A lógica das cores

Descubra cinco formas diferentes de combinar os tons na decoração e aplique a técnica em casa

Nil Gonçalves/Divulgação

por Eloá Cruz

22/06/2015

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Você sabe que outro tom combina com um vermelho aberto, quase alaranjado, ou com um azul noite bem escuro? Para descobrir, não basta ter um bom olho ou só senso estético apurado. Há pelo menos cinco formas clássicas e cada uma delas obedece a uma lógica diferente. E isso vai ajudar e muito na hora em que você for escolher as cores de um móvel ou dos tecidos que compõem um mesmo ambiente.

A explicação passa por uma questão científica chamada de “equilíbrio polar das cores”. Quem traduz é Ivens Fontoura, professor de Design da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR): “Vamos partir do pressuposto de que para cada cor que existe há uma complementar”. Isso se baseia no estudo da Esfera das Cores, criada pelo teórico americano Faber Birren. Essa Esfera das Cores consiste em vários círculos cromáticos, que vão se graduando a partir da saturação e iluminação. As cores, portanto, podem se associar de diferentes formas. As mais usadas na decoração, na elaboração de estampas e afins, são monocromia, analogia, complementariedade, equilíbrio entre tons quentes ou frios ou ainda a combinação de três cores diferentes.

Conheça cada uma delas e aplique em casa. Vale lembrar que a regra não é rígida: “O fator cultural também conta. Os latinos, por exemplo, adoram cores mais vivas. Já os europeus preferem contrastes suaves”, comenta Fontoura.

Monocromático:

Nil Gonçalves/Divulgação

Nil Gonçalves/Divulgação

Monocromático: É a combinação mais simples. O que vai diferenciar um tom do outro é somente a graduação da iluminação. Na foto (ambiente dos arquitetos Álvaro e Bárbara Côrtes), tons diferentes de bege trazem linearidade ao ambiente. Se você procura criar um espaço mais tradicional, essa solução pode funcionar.

Monocromático:
É a combinação mais simples. O que vai diferenciar um tom do outro é somente a graduação da iluminação. Na foto (ambiente dos arquitetos Álvaro e Bárbara Côrtes), tons diferentes de bege trazem linearidade ao ambiente. Se você procura criar um espaço mais tradicional, essa solução pode funcionar.

Quentes x frias:

Marcelo Stammer/Divulgação

Marcelo Stammer/Divulgação

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Quentes x frias: Segundo o designer Henning Kunow,  cada cor passa uma sensação térmica.  Então, para aquecer um ambiente, é recomendado usar tons quentes, da parte de cima do círculo, como vermelho e laranja (na foto ao lado, ambiente da Bender Arquitetura ). E, para criar frescor, aposte em tons da parte de baixo, como verde e azul (foto abaixo).

Quentes x frias:
Segundo o designer Henning Kunow, cada cor passa uma sensação térmica. Então, para aquecer um ambiente, é recomendado usar tons quentes, da parte de cima do círculo, como vermelho e laranja (na foto ao lado, ambiente da Bender Arquitetura). E, para criar frescor, aposte em tons da parte de baixo, como verde e azul (foto abaixo).

Análogas:

Suvinil/Divulgação

Suvinil/Divulgação

Análogas: São combinações de tons próximos no círculo das cores. Eles se harmonizam quase que da mesma forma como na lógica monocromática. O uso de cores análogas deixa o espaço mais tranquilo (como se vê na foto). É possível brincar clareando ou escurecendo o ambiente, se quiser criar dramaticidade. Tome cuidado com o preto, que, em excesso, pode deixar o espaço cansativo.

Análogas:
São combinações de tons próximos no círculo das cores. Eles se harmonizam quase que da mesma forma como na lógica monocromática. O uso de cores análogas deixa o espaço mais tranquilo (como se vê na foto). É possível brincar clareando ou escurecendo o ambiente, se quiser criar dramaticidade. Tome cuidado com o preto, que, em excesso, pode deixar o espaço cansativo.

Tríades:

Alessandra Okazaki/Divulgação

Alessandra Okazaki/Divulgação

Tríades: É a harmonia entre três cores diferentes (na foto, projeto da arquiteta Beatriz Empinotti e Claudia Dias), equidistantes no círculo das cores. “Elas combinam pois têm origem nas três cores primárias – amarelo,  azul e vermelho”, explica Henning. Para ele, é preciso compor tons que tenham a mesma intensidade de iluminação, para que um não se sobressaia aos outros.

Tríades:
É a harmonia entre três cores diferentes (na foto, projeto da arquiteta Beatriz Empinotti e Claudia Dias), equidistantes no círculo das cores. “Elas combinam pois têm origem nas três cores primárias – amarelo, azul e vermelho”, explica Henning. Para ele, é preciso compor tons que tenham a mesma intensidade de iluminação, para que um não se sobressaia aos outros.

Complementares:

Divulgação

Divulgação

Complementares: Nesta lógica de combinação, cada cor tem seu “par”. Prestando atenção ao círculo de cores, dá para observar que os opostos combinam, como é o caso do laranja com azul, amarelo e violeta, verde bandeira e roxo (como na foto do projeto da arquiteta Letícia Kunow). Segundo Henning, a combinação das complementares pode ser feita por meio dos tons “puros”, ou de suas modulações – quando há mudança na graduação de luminosidade e saturação.

Complementares:
Nesta lógica de combinação, cada cor tem seu “par”. Prestando atenção ao círculo de cores, dá para observar que os opostos combinam, como é o caso do laranja com azul, amarelo e violeta, verde bandeira e roxo (como na foto do projeto da arquiteta Letícia Kunow). Segundo Henning, a combinação das complementares pode ser feita por meio dos tons “puros”, ou de suas modulações – quando há mudança na graduação de luminosidade e saturação.

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