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Mercado Livre apoia formação de mulheres em tecnologia
Mercado Livre apoia formação de mulheres em tecnologia| Foto: Conectadas/Reprodução

Para o Mercado Livre, despertar o interesse de jovens mulheres pela tecnologia faz parte da missão corporativa. Há alguns anos, o gigante do e-commerce passou a apoiar iniciativas para a formação tecnológica de adolescentes e jovens mulheres em países onde atua, como parte do compromisso em favor do fim da desigualdade de gênero e até mesmo do déficit profissional na área. O sucesso foi repentino, e levou o Meli a investir em educação tecnológica também no Brasil, um de seus principais mercados de atuação.

Dessa preocupação nasceu o Conectadas, programa de educação e profissionalização em tecnologia para jovens meninas e que acaba de completar seu primeiro ano no Brasil. Realizado em parceria com o {reprograma}, startup paulista de ensino gratuito de programação, e a ONG Chicas en Tecnología, tem como objetivo principal reduzir a lacuna de gênero que rodeia a área de tecnologia a partir do ensino gratuito para jovens de 14 a 18 anos.

“O nosso princípio é considerar a educação como a principal ferramenta para diversidade e inclusão e para a transformação que queremos promover”, explica Laura Motta, gerente de sustentabilidade no Mercado Livre. Para isso, a aposta do Mercado Livre é fazer da tecnologia uma das áreas de interesse de jovens que, até então, desconheciam os benefícios e até mesmo as aplicações do setor.

Em uma imersão digital gratuita, as participantes têm contato com conteúdos sobre marketing digital, transformação digital, experiência do usuário, entre outros temas. Adolescentes de sete países da América Latina, entre eles Uruguai, México e Chile, já participaram do Conectadas. No Brasil, foram 1.482 inscritas no último ano. Destas, 200 já concluíram a formação.

Desde que começou, o programa já apoiou 1.200 meninas. Mas o impacto positivo da iniciativa, afirma Laura, vai muito além do alcance e considera o resultado. Em uma pesquisa com as participantes, o Mercado Livre observou que 89% delas dizem ter maior interesse e vínculo com a área após o curso, enquanto 95% das jovens passaram a conhecer mais sobre as opções de desenvolvimento profissional na área.

É um mérito e tanto para uma empresa que enxerga a desigualdade de gênero como uma das principais entraves para o avanço tecnológico no continente. O interesse, mais do que social, está também ligado ao desempenho: com menores índices e menos mão de obra capacitada na América Latina, o crescimento do próprio Mercado Livre pode ser comprometido.

A longo prazo, o interesse pode se reverter em bons números de empregabilidade no setor. “Não é a nossa intenção com o programa agora, mas é claro que eventualmente, no futuro, essas meninas podem fazer parte do mercado livre ou de big techs”, diz a executiva. “Assim, contribuímos diretamente para essa dor de falta de profissionais na area”, conclui.

Em outra frente, o Conectadas também serve de estímulo para que a empresa tenha endosso cada vez maior em sua agenda ESG (ambiental, social e governança), explica Laura. “Há quatro anos criamos uma área de sustentabilidade e educação aqui na empresa, e sem dúvida o programa vem para potencializar isso”, diz. “Queremos criar uma nova geração de mulheres na inovação e tecnologia”, conclui.

Na prática, isso pode acontecer a partir das próprias ideias das jovens programadoras, uma vez que o programa incentiva a criação de projetos tecnológicos com viés social, e que ajudem a solucionar problemas típicos da sociedade em vertentes como saúde, bem-estar e reciclagem. No total, foram mais de 150 projetos concluídos.

Um desses exemplos é o Shareduc, projeto pensado por cinco jovens de São Paulo e que se propõe a ser um aplicativo que facilita o acesso à educação digital durante a pandemia.

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