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Quarto de hóspedes de 37 m² no Age360, em Curitiba, da AG7.
Quarto de hóspedes de 37 m² no Age360, em Curitiba, da AG7.| Foto: AG7/Divulgação

Uma das expressões que se popularizou nos últimos anos, especialmente no mundo dos negócios e de inovação, é a "as a service", ou "como um serviço". O termo é utilizado para plataformas que, em vez de venderem o software como um produto, passaram a cobrar mensalidades e a oferecer uma experiência como serviço.

Dentro desse contexto, de empresas avaliadas em bilhões utilizando esse modelo de negócio, a ênfase é na palavra experiência. Se, ao invés de investirmos em um produto, que é nosso, passamos a pagar por mês podendo trocar de plataforma com alguns cliques, quem oferecer a melhor experiência no serviço leva o consumidor.

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Pelo grande sucesso, esse modelo mexeu com todo o tipo de negócio, não apenas com o mercado de software. Quem está atento, começou a se perguntar como tornar seu negócio, produto ou serviço mais "as a service" e como oferecer uma experiência de consumo incrível.

Detalhe do Age360, projeto do escritório franco brasileiro Triptyque, que promete alterar o skyline de Curitiba.
Detalhe do Age360, projeto do escritório franco brasileiro Triptyque, que promete alterar o skyline de Curitiba.| AG7/Divulgação

Claro! Nos acostumamos a ter tudo à distância de um smartphone, por meio de um aplicativo de interface intuitiva e agradável com algoritmos que parecem ler nossa mente e pagar por uso.

E como isso se dá na experiência de morar?

Morar em forma de serviço é a hotelarização do mercado imobiliário.

Nós queremos ser cuidados, atendidos, mimados. E qual melhor lugar para isso que a nossa própria casa? Queremos nos sentir em férias.

Hotéis são especialistas em criar experiências de hospedagem. Não à toa, existem hotéis-destinos. Lugares para onde viajantes vão para aproveitar o hotel, não a cidade onde ele está localizado, mas a experiência de hospedagem.

Café da manhã de hotel, room service, aquela cama com o lençol esticado como nunca conseguimos replicar em casa, são algumas das coisas que amamos quando viajamos e que não encontramos nas nossas casas. Ainda.

Fachada do Age360, da AG7.
Fachada do Age360, da AG7.| AG7/Divulgação

Algumas empresas do setor estão apostando nesse modelo e oferecem nos condomínios serviços de limpeza, manutenção, transporte, alimentação e quase todo tipo de serviço por meio de aplicativos. As residências multifamiliares e os escritórios têm recepção, bares e cafés.

Mas hotelarização também significa uma forma das nossas casas acompanharem as mudanças, cada vez mais aceleradas, das nossas vidas. Outra mágica dos hotéis é hospedagem ao redor do mundo com o mesmo padrão de qualidade, mas com características locais; é poder fazer o upgrade para um quarto com uma área de escritório se estivermos à trabalho; é cancelar reservas ou estender reservas em qualquer mudança de planos.

Como nossa casa e local de trabalho podem ser uma experiência mais incrível, flexível e customizada? Precisamos continuar fazendo essa pergunta e, quando estivermos hospedados, notar os detalhes que fazem esse local especial e palco de memórias.

*Alexia Gassenferth Motter, é especialista em Gestão Colaborativa de Projetos com ênfase em BIM (Instituto IDD), formada em Engenharia Civil pela UFPR e é especialista em Planejamento e Engenharia da AG7, com atuação no AGE360.

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