Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
azos
CEO da Azos, Rafael Cló, com CMO, Bernardo Ribeiro e COO, Renato Farias.| Foto: TIAGO QUEIROZ

A startup Azos tem pouco mais de 1 ano de vida, mas a insurtech — nome dado às empresas que unem tecnologia ao mercado de seguros — recebeu um novo estímulo para criar soluções na área. O novo aporte de R$ 12,5 milhões foi capitaneado por fundos como Kaszek Ventures e Maya Capital.

Com esse novo cheque milionário, a Azos quer abocanhar boa parte do mercado de seguros nacional. “Nos vemos como uma das principais empresas do ramo de seguro de vida no Brasil muito em breve, e nosso apetite de crescimento é alto”, revelou o CEO e cofundador da Azos Rafael Cló.

Azos quer um produto totalmente digital

A Azos nasceu do desejo dos três amigos de criar um produto acessível de seguridade de vida. Parte dessa história também surgiu de uma experiência pessoal do próprio CEO. Durante uma temporada nos Estados Unidos, Cló teve dificuldades para resolver inúmeros problemas com sua operadora de cartão de crédito e com pagamentos de uma apólice de seguro. Ligação vai e ligação vem, o problema levou dois meses para ser resolvido.

Para evitar dores de cabeça como essa, a premissa da Azos é a de ser capaz de oferecer um produto simples e totalmente digital. Dessa forma, os produtos partem de R$ 5 ao mês e, de maneira geral, são até 30% mais baratos do que os oferecidos por outras seguradoras do mercado, de acordo com a própria Azos. Na lista de opções, estão apólices que com coberturas que variam de R$ 10 mil a R$ 2 milhões.

O modelo de negócios da startup é conhecido como white label, no qual a Azos revende produtos ou serviços de outras companhias, mas por meio de uma plataforma própria.

A parceria hoje é feita com corretores e empresas de tecnologia. “A ideia era criar um produto que pudéssemos oferecer para nossos pais, avós. Algo confiável, sem pegadinhas — coisa que vemos muito nos bancos”, conta Cló.

Logo em seu primeiro mês de existência, a Azos levantou R$ 500 mil e, seis meses depois, captou esses outros R$ 12,5 milhões com os fundos Kaszek, Maya Capital, Propel e investidores-anjo anjos dos mercados de tecnologia e seguros.

Concorrência

Existem hoje 113 insurtechs no Brasil, e quase metade delas têm foco em infraestrutura e backend. Ou seja, a maioria ainda é voltada ao mercado B2B — o que garante inúmeras oportunidades para startups que focam diretamente no consumidor final.

Mundialmente, as startups do setor captaram cerca de US$ 1,5 bilhão em 2019. Os dados são do relatório de insurtechs do hub de inovação Distrito. No Brasil, o mercado de seguros tem um potencial imenso, movimentando R$ 274 bilhões anualmente.

O bom momento do setor deve cooperar para a transformação tão esperada pela Azos. Gigantes financeiras passaram a apostar em seguros, como uma tentativa de expandir o portfólio de produtos. Um exemplo é a Creditas, que lançou um seguro de vida a partir de R$ 9 e, em apenas 3 meses de operação, já havia contabilizado 90 mil contratos ativos. “Apesar da experiência de contratação muito boa, ainda é um bom produto de banco. E nós viemos para mudar isso”, diz.

A aposta da Azos está em três pontos principais: uma cobertura bem maior (são R$2 milhões frente aos R$ 500 mil do Nubank), a exclusão da carência e a cobertura para mortes por covid-19.

Apesar de não falar em resultados até o momento, a Azos tem metas ousadas para os próximos anos. “Nossa meta é chegar, no mínimo, às 500 mil vidas protegidas nos próximos cinco anos”, diz o CEO.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]