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3 milhões de brasileiros tiveram o WhatsApp clonado nos 7 primeiros meses de 2020

  • PorGazzConecta, com colaboração de Millena Prado
  • 01/09/2020 18:44
WhatsApp
O levantamento realizado pela plataforma de segurança digital Psafe, apontou que só em junho 420 mil brasileiros foram atingidos pelo crime.| Foto: Christian Wiediger/Unsplash

No mesmo compasso da digitalização brasileira está o crescimento dos mais diversos tipos de golpes na internet. Segundo levantamento realizado pela dfndr lab, departamento de pesquisa da Psafe, startup especializada em segurança digital, só em 2020 o Brasil já soma 3 milhões de números de WhatsApp clonados.  

Os números levam em conta os ataques de clientes da plataforma Psafe a cada mês, multiplicado pela quantidade de pessoas que utilizam sistema operacional Android no país.

O levantamento, realizado desde fevereiro de 2019, apontou que mais de 8 milhões de brasileiros teriam os telefones clonados, somando os anos de estudo. O relatório apresenta também a mudança das táticas e temáticas utilizadas por criminosos para a aplicação dos golpes.

A pesquisa mostra uma queda de 18% no número de clonagens em relação a julho, quando as vítimas somaram 420 mil. Com dois bilhões de usuários no mundo, o WhatsApp está instalado em 99% dos celulares de brasileiros, segundo levantamento da Opinion Box em parceria com a Mobile Time. A facilidade também é uma porta de entrada para crimes.

Na visão de Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, é preciso aliar educação e conscientização para reduzir o número de pessoas atingidas por este tipo de crime. “É preciso utilizar uma ferramenta de proteção e em segundo lugar desconfiar de sites que induzam compartilhamento e pedem dados pessoas. Principalmente, não forneça códigos de segurança ou senha para pessoas terceiros". Segundo o especialista, existem 40 mil links maliciosos ativos, identificados apenas em julho que pode roubar cadastros bancários, por exemplo. 

Método mais usado: convencimento do usuário

Os criminosos atingem as vítimas de três formas, segundo Maurício Paranhos, diretor de operações da Apura Cyber, startup especializada em segurança digital. Entre elas o de engenharia social, ataques direcionados ou do tipo sim swap. Na engenharia social, o golpista age com um assunto ou apelo que pode funcionar como motivação para que a vítima transfira dinheiro ou clique em links maliciosos, que dizem oferecer benefícios ou brindes.

“Este tipo de golpe não envolve nenhum conhecimento técnico avançando — envolve apenas o convencimento do usuário. Os criminosos entram em contato se passando pela área antifraude de empresas com texto padrão elaborado, e pedem o código que vai receber por SMS. Este código enviado pelo próprio WhatsApp para habilitar em outro telefone ou computador. O criminoso consegue configurar o seu WhatsApp em outro dispositivo e tem acesso a todos os seus contatos e mensagens trocadas a partir daquele momento”, adverte Maurício. 

A técnica de sim swap é mais refinadas e utiliza de pessoas que trabalham em operadoras telefônicas para utilizar os dados confidenciais. Estas técnicas, segundo os especialistas, são menos comuns e normalmente direcionadas a famosos e autoridades.

Segundo Henrique Lopes, gerente comercial e especialista em segurança digital da NetSecurity, empresa especializada em serviços de segurança da informação, a educação é um fator decisivo para que o número de pessoas que caem em golpes seja reduzido. Os criminosos utilizam campanhas e se adaptam de acordo com os assuntos do momento, como por exemplo os golpes relacionados ao auxílio emergencial.  “Os atacantes vão se aproveitar de movimentos de campanha e tendências, como a Covid, eleições, dia das mães, tudo que relaciona a um movimento de massa e desperta a curiosidade a facilidade é aproveitada”, ressalta Henrique.

Recomendações do WhatsApp 

Por conta da grande incidências de clonagens no Brasil e no mundo notificadas pela plataforma, o WhatsApp aponta orientações que devem ser seguidas pelos usuários para evitar este tipo de golpe além de reportar os crimes à plataforma.

“Com sua relevância e múltipla utilidade no Brasil, o aplicativo também é alvo de golpes e o mais recente é a clonagem de número. Por conta disso, o WhatsApp implementou um alerta nas mensagens de verificação de conta, avisando seus usuários a não compartilharem o código recebido via SMS, uma vez que essa senha é pessoal e dá ao usuário a segurança de acesso”. E complementa, em nota: “Em caso de tentativa de roubo de conta, o WhatsApp também ressalta que a criptografia de ponta a ponta do aplicativo não é comprometida. Ou seja, o golpista não tem acesso a mensagens anteriores que estão armazenadas no seu telefone”.

Entre as medidas se segurança que devem ser adotadas pelos usuários está a solicitação de verificação da conta via SMS. É preciso reinstalar o aplicativo e confirmar o código de seis dígitos enviados via mensagem. Assim, qualquer outro indivíduo utilizando inadequadamente a conta é desconectado automaticamente. A segurança também pode ser reforçada com a verificação em duas etapas, que exige uma senha de seis dígitos de verificação em qualquer tentativa de ativação de uma conta através do seu número.

Segundo a companhia, é importante avisar os amigos e família sempre que uma fraude deste tipo seja identificada. “Muitos golpistas usam sua lista de contatos para solicitar informações sigilosas e pedir depósitos em dinheiro. Se sua conta for violada, entre em contato com pessoas próximas para que ninguém possa se passar por você”, destaca em nota.

Sempre que atividades suspeitas sejam identificadas é importante notificar também o atendimento do WhatsApp, enviando um email para support@whatsapp.com. O e-mail pode ser enviado em português, com assunto como “Conta clonada/roubada” e deve conter o número em formato internacional, com o prefixo +55 e o DDD da região. Ao verificar um ataque. o usuário deve também registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia Civil de sua região.

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