Marca de mobiliário brasileira apresenta 5 tendências para o design sensorial

Artefacto apresenta texturas e produtos que evidenciam linhas orgânicas e elementos que dialogam com o natural

Lançamentos de cores, texturas e peças da Artefacto durante a tradicional Mostra da marca pretendem levar o visitante a acessar os cinco sentidos. Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

por Bruno Gabriel*

31/08/2019

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Instigar o visitante a entender o conceito de luxo por meio de suas próprias sensações. Essa é a proposta da Mostra Artefacto 2019, aberta ao público de Curitiba no dia 24 de agosto. Com conceito idealizado pela arquiteta Patricia Anastassiadis, o tema da mostra em todas as lojas da marca no Brasil traz os “Sense 5” como pano de fundo.

Na loja de Curitiba ( R. Comendador Araújo, 672 – Batel ) serão 20 ambientes projetados por 30 arquitetos. O ponto em comum: a busca por evidenciar o “sentir” dentro do relacionamento humano. “O papel do designer é procurar diálogos, entender como trabalhar os elementos para que eles tenham um balanço e uma relação”, diz Patricia. Para evidenciar a importância dessa questão sensorial, a arquiteta buscou trazer para a coleção o que chama de moods, ou seja, os humores pelos quais expressa suas referências e momentos.

Quem visitar a mostra Artefacto certamente vai notar que o momento de Patricia envolveu forte inspiração na natureza. Entre peças já clássicas da marca e 30 novidades, é possível observar que os produtos que fazem parte dos ambientes ganharam uma linha mais orgânica e elementos que dialogam com o natural. Alguns destaques são o uso constante de linhas curvas e sinuosas que trazem o recorte mais cosmopolita, matérias-primas sustentáveis, constância de tons próximos aos que encontramos nas matas, além da utilização de pedras naturais e madeira.

Outro ponto que chama a atenção é o tom contemporâneo trazido pela mistura de texturas em muitas das peças do mobiliário. Até mesmo produtos conhecidos de anos anteriores ganharam nova roupagem para se adaptar à composição proposta para este momento.

Como forma de captar parte da essência do que está sendo compartilhada com o público, HAUS visitou os ambientes com exclusividade antes da abertura e aponta alguns dos elementos e peças que certamente atrairão o olhar do público durante a Mostra Artefacto Curitiba, que pode ser visitada a partir de 24 de agosto.

Paleta de tons terrosos 

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

As cores da coleção partiram de um estudo dos tons da natureza, envolvendo elementos como a terra, as pedras, os verdes e os galhos. A paleta acontece, então, em tons vibrantes, ainda que opacos para poderem conversar com a linha de beges e ocres características da Artefacto. Aparecem, assim, o laranja pumpkin, o amarelo-açafrão, o terracota suave e aquarelado, o verde-musgo e as cores que se aproximam das observadas no barro seco.

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Brilho e texturas

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Aliado às cores, o uso de texturas e do efeito mate dão o tom das peças. Ingrid aponta que a opção por não utilizar brilho vem de uma tendência de dois anos. “Passou a época do high gloss, do super brilhante. O opaco tomou conta. Isso traz um toque mais acetinado e monocromático. A riqueza não está no tom, está na textura”.

Duas composições de mesas de centro exemplificam esse pensamento. Em uma situação, uma nova apresentação de acabamentos faz com que o modelo já em linha apareça completamente reformulado, mesclando cristal pintado e acabamento acetinado.

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Em outra composição, mesas de apoio com diferentes texturas. O tampo em um novo material, uma pedra natural no estilo do mármore, com espessura de quatro centímetros, tem toque acetinado. Junto dele, há mesas de madeira, dando a sensação de movimento. “Em ambas as situações, aparece a tendência de mesas de centro com níveis diferentes, com encaixes”, aponta Ingrid.

Composição de cores

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Alguns ambientes da mostra apostam no uso de cores variadas, mostrando outras possibilidades de uso para peças tradicionais. “É um olhar que atende ao público mais jovem, que sai da ideia de que não é possível misturar tons”, relata Ingrid Moskalewski, gerente comercial da Artefacto Curitiba. Ela ainda destaca que a composição mais despojada favorece para que o layout apareça mais integrado. Profissionais que seguiram por este caminho afinaram a composição de tons mais fortes, porém sutis. As cores dos móveis, por exemplo, se repetem em quadros e objetos decorativos.

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Palha natural de algodão

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Muito requisitada em anos anteriores, a cama com dossel ganhou uma nova apresentação. Seguindo com sua estrutura em madeira maciça, o destaque fica por conta da palha natural de algodão, utilizada nas bases de encosto e do box. O material também aparece em outros objetos da mesma linha, como na cômoda. Para dialogar com a palha, as alças em camurça natural. Outro ponto interessante é que o fato de o box ser suspenso, seguindo a tendência de valorizar o envelopamento, e não mais utilizar colchas que vão até o chão. Os travesseiros soltos podem receber tecido, couro ou camurça natural.

Desenho paramétrico

Algumas das novas peças trazidas pela Artefacto tem como base o desenho paramétrico, que associa as linhas curvas às cores neutras. A estrutura é feita com pedaços de compensado cortados a laser e colados para a formação do desenho. A primeira delas é a mesa Candy, cujo tampo de vidro deixa a base brilhar soberana.

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Outra utilização vê-se na versão mesa de centro Candy. A ideia é possibilitar composições inusitadas. Na proposta da mostra, ela encontra parceria com a mesa Clear. Enquanto uma funciona como apoio, a outra aparece como uma escultura. A terceira utilização da técnica aparece em um banco. Com extensão de 2,40 m de largura, a peça garante firmeza, conforto e inovação estética.

Lançamento de peças

A edição 2019 da Mostra Artefacto apresentará algumas peças que são uma novidade na portfólio da marca. HAUS selecionou sete das que mais se destacam nos ambientes criados pelos profissionais.

Cadeira Cage

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Poltronas estruturadas em aço carbono, com assento e encosto feitos à mão com a palha do coqueiro buriti, que é seca e trançada uma a uma. O objeto chama a atenção, pois sua estrutura fica invisível, fazendo com que apenas suas fibras sejam vistas. “Isso vem do nosso DNA, que mescla o industrial e o manual. Materiais resistentes, com o charme do feito manualmente com um trabalho milimétrico”, conta Ingrid.

Mesa Kobe

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Entre as novas peças da marca apresentadas em 2019, um dos destaques é a mesa Kobe. Seu grande trunfo é trabalhar com blocos e volumes. Tudo é matizado, da madeira ao couro. É uma peça de linhas puras, sem muitos detalhes e nada de brilho.

Cadeira Hara

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Caracterizada por ser sustentável, utiliza-se do resíduo do couro para criar uma massa, que é pranchada em formato de soleta. Além disso, o encosto é preso de modo semelhante ao fechamento de um envelope. Disponível nas cores conhaque, cinza e preto. Além da versão em couro, conta com a palha. Os saltos são de aço.

Cama Nouveau

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

O móvel tem o diferencial com as meias-abas na cabeceira e o design pensado no conjunto, com o box embutido, seguindo o mesmo padrão. Os estrados abaixo do colchão contêm respiros circulares, garantindo a durabilidade.

Criado Emmy

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

É uma das peças que desperta interesse devido a sua interação tecnológica. Na parte de baixo, a iluminação de Led se acende com um sensor de presença, sendo ideal para ambientes escuros. O móvel apresenta design arrojado: diferente do que parece, a frente não se abre como uma gaveta, mas sim verticalmente, facilitando a organização dentro do móvel.

Mesa La La Land

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Um dos maiores destaques entre os novos produtos é, sem dúvida, a mesa de jantar que transforma-se em mesa de sinuca. O tamanho é o padrão semioficial para o esporte, com caçapas em couro e corte a laser. O tampo em pranchas permite que a mesa seja completamente fechada. A cor do feltro pode ser personalizada, variando entre amarelo mostarda, verde-bandeira e preto. O cliente também pode optar pela base de madeira em louro natural, um mate claro. Abaixo do feltro, a ardósia dá a aderência necessária para a boa prática do bilhar.

Mesa lateral Louise

Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

O design absolutamente limpo, mas que marca presença. Essa é a essência da peça que serve como mesa de apoio e peça de decoração. Há versões totalmente transparente, com vidro preto ou amarelo.

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*especial para a Gazeta do Povo

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