Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
Foto: -Maíra Acayaba
Foto: -Maíra Acayaba| Foto:

A condição do design e da arquitetura como promotores de saúde está sob os holofotes. Em tempos de pandemia, seus valores mais fundamentais foram colocados à prova pelos próprios moradores. Meses de confinamento nos levaram a questionar se nossas casas estão preparadas para nos receber ou se têm sido pensadas e construídas como grandes dormitórios expandidos. Da iluminação natural à ergonomia dos móveis, a percepção dos espaços foi impactada pelas circunstâncias – e isso abalou toda e qualquer previsão de futuro. Daqui para frente, como vamos morar?

Siga a HAUS no Instagram!

“A pandemia veio como um catalizador”, crava Lula Gouveia, sócio do SuperLimão Studio, de São Paulo. Tendências que já estavam em curso foram potencializadas pelo contexto e o futuro ficou mais próximo. “Agora é a fase crítica. Mas o que der certo e for bem incorporado, vai sobreviver”, aposta o arquiteto. Com base nos insights trazidos por essa nova relação com o morar, convidamos cinco profissionais entre designers, arquitetos e engenheiros, para nos ajudar a repensar os espaços e construções desse futuro iminente.

Na entrada, tiramos os sapatos. Projeto do apartamento MIRA, do SuperLimão Studio. Foto: Maíra Acayaba
Na entrada, tiramos os sapatos. Projeto do apartamento MIRA, do SuperLimão Studio. Foto: Maíra Acayaba

A casa do futuro é viva

Se antes havia uma aposta na experiência do morar expandido a partir do consumo de outros espaços, como cafés e parques, a pandemia exercitou o olhar de volta para o lar. E o primeiro grande impacto foi justamente a necessidade de suprir essa vida exterior dentro da própria casa. O home office, como já abordado na reportagem de capa da edição de maio de HAUS, é incontornável – e com ele, a reflexão sobre a necessidade de retomar a privacidade de alguns espaços, especialmente em casas com vários moradores. Mas a solução não é voltar a pensar uma casa em compartimentos e sim transcender a integração a partir de uma casa que se adapte aos usos dos moradores.

“Para esse novo morar, é preciso projetar uma casa mais viva. Por exemplo, eu posso ter um home office integrado, mas não o tempo todo. Então eu crio divisórias que se recolhem ou criam essa privacidade. Eu movimento a casa. Ela não será mais estática, ela será viva”, comenta a arquiteta Claudia Lopes, do Studio Canto Arquitetura, em São Paulo.

Paredes retráteis contornam o apartamento RO, projetado pelo
SuperLimão Studio.
Uma casa viva é flexível e se adapta conforme as necessidades dos moradores. foto: Maíra Acayaba
Paredes retráteis contornam o apartamento RO, projetado pelo SuperLimão Studio. Uma casa viva é flexível e se adapta conforme as necessidades dos moradores. foto: Maíra Acayaba

O conceito de casa viva já está presente nos projetos do SuperLimão, a exemplo do Apartamento RO. Paredes retráteis separam diferentes ambientes – três salas podem ser integradas, ao mesmo tempo em que a sala de TV pode virar um quarto privativo, conforme a vontade dos moradores. Basta fechar as paredes.

Para acompanhar a ideia de casa viva além das paredes, o mobiliário precisa ser pensado de forma flexível – o que coloca em xeque a ideia de ambientes totalmente em marcenaria planejada e embutida. “Acho que vamos optar por ter móveis soltos. E, com isso, os projetos terão mais a personalidade das pessoas que vivem ali. Será uma casa que muda e se movimenta junto com a nossa energia”, aponta Claudia.

Plantas dentro de casa e
o uso de materiais naturais já são uma forte
tendência sem previsão
de término. Espaço projetado pelo Studio Canto Arquitetura. Foto: Cris Farhat
Plantas dentro de casa e o uso de materiais naturais já são uma forte tendência sem previsão de término. Espaço projetado pelo Studio Canto Arquitetura. Foto: Cris Farhat | CRIS_FARHAT

Outro sentido de casa viva é pensá-la integrada à natureza, uma tendência já bastante forte e sem previsão de terminar. As plantas como elementos de decoração que nos aproximam do mundo exterior e o uso de materiais naturais, como madeira, linho, palha, bambu e cerâmicas, continuam entre as previsões do morar do futuro.

Tem espaços de descompressão

Com a dissolução das fronteiras entre vida pessoal e profissional, os espaços de descompressão dentro de casa ganham atenção. Claudia aposta nos terraços como um dos principais cômodos das casas do futuro. “O terraço, que geralmente era integrado à sala, será um novo espaço para você cultivar plantas e realmente ter uma área externa. Essa relação entre sala e terraço vai mudar, mas também vai aumentar a sua integração com a cozinha”, acredita a arquiteta. Isso porque o terraço passa a ser tanto um lugar de retiro pessoal quanto de sociabilidade – e, principalmente no Brasil, a sociabilidade se dá ao redor da mesa.

 O terraço como área externa, sem estar integrado à sala, ganha destaque. Por outro lado, conecta-se à cozinha para integrar um espaço único de sociabilidade. O projeto é de Claudia Lopes, do Studio Canto Arquitetura. Foto: Mariana Orsi
O terraço como área externa, sem estar integrado à sala, ganha destaque. Por outro lado, conecta-se à cozinha para integrar um espaço único de sociabilidade. O projeto é de Claudia Lopes, do Studio Canto Arquitetura. Foto: Mariana Orsi

Outra tendência é a valorização dos banheiros, cômodos agora ligados à promoção do autocuidado. Muitas vezes últimos a serem decorados, devem ganhar mais atenção para se tornarem “minispas” do cotidiano. No projeto Casa CA, do SuperLimão Studio, o banheiro se integra completamente ao quarto por uma grande porta de vidro e também com um jardim de inverno. Elevados ao patamar de cômodo, não são mais apenas funcionais, mas espaços de bem-estar e conexão consigo mesmo.

Banheiro integrado com
quarto e jardim de
inverno na Casa CA, do
Superlimão Studio. Os
banheiros não são mais
apenas funcionais, mas
verdadeiros espaços de
bem-estar. Foto: Maíra Acayaba
Banheiro integrado com quarto e jardim de inverno na Casa CA, do Superlimão Studio. Os banheiros não são mais apenas funcionais, mas verdadeiros espaços de bem-estar. Foto: Maíra Acayaba

Tem a praticidade como lema

Passe você mais ou menos tempo em casa, em ambos os casos você certamente não tem tempo a perder. As casas precisam ser práticas, alinhando design, arquitetura e tecnologia. As cozinhas, por exemplo, precisarão ser mais bem equipadas, independentemente de seu tamanho. Para muitas pessoas, um insight valioso do período de quarentena foi a quantidade de lixo produzido pela residência. Por isso, espaços para composteiras orgânicas devem ser planejados tal qual o espaço da lava-louças.

A praticidade é imperativa quando falamos sobre limpeza. Para Lula Gouveia, a preocupação com materiais é uma forte tendência, também acelerada pela pandemia. “Precisamos de materiais que limpem de forma mais fácil. Tecidos e carpetes serão cada vez mais substituídos por materiais autolimpantes”, comenta. Os espaços como lavanderias e áreas de serviço também precisam estar “mais à mão” e, ao mesmo tempo, não ocupar tanto espaço. A solução está na criatividade do arquiteto.

Nessa residência compacta projetada pelo SuperLimão Studio, uma microlavanderia fica escondida atrás
de um portão horizontal que funciona como um armário e pode ser completamente fechado. Foto: Maíra Acayaba
Nessa residência compacta projetada pelo SuperLimão Studio, uma microlavanderia fica escondida atrás de um portão horizontal que funciona como um armário e pode ser completamente fechado. Foto: Maíra Acayaba

Nos prédios, a praticidade tem sido pensada no sentido da criação de espaços de uso misto. Ao invés de ter um escritório dentro do apartamento, por exemplo, alguns empreendimentos têm apostado na criação de salas privativas em outro andar do prédio, como é o caso do AGE 360, empreendimento realizado pela incorporadora AG7, em Curitiba. A solução resolve o dilema privacidade versus comodidade levantado pelo home office, ao mesmo tempo que permite que o morador precise apenas pegar o elevador para chegar até o trabalho. O mesmo é pensado para as crianças, no sentido de home schooling. Neste empreendimento, um andar completo é dedicado para que as crianças possam ter aulas em casa, com professores particulares, mas sem estar, de fato, dentro de casa.

“Isso não tem mais volta. Muita coisa terá uma espécie de disrupção e uma delas é a educação. Então precisamos montar empreendimentos que deem condições para as crianças fazerem home schooling e para que executivos façam conferências em ambientes preparados para atender essas demandas”, pontua Alfredo Gulin Neto, engenheiro e CEO da incorporadora AG7 Realty.

Pensa no e-commerce e delivery

Outra tendência antecipada e potencializada pela pandemia foi a questão das compras pela internet. O tema impactou principalmente as incorporadoras, que já estavam estudando opções para lidar com o fenômeno, mas precisaram acelerar o ritmo. “Com a pandemia, antecipamos de 5 a 10 anos de capilaridade do e-commerce. Então precisamos estar preparados para receber produtos, sejam eles perecíveis, resfriados ou compras como roupas e eletrodomésticos, ter um lugar específico para guardá-los até o condômino retirar”, comenta Alfredo.

Na Construtora Laguna, um espaço com foco em entregas será inaugurado no próximo empreendimento em Curitiba. Com previsão de lançamento para início de 2021, a proposta é criar um espaço de acesso exclusivo para entregadores, a partir de um código enviado pelo próprio morador, que leva a uma série de lockers divididos em duas categorias: os convencionais, para compras no geral, e os térmicos, criados especialmente para receber alimentos e outros produtos que precisem de controle térmico. “Não será um locker por unidade, mas vai compreender entre 50% e 60% dos apartamentos”, conta André Marin, diretor de incorporação.

Reconhecimento facial
é uma das apostas tecnológicas usadas na promoção de saúde. Na
entrada dos empreendimentos e também nos espaços de uso comum, o aparelho evita o contato com objetos. Foto: Bigstock
Reconhecimento facial é uma das apostas tecnológicas usadas na promoção de saúde. Na entrada dos empreendimentos e também nos espaços de uso comum, o aparelho evita o contato com objetos. Foto: Bigstock

É tecnológica

A grande promessa de futuro são as casas inteligentes. No Brasil, a realidade ainda caminha devagar por conta do preço dos devices, mas com a tendência de queda dos valores, a chamada “Inteligência das Coisas” também fará sucesso por aqui. Com o coronavírus, porém, surgiram novas reflexões acerca de seus usos, que vão além dos comandos de voz e aparelhos automatizados. Se durante a pandemia os pagamentos feitos por aproximação conseguiram entrar de vez para os hábitos de parte dos brasileiros, outros espaços comuns também serão pensados para haver redução de contato entre pessoas e objetos que passariam por muitas mãos – agora mediados pela tecnologia. “No próximo empreendimento nós vamos entregar reconhecimento facial para você não precisar tocar na maçaneta. E não só na entrada, mas também nas áreas comuns, como a academia”, exemplifica André Marin, da Laguna.

A tecnologia pensada a favor da higiene ganha força. “Uma das propostas é ter luzes ultravioleta em casa igual ao dentista, então você entrega uma pizza no prédio e ela passa pela luz ultravioleta, por exemplo”, sugere Lula. “Estamos nessa fase que falamos em ‘hackear as coisas’, porque temos que dar respostas muito rápidas. Algumas coisas precisam sair do zero e outras são atualizações do que já existe”, completa. Um exemplo são as torneiras com ozônio que esterilizam objetos, sendo capazes de retirar 99% das bactérias e 75% dos agrotóxicos. A solução já existe desde 2017, pelo menos, com a Docolzônio, mas agora ganha de vez os olhares de quem pode pagar e atiça a urgência em pensar em soluções de baixo custo.

Promove saúde

A casa do futuro promove saúde e não só a partir da tecnologia. Com um olhar mais atento, foi possível perceber espaços mal aproveitados, mas com ótimo potencial. É o caso das escadas de emergência. Geralmente negligenciadas, se tornaram a opção de diversos moradores que desejam evitar as aglomerações e o uso dos elevadores. “As escadas de emergência são feitas para nada e ninguém”, reflete Alfredo Gulin. “Aqui no Brasil, temos uma legislação federal do corpo de bombeiros para fazer uma escada enclausurada que gera confiança, mas ela poderia ser feita de diversas maneiras. Hoje elas ficam obsoletas. Então porque não damos um uso para elas, incentivando que os moradores subam pela escada?”. O estímulo não demanda nenhum projeto muito elaborado. Usar cores, pintar o número nos degraus e a quantidade gasta de calorias, por exemplo, pode ser o suficiente para deixar o ambiente mais amigável e incentivar o seu uso.

Hall de entrada e sala
projetados pelo Studio
Canto Arquitetura,
exclusivamente para
essa reportagem, com a
proposta de uma casa do
futuro. Imagem: Studio Canto Arquitetura
Hall de entrada e sala projetados pelo Studio Canto Arquitetura, exclusivamente para essa reportagem, com a proposta de uma casa do futuro. Imagem: Studio Canto Arquitetura

Chegando em casa, a pandemia gerou preocupações que começam na porta. “Vamos precisar rever a entrada da casa. Com essa loucura de lavar tudo, começamos a pensar que a famosa entrada de serviços tenha uma função”, comenta Gouveia. Tirar os sapatos, os casacos e deixar, já na entrada, as compras e demais objetos que vieram do lado de fora virou um ritual que tem potencial para se manter no período pós-crise. “O hall, ele vai voltar. Ao chegar em casa, vamos tirar o que trouxemos da rua, como fazem os japoneses. Acredito que agora as pessoas vão aderir mais à ideia de não andar com sapatos dentro de casa”, comenta Claudia. “Chegar em casa vai virar um ritual, como se fôssemos acessar o nosso templo”.

Dentro do templo, as questões básicas de saúde, como iluminação e ventilação, serão levadas mais a sério. “Vamos repensar materiais e saber que não dá para sobreviver com todos os ambientes fechados. Nossa arquitetura sempre teve que se preocupar com um ambiente saudável, mas são bons hábitos e boas práticas que agora seriam forçados”, aponta Lula. Para isso, diversas certificações que servem para atestar e comprovar a qualidade dos empreendimentos em termos de saúde e bem-estar dos moradores ganham força.

Ambientes com boa ventilação e iluminação natural ficam em evidência, como
neste projeto de Talita
Nogueira. Foto: Eduardo Macarios
Ambientes com boa ventilação e iluminação natural ficam em evidência, como neste projeto de Talita Nogueira. Foto: Eduardo Macarios| Eduardo Macarios

“As certificações ajudam porque atestam. Mas existem vários níveis de certificação e isso me preocupa um pouco”, comenda André Marin, referindo-se ao fato de que alguma são mais rígidas do que outras e, sem conhecimento, os consumidores podem não entender as diferenças. Depois de vários estudos, a Laguna tornou-se a primeira incorporadora brasileira membro do International Well Building Institute (IWBI) e, a partir de então, seus lançamentos terão a certificação WELL. “É bacana porque você tem requisitos mínimos de qualidade, então eles colocam uma régua e, depois que você entrega o empreendimento, precisa fazer testes e comprovar”, explica. A certificação preza por dez conceitos: ar, água, nutrição, luz, movimento, conforto térmico, som, materiais, mente e comunidade. Isso significa que os empreendimentos precisam ter bebedouros, luz natural em abundância, estimular atividades físicas em seu design, entre outras questões com foco nas necessidades humanas.

Preza pelo meio ambiente

Como promotoras de saúde, as moradias devem ser pensadas também no contexto macro. Sustentabilidade, assim como tecnologia, são conceitos incontornáveis para as casas do futuro. “No discurso é lindo, mas na prática poucas pessoas fazem bioarquitetura”, reforça a arquiteta Talita Nogueira. Além de aproveitar o melhor que os terrenos podem oferecer em termos de luminosidade e ventilação – ideia redundante para a arquitetura, posto que pensar essas questões está no cerne de seu trabalho –, a ideia de moradias autossustentáveis continua no horizonte. Não basta reduzir o consumo de água e energia, é preciso gerá-las. Painéis fotovoltaicos, microgeradores de energia eólica, reaproveitamento da água da chuva e a popularização de hortas verticais, sejam elas comunitárias ou individuais, engrossam o caldo daquilo que precisa entrar nas práticas de engenheiros e arquitetos.

Casa mais sustentável do Brasil é de Curitiba. Foto: Divulgação
Casa mais sustentável do Brasil é de Curitiba. Foto: Divulgação| Picasa

Nesse sentido, a cidade de Curitiba é uma das protagonistas no cenário nacional. Sozinha, concentra 12% do total de residências certificadas pelo Green Building Council (GBC) Brasil Casa, o maior número do país. Residências de alto padrão ganham a fama por boa parte das certificações, mas Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi a primeira a receber o selo por conta de residências do tipo Minha Casa Minha Vida. A popularidade em termos de preço e reputação das residências sustentáveis é mais do que uma tendência, é uma necessidade.

É supercompacta?

Outra previsão de futuro impactada pela pandemia foram as discussões acerca da tendência dos apartamentos supercompactos. Sua disseminação justifica-se pelo adensamento populacional nas grandes metrópoles, pela efemeridade do morar, redução do tamanho das famílias e experiência de moradia expandida a partir do consumo de outros espaços, como coworkings, parques e cafés. Para os entrevistados, dois fatores atuais foram primordiais para repensar a tendência no Brasil: o confinamento decorrente da quarentena e a assimilação acelerada do home office. O primeiro nos fez repensar a necessidade de espaço; enquanto o segundo, encarando o home office como prática assimilada e não apenas como medida emergencial, faz surgir a possibilidade de residir mais longe do trabalho. Terrenos mais distantes do centro são mais acessíveis e, portanto, é possível gastar menos em mais espaços. “Agora, pensar qualidade de vida não é mais morar perto do trabalho, mas sim ter um espaço melhor para viver”, sintetiza Claudia.

Espaços precisam trazer
a personalidade dos
moradores. Projeto
do Studio Canto
Arquitetura. Foto: Cris Farhat
Espaços precisam trazer a personalidade dos moradores. Projeto do Studio Canto Arquitetura. Foto: Cris Farhat| CRIS_FARHAT

Precisa nos acolher

Independentemente do tamanho, a moradia do futuro precisará ser um lugar acolhedor. “Muita gente acabou percebendo que não está conectado com a sua casa. Às vezes ela até está decorada, tem um projeto arquitetônico, mas o morador não se sente representado”, aponta Talita Nogueira. De volta às residências como espaço nuclear em nossas vidas, percebemos a importância de um espaço capaz de produzir bem-estar. Não há mais lugar para móveis bonitos que não sejam confortáveis, materiais nobres que não sejam práticos ou espaços subutilizados. Para além das tendências, o grande manifesto da casa do futuro é por um espaço funcional, sustentável, bem aproveitado e que, acima de tudo, promova saúde.

1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]