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Robson Mafiolete detalha desafios e oportunidades do cooperativismo agropecuário no Paraná

O cooperativismo agropecuário no Paraná gera empregos, movimenta bilhões de reais e apoia centenas de milhares de produtores. Essa avaliação foi feita por Robson Mafiolete, superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (OCB-PR), em entrevista concedida à Gazeta do Povo no stand do Sicredi, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel.

Cooperativismo: força econômica e social

Segundo Mafiolete, o setor agropecuário é o mais relevante entre os sete ramos de atividade das cooperativas paranaenses. “Dos 221 bilhões de reais projetados de faturamento para 2025, 83% correspondem ao agro. Dos 150 mil empregos gerados, mais de 120 mil estão no setor agropecuário. Além disso, temos cerca de 240 mil cooperados que produzem alimentos e energia diariamente”, explicou.

O superintendente reforçou que o modelo cooperativo distribui os resultados de forma equilibrada: cerca de um terço das sobras retorna aos cooperados, outro terço é destinado a novos investimentos e o restante capitaliza a cooperativa.

Desafios do setor: crédito, logística e qualificação

Mafiolete destacou que, embora o setor seja sólido, enfrenta obstáculos estruturais. “O crédito é o principal insumo da agricultura, e juros altos, como os atuais 15% da Selic, inibem investimentos de longo prazo. Estamos buscando linhas alternativas junto aos parceiros financeiros para viabilizar projetos com retorno garantido”, disse.

Ele também apontou a necessidade de investimentos em infraestrutura e logística. “Rodovias não duplicadas e ferrovias com operação limitada impactam os custos de transporte. O Porto melhorou, mas ainda precisamos avançar em concessões ferroviárias. Além disso, energia e qualificação de pessoal são desafios que seguimos superando”, completou.

Cooperativismo como diferencial

Mafiolete reforçou que a força das cooperativas está na presença diária dos cooperados, que garantem a produção de grãos, proteínas animais e leite, mantendo a operação ativa 365 dias por ano. “O diferencial é a confiança das pessoas no modelo cooperativo e o comprometimento de dirigentes e funcionários para acompanhar o dia a dia da produção”, afirmou.

Ele destacou também iniciativas de formação profissional e parcerias como Sescopia FCOPAR, que ajudam a preparar equipes para os desafios do setor.

Reconhecimento e relevância do setor

Segundo o superintendente, o cooperativismo paranaense é referência no Brasil e contribui para o fortalecimento da economia local e nacional. “É um orgulho ver o agronegócio e o cooperativismo em grande estilo no Paraná, com estrutura sólida e crescimento constante”, concluiu Mafiolete

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