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Instagram
Segundo o Instagram os vídeos curtos, aqueles com até 15 segundos, já representam 45% das publicações no feed da rede social.| Foto: Solen Feyissa/Unsplash

Neste ano tudo mudou. De métodos de trabalho a consumo de redes sociais. Um levantamento do Instagram apontou que os vídeos curtos, com menos de 15 segundos, representaram 45% dos conteúdos postados no feed da rede em julho.

Outro aumento expressivo foi o de acompanhamento de transmissões ao vivo. Instagram e Facebook somaram crescimento de 70% nas visualizações de conteúdo, com audiência de 800 milhões de usuários por dia nas plataformas. Os dados levantados pelo Instagram comparam o período de janeiro a julho deste ano.

Segundo Gonzalo Arauz, diretor de parcerias do Instagram para a América Latina, muitos fatores podem explicar este crescimento. O primeiro deles é a tentativa de se manter conectado mesmo durante o isolamento social, além de explorar novos conteúdos e linguagens.

“Se compararmos o volume de produção de conteúdo antes e durante a pandemia das 59 figuras públicas com contas mais ativas no Instagram, nota-se que a produção de vídeos no IGTV triplicou, por exemplo. Além disso, também vimos no Brasil um aumento na produção de lives, formato muito explorado por diversas pessoas no Instagram durante a quarentena, incluindo artistas de entretenimento e marcas”, descreve Gonzalo. 

A nova dinâmica da pandemia, com as regras de distanciamento social, se tornaram um laboratório para que criadores, marcas e usuários pudessem experimentar novas ideias e formatos nas redes, principalmente no Instagram.

Atenção é a moeda de troca

A mudança no consumo e produção dos vídeos curtos, veio por diversas razões. Desde a facilidade das ferramentas de edição, maior disponibilização de conteúdos, acessibilidade e também o confinamento.

Segundo Andre Miceli, CEO do MIT Technology Review Brasil e coordenador do curso de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a mudança no consumo não inviabiliza ou tira a importância de vídeos mais longos.

Andre Miceli CEO do MIT Technology Review Brasil e coordenador do curso de Marketing Digital da FGV. Foto: André Joaquim/Divulgação
Andre Miceli CEO do MIT Technology Review Brasil e coordenador do curso de Marketing Digital da FGV. Foto: André Joaquim/Divulgação

“É uma tendência que veio para ficar, não que ela faça com que os vídeos mais longos sejam menos importantes. Uma ideia passada muito rapidamente tende a ser muito eficiente. A mudança na duração dos vídeos é uma analogia ao que os 140 caracteres do Twitter representaram para os posts mais longos, 15 anos atrás", relembra o especialista.

Para Andre o público aceita e consome diversos formatos, o grande trunfo dos empreendedores é conseguir entender o tipo de mensagem que prende atenção do consumidor e lançar mão destes recursos para atingir seus objetivos.

“A atenção é a grande moeda do momento, no marketing e nos negócios. Essa atenção precisa ser conquistada, as marcas podem aproveitar as tendências criando histórias e narrativas, mostrando como a marca pode se relacionar com seus consumidores através de boas histórias”, chama a atenção o CEO.  

Conheça seu cliente

Segundo os dados da empresa especializada em marketing digital, Social Bakers, o consumo e o tempo que os usuários passam na internet aumentou. De acordo com o levantamento 52% dos consumidores esperam adotar novos comportamentos de compra depois da pandemia. 39% dos entrevistados aumentaram a utilização de redes sociais e 42% dos usuários estão comprando online com mais frequência.

Os números são a receita para produzir e direcionar conteúdo para o público, além de alavancar as vendas. É o que destaca a especialista em marketing digital e professora da A+ Online, Elis Monteiro.

Para a especialista, aliar planejamento e conteúdo útil à informações precisas é fundamental. Para o Instagram, a utilização da plataforma facilita o processo de digitalização e abre um precedente para que empresas explorem novos formatos.

A chave está em utilizar a ferramenta lembrando quem é o público alvo e para quem o empreendedor precisam oferecer o produto. “Vender passa por uma série de decisões que são anteriores a especificação do produto. É preciso refletir se o público da empresa esta no Instagram ou no Facebook ou no LinkedIn. O empreendedor deve entender primeiro o objetivo do negócio, redes que servem e o público alvo que precisa atingir”, explica Elis.

 Especialista em marketing digital e professora da A+ Online, Elis Monteiro. Foto: Divulgação
Especialista em marketing digital e professora da A+ Online, Elis Monteiro. Foto: Divulgação

Com diversas ferramentas de divulgação, como os vídeos curtos Reels, o Feed, o IGTV e Stories, o ideal é que o empreendedor ou a marca utilizem o potencial de cada ferramenta abusando de suas diferentes linguagens, acrescenta Gonzalo Arauz.

“Explorar as ferramentas do Instagram, sejam os Reels, para captar a atenção do consumidor; o Feed pode funcionar como uma vitrine digital; o IGTV pode falar sobre o seu processo de produção; O Stories pode mostrar um pouco mais dos bastidores da marca ou ofertas específicas. As diferentes ferramentas podem ajudar muitos negócios a se manterem conectados com seus clientes, estabelecer um relacionamento mais próximo e com isso converter em vendas”, salienta executivo do Instagram.

Tecnologia a favor da produção

Um exemplo da força e do crescimento do consumo de vídeos e a Adtech (startup de publicidade) Chiligun, que reduz os custos da produção em 80% com uma plataforma automatizada de produção.

Fundada por Deborah Folloni em 2015, a plataforma automatiza a produção de vídeos, para diversas plataformas a partir de modelos prontos. O sistema já criou 6 milhões de peças publicitárias e chega a produzir 300 mil vídeos em um dia.

 Deborah Folloni, CEO e fundadora da Adtech Chiligun. Foto: Divulgação
Deborah Folloni, CEO e fundadora da Adtech Chiligun. Foto: Divulgação| J.Mantovani

A startup já realizou campanhas publicitárias para empresas como Rappi, Magazine Luiza e Ifood. Segundo a fundadora, o vídeo é um recurso que sempre chamou a atenção por combinar informações audiovisuais.

“Não é que as pessoas gostam mais de vídeos curtos, mas agora é mais fácil produzir e distribuir. Existem muitos softwares, como Instagram Reels, e além de tudo as redes estão fomentando a produção de vídeos mais curtos e objetivos”, explica.

A saída dos vídeos curtos é suficiente para determinada produção de conteúdo, mas não para todo o tipo de campanha e produção e completa. “Quanto maior o vídeo menor a retenção, o vídeo curto é o formato que tem mais limitação do tempo e força o produtor de conteúdo a entregar o máximo de conteúdo no menor tempo possível”, diz Deborah.

Faça você mesmo

A especialista em marketing digital Elis Monteiro elencou dicas para impulsionar o engajamento no Instagram, com todas as ferramentas que a plataforma disponibiliza, não só as em vídeo. Confira.

Dicas para aumentar o engajamento no Instagram

Atenção ao comportamento de busca

As hastags são utilizadas como mecanismos de busca. Os produtores precisam utilizar palavras chaves que os consumidores podem utilizar como busca e para encontrar determinado conteúdo.

Aplicativos que ajudam a indicar o segmento e as mais utilizadas para cada área. As tags são também uma forma de que o conteúdo apareça no recurso "explorar" do Instagram, de acordo com as preferências de cada usuário.

Fale do produto e não dá empresas

Diversas marcas se valem da história da empresa, do seu posicionamento para aumentar o engajamento e deixam a divulgação dos produtos em segundo plano. Os perfis devem falar mais de seu produto do que tentar promover a empresa em si, segundo a especialista.

Saiba quem é o seu público e onde ele está

O grande diferencial quando o assunto é engajar a alavancar a marca é conhecer as preferências dos potenciais clientes, e sobretudo onde ele está e o que consome. Estas pesquisas são realizadas por institutos especializados ou podem ser produzidas pelos empreendedores através das redes sociais. Os empreendedores podem também construir perfis do consumidor médio de seus conteúdos.

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