.
Brasil volta a ter dívida externa maior que reservas após 19 anos
A dívida externa líquida ficou positiva em US$ 5,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, segundo o Banco Central, o que significa que o Brasil deixou de ser credor internacional após 19 anos, encerrando uma sequência que sobreviveu à crise de 2008, à recessão de 2014-2016 e à pandemia.
Em outras palavras, o Brasil passou a dever ao exterior mais do que possui em reservas internacionais e outros ativos considerados no cálculo da dívida externa líquida. Em junho de 2026, a dívida externa bruta somava US$ 407,1 bilhões, enquanto as reservas internacionais estavam em US$ 402 bilhões. A diferença de US$ 5,1 bilhões marca o fim da posição de credor externo líquido, mantida desde 2007.
Isso não significa que o país esteja perto de ficar sem dólares para honrar seus compromissos. As reservas continuam funcionando como um colchão de segurança contra choques externos, oscilações cambiais e interrupções na entrada de recursos. A mudança, porém, reduz a margem de proteção que o país mantinha ao longo das últimas duas décadas.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



