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Mônica Berlitz fala sobre empreendedorismo feminino
Mônica Berlitz fala sobre empreendedorismo feminino| Foto: Divulgação

Conectar mulheres e criar novas histórias de empreendedorismo feminino. Esse foi o principal motivo que fez com que Mônica Berlitz fundasse, em 2014, o Clube da Alice, maior grupo de empreendedorismo feminino da América Latina instalado na plataforma do Facebook. Atualmente com mais de 560 mil participantes, o grupo incentiva o empreendedorismo através de publicações de produtos/serviços em um canal gratuito, e também gera o debate sobre assuntos relacionados ao universo da mulher.

Convidada do PodCast Papo Raiz, a fotógrafa e empresária CEO do Clube da Alice contou um pouco da trajetória dessa rede colaborativa de mulheres, que se tornou referência em todo o Brasil. Segundo Mônica Berlitz, a inquietação com o fortalecimento de relações femininas e formas de melhorar a autoestima de empreendedoras foram essenciais para o pontapé inicial da iniciativa que, com o tempo, se tornou um importante espaço de troca de experiências e oportunidade de negócios para muitas mulheres.

“Hoje, o Clube da Alice é uma atividade que eu não posso acordar e dizer que eu não quero mais, porque eu tenho responsabilidades com muitas empreendedoras. A força do clube não é o perfil da Mônica, mas as mulheres que o compõem”, afirmou Berlitz.

Sem deixar de lado a essência da comunidade, o Clube da Alice foi se adequando às transformações tecnológicas e também econômicas que surgiam com o passar dos anos, dando ainda mais espaço e visibilidade ao chamado “empreendedorismo feminino”.

Como começar a empreender?

Começar a empreender exige muita organização e paciência, pois, muitas vezes esse processo pode ser algo bem complicado até atingir a estabilidade. Para a empresária Mônica Berlitz, o primeiro passo para as mulheres que querem montar o seu próprio negócio é começar a estudar e entender o mercado em que pretende se inserir. “Hoje, para quem realmente quer começar um negócio é importante estudar e se preparar”, orientou.

Assim como enxergou no Facebook a possibilidade de incentivar o empreendedorismo feminino e, assim, transformar a vida de muitas mulheres, Mônica aconselha as novas empreendedoras a também apostarem nessa rede social para expandirem seus negócios e se fortalecerem financeiramente.

“Eu vejo que hoje não existe outra plataforma que me permita fazer o que eu faço, que conecte as pessoas e possibilite a elas mostrar seus trabalhos em um mesmo espaço ao mesmo tempo”. (Mônica Berlitz, fundadora do Clube da Alice)

Ela ainda ressaltou que, além de estudar, ter uma ideia bem definida e um plano de negócios organizado são pontos importantes para ajudar a analisar a melhor situação e fazer com que o empreendimento consiga enfrentar as adversidades do mundo dos negócios.

Por que é fundamental estimular o empreendedorismo feminino?

Entendendo as diferenças das relações entre grupos de homens e mulheres, durante o podcast Mônica revelou que criou a partir dessa disparidade a receita principal para que a comunidade feminina enxergasse no Clube da Alice a chance de mostrarem alguns de seus talentos, além de reduzir as diferenças de gênero e trazer benefícios para a economia do país.

“No clube tudo foi acontecendo de forma muito orgânica desde a sua fundação, e eu sempre acreditei que o segredo do sucesso é a criatividade”, revelou a empresária.

Ela ainda atribuiu o sucesso da comunidade de empreendedorismo feminino à responsabilidade que teve ao construir uma conexão entre as mulheres, imprimindo uma personalidade única ao grupo e reinventando a maneira de despertar nesse público-alvo a vontade de empreender e de ter uma renda trabalhando com aquilo que dá prazer.

Dicas para uma mulher empreendedora

Para aquelas que estão iniciando no empreendedorismo feminino, Mônica Berlitz orienta que além de recursos, as mulheres apostem em áreas pelas quais já têm interesse, se capacitem e busquem uma rede de apoio que seja formada por outras mulheres, onde possam trocar experiências ao tomar coragem de mostrar seus trabalhos, assim, construindo conexões e novas possibilidades de negócios.

“Foque e siga seu caminho. Acredite que é possível! E como diz a Alice no País das Maravilhas: se você não sabe pra onde ir, qualquer caminho serve”. (Mônica Berlitz, fundadora do Clube da Alice)

Quais são os desafios do empreendedorismo feminino?

Além de lidar com o preconceito que ainda é direcionado a muitas mulheres, Mônica Berlitz afirmou durante a entrevista no Papo Raiz que, entre os principais desafios do empreendedorismo feminino, é preciso entender que muitas vezes o produto ou serviço que uma empreendedora cria não vai ser bem aceito pelo mercado e pelo público ao qual se destina por isso, é importante ter cuidado ao se tomar decisões, ter autoconfiança e uma visão mais ampla que auxilie em uma criação de produtos mais bem sucedida, além de uma análise do cenário empresarial mais eficiente.

Como exemplo desses desafios, a empresária citou o período da pandemia, em que o Clube da Alice assim como milhares de outros negócios se viu enfrentando o dilema das mudanças que chegaram junto desse momento e, então, teve que se reinventar para que os trabalhos desenvolvidos pelo grupo não paralisassem. “Quando começou a pandemia, nós levamos todo o conteúdo sobre empreendedorismo às mulheres por meio de lives”, contou Berlitz.

Mas, a empresária lembrou que, muito antes disso, o Clube da Alice já vinha passando por um processo de encarar as adversidades do empreendedorismo. “As demandas surgiam conforme as necessidades e, então, fomos nos transformando. Começamos vendendo produtos, depois organizando eventos, a comunidade foi crescendo e hoje mais de 250 mil perfis de mulheres estão na fila esperando para entrar no grupo”, relatou.

Qual é a diferença do empreendedorismo do homem e da mulher

Como em muitas outras áreas, a desigualdade de gêneros é muito perceptível no mundo dos negócios, e como a própria criadora do Clube da Alice afirmou, apesar de as coisas mudaram muito nos últimos anos, com as mulheres tendo mais destaque e influência profissionalmente, elas ainda assumem mais responsabilidades que os homens. “Eu vejo que no empreendedorismo a mulher também tem uma dupla função ou dupla jornada”, disse.

E é considerando também essas características e qualidades marcantes das mulheres, que Mônica Berlitz confia na relevância dás “portas abertas” e da preocupação do mundo empresarial com o empreendedorismo feminino dando mais apoio a essa nova vertente de negócios, especialmente, no Paraná que, segundo ela é um ótimo Estado para se empreender.

*Artigo produzido pelo Papo Raiz – uma conversa descontraída e divertida sobre empreendedorismo e assuntos em alta na sociedade.

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