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19º CONPARH debate o que permanece humano em um mundo cada vez mais tecnológico

A edição 2026 reúne em Curitiba mais de 60 palestrantes para discutir liderança, inteligência artificial, saúde, aprendizagem e os novos desafios das relações de trabalho

“A tecnologia deve ser encarada como uma parceira estratégica do RH”, Gilmar Silva de Andrade, presidente da ABRH-PR.
“A tecnologia deve ser encarada como uma parceira estratégica do RH”, Gilmar Silva de Andrade, presidente da ABRH-PR. (Foto: Divulgação)

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Em um mundo em que a inteligência artificial já escreve, analisa dados, produz imagens e acelera decisões, uma pergunta ganha espaço nas organizações: o que continua sendo insubstituível? É a partir dessa reflexão que o 19º Congresso Paranaense de Recursos Humanos (CONPARH) reúne profissionais, executivos, empresários e lideranças de Recursos Humanos de todo o país nos dias 28 e 29 de outubro, no Viasoft Experience, em Curitiba. Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Paraná (ABRH-PR), o evento terá como tema “O insubstituível: humanidade e liderança em tempos de incerteza”.

Reconhecido como um dos principais encontros de gestão de pessoas da região Sul, o CONPARH chega à 19ª edição com uma programação ampliada. Serão mais de 60 palestrantes, 30 painéis simultâneos, novas experiências práticas, ampliação da Feira de Negócios e expectativa de receber cerca de 5 mil participantes. Mais do que acompanhar as transformações do mundo do trabalho, a proposta é discutir como as organizações podem atravessá-las sem perder de vista as pessoas.

Tecnologia como parceira

Para o presidente da ABRH-PR, Gilmar Silva de Andrade, essa discussão está diretamente ligada à missão histórica da entidade de desenvolver pessoas e estimular uma nova visão sobre o trabalho. “Nosso papel é disseminar conhecimento e mostrar que a tecnologia deve ser encarada como uma parceira estratégica do RH. Mesmo em um mundo cada vez mais tecnológico, o ser humano continua sendo insubstituível. É nas pessoas que permanecem a criatividade, a empatia, a ética e a capacidade de transformar realidades”, afirma.

A vice-presidente e diretora do evento, Vera Mattos, explica que a programação foi construída a partir da escuta dos desafios enfrentados atualmente pelas organizações. Saúde organizacional, liderança humanizada, cultura, aprendizagem e inteligência artificial aparecem, assim, como temas que se conectam. “Cuidar da saúde organizacional significa compreender que investir nas pessoas é uma estratégia permanente. Da mesma forma, uma liderança humanizada constrói ambientes de segurança psicológica, nos quais autenticidade e vulnerabilidade deixam de ser fragilidades para se tornarem forças capazes de gerar resultados”, destaca.

“Cuidar da saúde organizacional significa compreender que investir nas pessoas é uma estratégia permanente”, Vera Mattos, vice-presidente da ABRH-PR e diretora do evento.“Cuidar da saúde organizacional significa compreender que investir nas pessoas é uma estratégia permanente”, Vera Mattos, vice-presidente da ABRH-PR e diretora do evento. (Foto: Daniel Snege)

Conhecimento que vira conexão

Além das palestras e painéis, o Congresso amplia os espaços destinados à experiência prática. Esta edição terá 12 Salas Imersivas, com temas como comunicação de autoridade, cultura da confiança e pertencimento. A Mini Arena, instalada na Feira de Negócios, também foi ampliada e oferecerá 20 palestras, sendo dez por dia.

O vice-presidente Financeiro e de Mercado da ABRH-PR, Luís Humberto de Quental, avalia que essa combinação reforça o papel do evento como espaço de discussão entre diferentes atores do mercado. “O CONPARH é um ponto de encontro entre profissionais de RH, lideranças empresariais e o mercado. É essa relação de confiança que fortalece o Congresso e garante sua relevância a cada edição”.

“O CONPARH é um ponto de encontro entre profissionais de RH, lideranças empresariais e o mercado”, Luís Humberto de Quental, vice-presidente Financeiro e de Mercado da ABRH-PR“O CONPARH é um ponto de encontro entre profissionais de RH, lideranças empresariais e o mercado”, Luís Humberto de Quental, vice-presidente Financeiro e de Mercado da ABRH-PR (Foto: Daniel Snege)

Outra novidade será a divulgação dos vencedores do Prêmio Ser Humano Paraná (PSH-PR), durante o encerramento do primeiro dia do congresso, em 28 de outubro. A cerimônia passa a integrar a programação do CONPARH pela primeira vez. A diretora do prêmio, Jaqueline Becker, está convicta de que levar o reconhecimento para dentro do principal evento de RH do Paraná amplia a visibilidade das experiências apresentadas. “A intenção é fazer com que esses cases ultrapassem o momento da premiação e possam inspirar outras organizações”, pontua.

Diferentes olhares para o mesmo desafio

Se o tema central do CONPARH parte da ideia de que existe algo insubstituível nas pessoas, os keynotes convidados ajudam a amplificar essa reflexão a partir de diferentes ângulos. Autonomia, aprendizagem, inteligência artificial, produtividade sustentável, cultura, saúde mental e liderança aparecem como partes de uma mesma conversa. Como preparar organizações e profissionais para um futuro de mudanças rápidas sem deixar de lado as relações, a capacidade de escolha e aquilo que faz do trabalho uma experiência essencialmente humana.

É nesse contexto que Alexandre Pellaes, professor, pesquisador e palestrante, pretende colocar em discussão o conceito de autonomia, cada vez mais presente no ambiente corporativo. “Dar liberdade de decisão não significa simplesmente transferir responsabilidades. Autonomia de verdade não é ‘se vira’. É poder agir com consciência, clareza, apoio e possibilidade real de escolha. A liderança não desaparece com a autonomia, ela oferecer suporte para desenvolver a capacidade de decisão das pessoas. Ninguém se desenvolve apenas recebendo ordens, e ninguém deveria ser abandonado em nome da liberdade”.

“Ninguém se desenvolve apenas recebendo ordens, e ninguém deveria ser abandonado em nome da liberdade”, Alexandre Pellaes, professor, pesquisador e palestrante.“Ninguém se desenvolve apenas recebendo ordens, e ninguém deveria ser abandonado em nome da liberdade”, Alexandre Pellaes, professor, pesquisador e palestrante. (Foto: Divulgação)

Na mesma direção, mas a partir da aprendizagem e da capacidade de lidar com um mundo acelerado, o escritor e palestrante Álvaro Fernando propõe uma espécie de pausa em meio ao excesso de estímulos. Em vez de mais uma provocação, ele chama sua abordagem de “desprovocação”, com um convite para acolher o desconhecido e desenvolver capacidades que não podem ser automatizadas. “Estamos sendo provocados o tempo todo pela tecnologia, pelas redes sociais, pelas mudanças, pelas urgências. Talvez esteja na hora de acolher um pouco mais o desconhecido. As empresas continuam buscando melhores resultados. Mas as empresas somos nós, portanto, cada vez mais o sucesso acompanhará aqueles que entendem de pessoas”.

“As empresas somos nós, portanto, cada vez mais o sucesso acompanhará aqueles que entendem de pessoas”, Álvaro Fernando, escritor e palestrante.“As empresas somos nós, portanto, cada vez mais o sucesso acompanhará aqueles que entendem de pessoas”, Álvaro Fernando, escritor e palestrante. (Foto: Lisandro de Almeida)

A relação entre tecnologia e humanidade estará ainda mais presente na participação de Ana Minuto, palestrante e mentora. A proposta é discutir como a inteligência artificial pode potencializar as pessoas sem ocupar o espaço das características que dão sentido às relações de trabalho. “A IA deve potencializar o que temos de melhor, não substituir nossa humanidade. Cabe às lideranças usar a tecnologia para ganhar eficiência, preservando empatia, escuta, criatividade e conexão. Se a tecnologia está evoluindo tão rápido, estamos evoluindo na mesma velocidade como seres humanos?”.

“A IA deve potencializar o que temos de melhor, não substituir nossa humanidade”, Ana Minuto, palestrante e mentora.“A IA deve potencializar o que temos de melhor, não substituir nossa humanidade”, Ana Minuto, palestrante e mentora. (Foto: Divulgação)

Quando o assunto é resultado, a discussão também passa pela capacidade de sustentar o desempenho ao longo do tempo. É essa perspectiva que a jornalista Izabella Camargo, criadora do conceito de produtividade sustentável e dos EPIs de Saúde Mental, levará ao congresso. “Resultados duradouros dependem de pessoas capazes de sustentá-los ao longo do tempo. Ninguém quer investir em máquinas e estruturas físicas e, depois, não ter pessoas saudáveis para fazer aquele investimento funcionar. Precisamos sair de uma cultura de reação para uma cultura de prevenção”.

“Precisamos sair de uma cultura de reação para uma cultura de prevenção”, Izabella Camargo, jornalista.“Precisamos sair de uma cultura de reação para uma cultura de prevenção”,<br><br>Izabella Camargo, jornalista. (Foto: Divulgação)

A capacidade de aprender também ocupa espaço importante nessa discussão. A participação de Lívia Mandelli, PhD em Psicologia Organizacional e Industrial, parte justamente da ideia de que, diante de tantas transformações, aprender precisa deixar de ser apenas uma meta corporativa e se tornar parte da rotina. “Quando o erro é tratado apenas como fracasso, as pessoas deixam de experimentar. Quando a curiosidade é valorizada e a liderança aprende junto com a equipe, a aprendizagem contínua deixa de ser um discurso e se torna comportamento”, pondera.

“Quando o erro é tratado apenas como fracasso, as pessoas deixam de experimentar”, Lívia Mandelli, PhD em Psicologia Organizacional e Industrial“Quando o erro é tratado apenas como fracasso, as pessoas deixam de experimentar”, Lívia Mandelli, PhD em Psicologia Organizacional e Industrial (Foto: Divulgação)

Se a aprendizagem ajuda a preparar as pessoas para mudanças, a saúde mental se torna uma condição para que elas possam atravessá-las. Especialista no tema, Raphael Rezende levará ao CONPARH a discussão sobre o papel das lideranças na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. “A comunicação clara, definição de objetivos, confiança e segurança psicológica podem contribuir para reduzir estresse, ansiedade e esgotamento. Não existe mais como garantir resultado, engajamento e produtividade sem que, primeiro, as pessoas estejam bem e tenham ferramentas para gerir suas próprias emoções”.

“Não existe mais como garantir resultado, engajamento e produtividade sem que, primeiro, as pessoas estejam bem e tenham ferramentas para gerir suas próprias emoções”, Raphael Rezende, especialista e saúde mental.“Não existe mais como garantir resultado, engajamento e produtividade sem que, primeiro, as pessoas estejam bem e tenham ferramentas para gerir suas próprias emoções”, Raphael Rezende, especialista e saúde mental. (Foto: Divulgação)

Fechando esse percurso por diferentes dimensões do trabalho, Ricardo Basaglia, CEO do Page Group, levará ao evento uma reflexão sobre liderança em um mercado cada vez mais disputado. A partir dos pilares poder, presença e performance, ele pretende discutir como a relação entre gestores e equipes influencia a permanência de profissionais nas organizações. “Gente boa não escolhe mais só pela empresa ou pela remuneração. Escolhe também gestor, ambiente e perspectiva de crescimento. Muitas práticas de gestão já são conhecidas, mas encontram dificuldade para se manter diante das urgências do cotidiano. Gestão de pessoas não é a tarefa extra que se faz quando sobra tempo. É o trabalho”.

“Gestão de pessoas não é a tarefa extra que se faz quando sobra tempo. É o trabalho”, Ricardo Basaglia, CEO do Page Group“Gestão de pessoas não é a tarefa extra que se faz quando sobra tempo. É o trabalho”, Ricardo Basaglia, CEO do Page Group (Foto: Michael Page)

Serviço – 19º Congresso Paranaense de Recursos Humanos – CONPARH 2026
Data: 28 e 29 de outubro, das 8h às 18h
Local: Viasoft Experience (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300) – Curitiba (PR)
Organização: Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR)

Mais informações e inscrições: https://conparh.com.br/

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