História e nobreza dentro de casa

As pedras naturais são duráveis e estão presentes em projetos clássicos e modernos. As opções industrializadas também encontram espaço na decoração

Projeto moderno da arquiteta Daniela Barranco Omairi une dois tipos de pedras, uma no piso, outra na escada. O contraste é o principal aspecto

16/04/2010

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Os quartzitos extraídos pela Corcovado Brasigran são nacionais e em cores raras. Nas fotos as opções Gran Delicatus, Crema Vaniglia e Red Montana. O metro quadrado custa a partir de R$ 700

Pedras nobres, como mármore, travertino, limestone, granito e quartzito são duráveis e nunca saem de moda. Elas fazem parte da história e estão presentes em muitos monumentos. “O travertino do Coliseu em Roma, os mármores do Pathernon na Grécia e do Taj Mahal na Índia são apenas alguns exemplos do que representa a nobreza e importância desses produtos”, diz o arquiteto da NPK Mármores e Granitos, Leandro Rosa.

O uso desses materiais agrega sofisticação e requinte para um ambiente. Presentes em pisos e paredes, as pedras têm boa durabilidade e proporcionam efeitos estéticos variados obtidos com os desenhos (movimento) naturais. “As pedras quase sempre aparecem em halls, salas e outros ambientes sociais, mas são bastante utilizadas em banheiros e lavabos”, lembra a diretora de importação e exportação da Stone Gallery, Marinéia Souza Lopes.

Uma mistura de travertino Navona e marrom Imperador foram escolhidas para compor o projeto da arquiteta Daniela Barranco Omairi. No centro da mesa e na escada, a pedra mais escura se destaca. “A pedra confere um acabamento mais elegante. Embaixo da mesa, funciona como um tapete”, explica.

O projeto tem aspecto moderno, com uma boa mistura de materiais, evitando carregar o ambiente. As duas pedras escolhidas são importadas e, de acordo com a arquiteta, a variação de preço é muito grande. “Consegue-se peças nobres como essas com preço a partir de 150 euros o metro quadrado”, afirma.

Quem gosta dessa opção para revestir a casa encontra também as versões industrializadas de pedriscos prensados com resina, que apresentam cores uniformes e boa resistência à abrasão.

As naturais são, normalmente, vendidas em placas que precisam ser cortadas e preparadas por um marmorista antes de serem instaladas. As peças industrializadas são vendidas em formatos padrão ou em tamanhos exclusivos, sob encomenda.

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas), Sérgio Azeredo, para alcançar os resultados visuais pretendidos, é preciso considerar certas particularidades de cada pedra, como índice de absorção de água e os tipos de tratamento que podem ser aplicados. É possível usar a pedra sem polimento, conservando o aspecto natural e mantendo mais resistência às intempéries. As opções de tratamento das pedras buscam explorar o potencial de brilho e valorizar texturas e cores. Pode-se apenas polir ou lustrar ou pedir o apicoamento, que torna a rocha antiderrapante.

Mármores

Cobiçada na decoração, os mármores são constituídos principalmente por minerais de calcita. “Essa formação faz com que sejam facilmente atacados por soluções ácidas, além de ter dureza menor”, afirma a arquiteta Daniela Barranco Omairi. Com esse perfil, a pedra não deve ser usada em cozinhas, porque poderá manchar. “Mesmo em salas e banheiros é preciso ter cuidado com produtos químicos durante a limpeza”, diz Marinéia Souza Lopes, da Stone Gallery. Ela ressalta que o mármore torna um projeto exclusivo. “A variedade de movimento das pedras e a quantidade de cores disponíveis em jazidas nacionais e de fora do Brasil é muito grande. Dificilmente se terá uma pedra idêntica”. A exclusividade custa a partir de R$ 160 o metro quadrado, sem o custo de beneficiamento. “Mas há opções de até mil euros o metro quadrado. Depende da origem”, explica Marinéia.

A resistência das pedras é medida seguindo a escala de Friedrich Mohs que varia de 0 a 9, sendo 9 a de maior resistência. O mineral tem dureza entre 3 e 5 nesta escala. De acordo com a Abirochas, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) indica na NBR 12.042/1992 o teste Amsler, que determina o desgaste físico das pedras por milímetro. O índice do mármore varia de 1,4 a 3,3 milímetros, alto para uma rocha usada como revestimento.

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Travertino e limestone

“O travertino romano é um dos mais requisitados entre os arquitetos”, afirma Marinéia, da Stone Gallery. A pedra, por vezes confundida com mármore, pertence à família dos calcários.

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Granitos

A textura granulada é a principal característica visual do granito, que, ao contrário do mármore, não risca em contato com metal. “Essa característica se deve à presença de minerais, como o quartzo, o feldspato e as micas na composição”, diz a diretora de marketing da empresa de mineração Corcovado Brasigran, Renata Malenza Schevz.

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Opções raras

A beleza do ônix é única. A pedra é translúcida e costuma ser colocada em detalhes da decoração. “Pode-se utilizá-la com iluminação atrás para que funcione como uma luminária, exaltando os veios da peça”, comenta Marinéia, da Stone Gallery. Ela explica que o custo é alto, em média R$ 800 o metro quadrado. “O preço do beneficiamento é mais alto na comparação com outras pedras”, diz.

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