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Como a inovação aberta pode impactar na digitalização da educação brasileira
| Foto: Bigstock

A parceria entre empresas tradicionais e startups pode ser a solução para diversos problemas de grandes corporações, encurtando o caminho para a inovação e transformação digital. Foi o que apontou o ranking divulgado na quarta-feira (26) pela plataforma de inovação aberta 100 Open Startups, revelando que, em cinco anos, o número dessas parcerias se multiplicou.

O levantamento coloca o grupo educacional Cogna como a empresa que mais pratica a troca de soluções com startups no segmento de educação do país. Além disso, o Cogna integra o top 20 geral do ranking com gigantes como Natura, BMG e ArcelorMittal.

O levantamento levou em consideração as movimentações relacionadas à inovação aberta das empresas brasileiras nos últimos 12 meses. O Cogna faz parte pela primeira vez da premiação com 43 experimentos realizados com startups. Destes, 60% se tornaram fornecedores de soluções e 40% estão na fase de experimentação.

O Cogna é a patrocinadora da vertical de educação do Cubo Itaú, o maior hub de inovação da América Latina, e entre as startups que desenvolveram projetos em parceria com a corporação estão Agenda Edu, Kattum e Fhinck. O GazzConecta entrevistou com exclusividade a gerente de inovação aberta do Cogna, Anieli Scandarolli, sobre o caminho da empresa até o TOP 1 de educação no ranking.

Anieli Scandarolli, gerente de Inovação Aberta da Cogna.
Anieli Scandarolli, gerente de Inovação Aberta da Cogna. | Divulgação/Cogna

Para o Cogna, o que é inovação aberta e qual a importância deste processo no ecossistema?

Inovação aberta é o processo de troca que traz valor agregado à companhia. Uma das principais vantagens deste segmento é encurtar o tempo, proporcionando soluções que ainda não existem na empresa — soluções estas que normalmente não conseguimos fazer sozinhos por conta de demandas e prioridades dentro de cada setor.

Este tipo de inovação é importante para empresas como o Cogna, que estão em processo de transformação digital, como um método que contribui para a inovação interna. Através de trocas, há expansão de ideias e redução de tempo, tomando decisões mais criativas em todos os setores.

Como se dá o processo de inovação dentro da empresa e quais são os próximos passos da empresa com a chancela da 100 Open Startups?

Esta premiação é um pedaço das mudanças que estão acontecendo internamente desde 2017. Estamos em um momento de muita preocupação com o que está acontecendo com a educação no mundo. Antes da pandemia nós discutimos o que ia acontecer na educação, mas de uma hora para outra esse cenário veio para acelerar uma série de processos, principalmente o cultural.

No processo de inovação aberta há primeiro a curadoria de startups, que passam por testes. Com base no experimento a startups segue para uma parceria maior, mas tomamos todo o cuidado para não tratar a solução como de qualquer fornecedor. Um dos nossos objetivos é garantir também o crescimento do empreendedor.

Temos uma pessoa referência em cada área para pensar inovação dentro da realidade de cada setor. Com o tempo, queremos um especialista com autonomia de fazer negócios com startups em cada segmento da empresa. Hoje, a equipe direcionada apenas para a inovação é de três pessoas.

Nós trabalhamos em dois tipos de jornada de inovação aberta. A primeira é voltada para a eficiência operacional e de soluções que possam ajudar setores administrativos de instituição de ensino. A segunda voltada para a outra ponta: o aluno.

Junto das startups, levamos a inovação para os mais diversos segmentos da educação e da gestão. Durante a pandemia tivemos iniciativas para ajudar as escolas públicas como bibliotecas onlines e trilhas de estudos para o Enem. A gente vem sentindo uma reinvenção acelerada e essas mudanças não estão passando sem consequências por ninguém. Dentro do Cogna não é diferente.

Em quais processos e dores do Cogna a inovação aberta foi fundamental?

De repente todo mundo entendeu que o ecossistema de inovação poderia fornecer uma solução. Sentimos logo na sequência dos pequenos fechamentos que fomos procurados para buscar soluções relacionadas ao home office.

Houve também uma busca por ferramentas de produtividade que ajudam o trabalho remoto, além de soluções de assinatura digital. Em uma segunda onda, houve uma busca por análise de dados preditiva de mercado, voltado para áreas de vendas e do comercial das instituições de ensino.

Qual a importância de ser uma vertical de educação do Cubo Itaú neste processo?

A área de inovação existe desde 2017 e temos uma parceria com o Cubo desde o final de 2018. Ser uma uma vertical de educação do hub nos trouxe um grande passo e também uma forma de entrar no ecossistema. A parceria foi fundamental para desenhar uma estratégia, pois tínhamos dúvidas sobre como a área de inovação, como um setor enxuto, conseguiria atuar e fazer a diferença.

O Cubo é o principal parceiro estratégico e tem um diferencial para esse resultados de inovação, pois foca nas startups que estão no ponto ideal para fazer relacionamento com grandes empresas, já mostram crescimento e com produtos validados.

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