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Internet das coisas e inteligência artificial são as tecnologias mais apontadas como “essenciais” pela próxima geração de líderes em empresas familiares.
Internet das coisas e inteligência artificial são as tecnologias mais apontadas como “essenciais” pela próxima geração de líderes em empresas familiares.| Foto: Unsplash

Como as diferenças geracionais impactam na gestão de uma empresa familiar? Foi com o objetivo de entender os principais desafios da próxima geração de líderes – os chamados NextGens – de empresas criadas e gerenciadas por famílias que a PwC entrevistou representantes de quase mil empresas do tipo em 69 países diferentes. No Brasil, foram 41 entrevistados, o que permite um recorte da pesquisa que mostra diferenças do país com relação à média global.

Intitulada "Agentes de mudança: como conquistar sua licença para operar", a pesquisa mostra que digitalização das empresas é a principal prioridade das empresas de modo mundial. 72% dos brasileiros acreditam poder contribuir para adequar a empresa à era digital.

Dentro do investimento na digitalização, as duas tecnologias apontadas como essenciais pelo grupo são a inteligência artificial e a Internet das Coisas (IoT), que lideram a categoria tanto no Brasil quando em outros países. Entre as menos interessantes, estão os drones e a impressão 3D.

| Aléxia Saraiva

Quem são os nextgens

Ao contrário do cenário global da pesquisa, o Brasil tem em sua maioria líderes mulheres: elas são 57%, enquanto no mundo são apenas 36%.

Em sua maioria, foram seus pais que fundaram as empresas: 53% pertencem à segunda geração de líderes; 30% à terceira geração e 17% à quarta. Além disso, 47% deles têm mais de 35 anos.

| Aléxia Saraiva

A pesquisa subdivide os líderes em quatro tipos de perfil: transformadores (que assumem a tarefa de promover mudanças significativas na empresa), guardiões (que garantem a sustentabilidade da empresa a longo prazo), intraempreendedores (que empreendem dentro da própria empresa familiar) e empreendedores (que criam um novo negócio independente da empresa familiar, normalmente levando a uma carreira solo).

No Brasil, 39% são transformadores (contra 46% no mundo), 29% guardiões (contra 26%), 21% (contra 8%) empreendedores e 11% intraempreendedores (contra 20%).

Para Carlos Peres, sócio da PwC Brasil, o número expressivamente maior de empreendedores no país denota uma importante diferença no perfil das próximas gerações. "

No Brasil, há uma parte expressiva de NextGens que querem sair do empreendimento da família e tocar a própria vida com carreira solo. Aqui, a próxima geração de líderes é menos preocupada com o legado familiar", interpreta. "Esse vínculo é muito maior em outros países".

A pesquisa, realizada no fim de 2019, foi a maior do tipo já realizada pela empresa. Mais informações podem ser encontradas no site da PwC.

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