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Sandro Reiss e Rafael Pereira, cofundadores da Open Co.
Sandro Reiss e Rafael Pereira, cofundadores da Open Co.| Foto: Open Co/Divulgação

A Open Co, fintech de crédito sem garantia, anunciou nesta quarta-feira o recebimento de um aporte de R$ 600 milhões em rodada liderada pelo SoftBank Latin America Fund e com participação dos atuais investidores, incluindo Raiz Investimentos, IFC e LTS.

A Open Co nasceu em março deste ano com a fusão das startups Geru, de crédito online, e Rebel, de aplicação de inteligência artificial na análise de clientes. Em nove meses, a companhia dobrou o número de clientes ativos, alcançando 200 mil clientes e mais de R$ 2,3 bilhões em empréstimos.

O aporte será utilizado para acelerar ainda mais o crescimento da empresa, escalar as áreas de pessoas, tecnologia e produto e criar novas linhas de crédito, incluindo soluções específicas para quem quer refinanciar dívidas ou abrir um negócio próprio.

“A dificuldade no acesso ao crédito é uma das maiores questões sociais do Brasil. Com as taxas de juros nos patamares que vemos aqui, cresce a inadimplência; com o crescimento da inadimplência, os juros aumentam ainda mais. É um ciclo vicioso que queremos quebrar”, diz Sandro Reiss, cofundador da Open Co, em nota. 

Segundo dados da Open Co, o mercado de crédito sem garantias movimenta R$ 1,1 trilhão ao ano, dos quais mais de R$ 700 bilhões correspondem a créditos rotativos, uma das modalidades mais caras disponíveis, que ultrapassa os 300% de juros ao ano –  comparado a menos de 20% em outros países. Cerca de 52% dos brasileiros recorrem ao crédito para pagar suas despesas básicas e o resultado da combinação da demanda com os juros altos resulta em 62 milhões de negativados.

Rafael Pereira, cofundador da Open Co, complementa: “Temos uma missão clara: oferecer aos nossos clientes o melhor crédito, a taxas justas (que partem de 1,9% ao mês), do jeito e na hora que eles precisarem. Iremos expandir, por exemplo, nosso modelo de parcerias para financiar consumo no modelo buy now pay later. Também sabemos que as pessoas pegam crédito por diversos motivos –seja refinanciar uma dívida, abrir um negócio ou consumir–, e queremos dar experiências diferentes para esses objetivos distintos”.

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