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Projeto do Estúdio Campetti usa piso de cimento queimado em composição com madeira. Foto: Marcelo Stammer / Divulgação
Projeto do Estúdio Campetti usa piso de cimento queimado em composição com madeira. Foto: Marcelo Stammer / Divulgação| Foto:

Prático, versátil, elegante e rústico, o piso de cimento queimado vem ganhando espaço nos apartamentos e casas da cidade. Comum no interior, o material tem agradado novos moradores por ser uma opção barata e com visual moderno.

O revestimento pode ser usado do quarto até a cozinha, sem restrições. Apenas requer cuidados em áreas úmidas, sendo impermeabilizado para evitar danos. “Eu costumo indicar o uso do cimento queimado porque ele tem um resultado muito bonito. Mas sua execução não é tão simples quanto parece”, alerta o arquiteto Tiago Campetti.

A composição com outros elementos de estilo industrial funciona bem. “Também acho bacana quando misturamos os elementos. Por exemplo, cimento queimado com a madeira, tanto com as mais populares, quanto com as mais nobres”, opina.

Escolha do profissional

Apesar dos vários tutoriais no estilo “faça você mesmo” disponíveis na internet, o arquiteto aconselha a contratação de um profissional para executar o piso de cimento queimado e enfatiza que a escolha dele é fundamental para o sucesso da obra.

“O ideal é optar por alguém com experiência e disposto a fazer um teste em uma pequena área para o contratante avaliar se sai tudo bem”, indica. O maior problema da obra ser mal feita, segundo Campetti, é o cimento soltar do contrapiso ou abrir uma fenda.

Durante a execução, também é importante verificar se foram colocadas as juntas de dilatação, que devem ser usadas a cada dois metros para impedir que a mudança de temperatura faça o piso trincar.

Projeto de apartamento do Studio DoisA, em São Paulo, também usa o piso de cimento queimado. Foto: Divulgação
Projeto de apartamento do Studio DoisA, em São Paulo, também usa o piso de cimento queimado. Foto: Divulgação

Aplicação

A “queima” do cimento não envolve chamas, como alguns podem supor. O processo é feito a partir da aplicação do pó do cimento sobre a superfície do piso, quando este está começando a secar mas ainda apresenta consistência mole.

O primeiro passo para a execução do piso de cimento queimado é a limpeza do contrapiso – que deve ser varrido, aspirado ou lavado. Com o piso seco, deve-se aplicar a nata de cimento (uma mistura quase líquida de cimento, água, e adesivo para argamassa) e, na sequência, a massa do cimento (mais densa), feita também com o adesivo. “Esse piso, então, é queimado com o pó de cimento“, ensina Campetti. O arquiteto acrescenta que a espessura ideal do piso de cimento queimado é entre 2 cm e 3 cm.

Outra opção para a execução do piso, que o Estúdio Campetti já utilizou em apartamentos (que costumam não permitir tal espessura), é aplicar o cimento com o adesivo para argamassa e, depois, uma segunda camada de cimento com cola PVA antes de “queimá-lo” com o pó do cimentoO resultado é um piso com elevação de cerca de um centímetro.

Nas primeiras 70 horas de secagem é necessário manter a umidificação do local ou borrifar água sobre o piso a cada 12 horas, já que o cimento seca rapidamente e a contração do material pode causar trincas no piso.

Por fim, é necessário impermeabilizar o piso, mesmo em ambientes que não têm contato direto com a água, como por exemplo, a sala. “Se o piso não for impermeabilizado e o morador derramar algum líquido ele poderá ficar manchado. Também não é bom que o piso absorva água durante a limpeza cotidiana”, afirma o arquiteto.

Cuidados

A facilidade de manutenção é outra vantagem do piso de cimento queimado. Um pano com água e sabão neutro são suficientes para a limpeza do dia a dia. Campetti também aconselha encerar a cada três meses para manutenção do brilho.

*Especial para Gazeta do Povo

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